Pior que haver políticos que desgovernam as contas públicas, levando o País a tornar-se na chacota das principais instituições financeiras internacionais, é haver políticos que conspiram, traficam influências, mentem por cálculo ou vocação e degradam irreversivelmente a imagem das instituições. Não sei se a situação actual envergonha alguns dos protagonistas dos mais recentes episódios tornados públicos. Eu, como português, sinto-me envergonhado.
Bater no fundo
Pedro Correia,

Assino por baixo
Envergonhados? Achas? Estão é furiosos!
Idem, aspas! Não só envergonhado, como revoltado por ser compatriota destes vermes!
Já somos dois.
Pedro, nada disto me espanta. Já vi tantas coisas. Havia um árbitro que dizia que desde que viu um porco a andar de bicicleta acreditava em tudo. Eu é mais ou menos o mesmo. Ainda não há muito tempo dei com um presidente de câmara que mandava fechar a câmara no dia dos anos; e que, bêbado, gritava para uma patrulha da GNR que o queria multar por ter o carro mal estacionado: «Eu sou o dono desta merda!» (referia-se, já se vê, ao concelho, de que se julgava dono).
Um dos problemas é acharem que o poder democrático lhes confere a propriedade e que os eleitores passam imediatamente a ser empregados deles.
Já agora podia dar as coordenadas do concelho. Seria um serviço (falo a sério).
Caro Pedro,
Este seu homónimo, aqui longe, a Oriente, também.
É nestes momentos que até agradeço o facto de a população de origem macaense e chinesa não ligar nada ao que se passa em Portugal.
Bater no fundo, muitas vezes, é bom.
Permite, como diz a letra da canção “começar de novo”.
Infelizmente, acho que não é o caso.
Acredite que estou perturbado com o que li no “Sol”.
Eu também me sinto envergonhado e extremamente preocupado
Subscrevo e assino por baixo.
Eu faço exactamente o contrário: assino por baixo e depois subscrevo.
Não sei se me sinto mais envergonhado por ser português ‘neste’ Portugal, se por haver tanta gente sem um resto de vergonha na cara.
Acresce a bizarria de haver eleitos que aceitam os cargos sem ter merecido cem por cento dos votos e que, no entanto, exercem o poder com a prioridade de silenciar quem não lhes deu o voto.
Um desalento muito grande…
Eu faria exactamente o mesmo: encheria os bolsos o mais que pudesse e depois bazava para um sítio simpático. Mas eu não tenho um pingo de patriotismo. Gosto de Fado, caldo verde, bacalhau e toucinho do céu. A partir daí Portugal é-me completamente indiferente. Ainda por cima as praias portuguesas já não são o que eram e há tanto mar por esse mundo. Lá porque nasci cá não sou obrigado a gostar. Aliás não gosto. Quem não tem direitos não tem deveres! Pensem o que quiserem que mais não digo.
E diga-se que já começa ser demais.
Pedro: assino e subscrevo o que escreveu.
E, já agora, manifesto a minha profunda preocupação com o se passa, porque é quase impossível que a tal «Luz ao fundo do túnel» surja a médio – ou mesmo a longo – prazo. Uma indecência o que se passa no nosso País, com as atitudes dos governantes (activas e passivas), com a agravante de se julgarem importantes e superiores.
Cumprimentos