Logo nas primeiras linhas de Ravelstein, Saul Bellow escreve que é “curioso que os beneméritos da sociedade sejam pessoas divertidas. Pelo menos na América é com frequência este o caso. Quem quiser governar o país tem também que o entreter”.
Vista a campanha dos dois principais candidatos, os beneméritos estão em parte incerta, gente divertida também não se viu (a inimputabilidade, por um lado, e o cinismo sem sinal de projecto político, por outro, não divertem), e seja qual for o resultado duvido que haja entretenimento de qualidade. Estas eleições são de tal forma atípicas e decepcionantes que nem o maior escritor americano do pós-guerra equacionou uma coisa assim.
Barulho
Diogo Novo,

Como uma vez ouvi : deitem a porta abaixo com estrondo que o resto do edificio cai sozinho tal é podridão das vigas…
Hahah!
Isto é o produto do “jornalismo” ocidental durantes as ultimas décadas.
Os Expressos, as RTP, SIC, TVI, os Publicos, replicas da cultura dos New York Times, Washington Post, Le Monde, Telegraph, Guardian etc etc..
Mais uma vez surpresos na sua incompetência, incompetência porque são de esquerda antes de serem jornalistas.
Quantos escreveram sobre o desastre que é o Obamacare?
Liguei a TSF e ouvi um jornalista a dizer “hmm hmm” seco a uma pessoa que estava a entrevistar.
Bastou esse “hmm hmm” para perceber o que estava a acontecer.
Não me interessa se são de esquerda ou se são alguma coisa sequer o que sei é que não servem.
Mas foi lindo ver toda a gente engolir em seco, acompanhei pela fox e vi / ouvi brilhantes análises.
Agora vamos ver se o homem cumpre sendo que o unico pormenor que acho mais critico é uma possível reversão do acordo com o Irão que felizmente está a ajudar a acabar com o EI mas logo se vê…
É por serem de esquerda que são assim.
Trump vai desapontar e muito embora dado o desperdício económico que são os EUA até tem alguma coisas maduras que é difícil mudar para pior como o IRS.
O Torygraph, perdão, Telegraph, é de esquerda? Ok…
E o marxismo, lucklucky? Desta vez não atribui os males do mundo ao marxismo? A América radicaliza-se, mas o meu caro parece ir em sentido inverso. Ou estarei a ser optimista?
América não é Nova Iorque ou Los Angeles, não é uma surpresa o Trump ganhar.
A América não é Nova Iorque, Inglaterra não é Londres, Espanha não é Madrid, and so on and so forth.
Como não dizem nada, venho informar o Delito de Opinião que Trump ganhou!!
Excitação precoce?
Este resultado só prova uma coisa: os americanos não lêem a imprensa europeia e não vêem as nossas TVs. São mais espertos do que eu pensava. Mas parabéns pela lucidez deste post.
Obrigado, JAB. Mas, a avaliar pelas últimas eleições na Europa (vide Espanha), parece que os europeus também não lêem a imprensa europeia.
Seria interessante ver o que diria neste caso Allan Blom, esse conservador heterodoxo e classicista, ao seu séquito de discípulos.
Algo mordaz, pedante e certeiro, caro João Pedro. Mas, de facto, a América de Bloom e de Chick era outra.