Bater no fundo


Pedro Correia,

Pior que haver políticos que desgovernam as contas públicas, levando o País a tornar-se na chacota das principais instituições financeiras internacionais, é haver políticos que conspiram, traficam influências, mentem por cálculo ou vocação e degradam irreversivelmente a imagem das instituições. Não sei se a situação actual envergonha alguns dos protagonistas dos mais recentes episódios tornados públicos. Eu, como português, sinto-me envergonhado.

16 comentários em “Bater no fundo”

  1. Pedro, nada disto me espanta. Já vi tantas coisas. Havia um árbitro que dizia que desde que viu um porco a andar de bicicleta acreditava em tudo. Eu é mais ou menos o mesmo. Ainda não há muito tempo dei com um presidente de câmara que mandava fechar a câmara no dia dos anos; e que, bêbado, gritava para uma patrulha da GNR que o queria multar por ter o carro mal estacionado: «Eu sou o dono desta merda!» (referia-se, já se vê, ao concelho, de que se julgava dono).

  2. Caro Pedro,
    Este seu homónimo, aqui longe, a Oriente, também.
    É nestes momentos que até agradeço o facto de a população de origem macaense e chinesa não ligar nada ao que se passa em Portugal.
    Bater no fundo, muitas vezes, é bom.
    Permite, como diz a letra da canção “começar de novo”.
    Infelizmente, acho que não é o caso.
    Acredite que estou perturbado com o que li no “Sol”.

  3. Não sei se me sinto mais envergonhado por ser português ‘neste’ Portugal, se por haver tanta gente sem um resto de vergonha na cara.
    Acresce a bizarria de haver eleitos que aceitam os cargos sem ter merecido cem por cento dos votos e que, no entanto, exercem o poder com a prioridade de silenciar quem não lhes deu o voto.

  4. Eu faria exactamente o mesmo: encheria os bolsos o mais que pudesse e depois bazava para um sítio simpático. Mas eu não tenho um pingo de patriotismo. Gosto de Fado, caldo verde, bacalhau e toucinho do céu. A partir daí Portugal é-me completamente indiferente. Ainda por cima as praias portuguesas já não são o que eram e há tanto mar por esse mundo. Lá porque nasci cá não sou obrigado a gostar. Aliás não gosto. Quem não tem direitos não tem deveres! Pensem o que quiserem que mais não digo.

  5. Pedro: assino e subscrevo o que escreveu.
    E, já agora, manifesto a minha profunda preocupação com o se passa, porque é quase impossível que a tal «Luz ao fundo do túnel» surja a médio – ou mesmo a longo – prazo. Uma indecência o que se passa no nosso País, com as atitudes dos governantes (activas e passivas), com a agravante de se julgarem importantes e superiores.

    Cumprimentos

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