Toneladas de dinheiro, jactos privados, mordomias sem fim, luxos vitalícios – nada disso me impressiona excessivamente. O que me faz espécie é aquilo dos 40 seguranças privados. (Lembrei-me logo de Santana Lopes primeiro-ministro, com os seus 14 seguranças, como se Portugal fosse a Colômbia ou a Guiné-Bissau.) O homem fez o quê e anda com medo de quem?
Aquilo dos 40 seguranças é, a meu ver, a prova provada do que até tenho medo de pensar: não estamos a falar de um banco e de banqueiros; estamos é a descobrir uma máfia e uns ‘padrinhos’. A menos que estejamos perante um mix de Santa Isabel e de Zé do Telhado, que só queira juntar para distribuir pelos pobres, como se espera de um bom católico.

Eles próprios avisam: à primeira vista, é só um banco…
É verdade. Uma campanha elucidativa…
Precisamente, Ana. Afinal, estamos agora a ver que a “tal” campanha publicitária que nos parecia descabida, tem toda a razão de ser. Aquilo é um banco mas é só à primeira vista… À segunda, já não é um banco, mas sim um sofá muitíssimo confortável para alguns privilegiados. Nem quero pensar o que é que ainda vamos descobrir nas próximas vistas… Se calhar, o melhor será mesmo nem tentar descobrir!
O homem é jardim… e as árvores também se abatem!
Por isso os 40 seguranças…
Uma pouca vergonha.
Pouca é um favor, Maria do Sol.
Pois é. Mas o despante é tão grande que é preciso tempo para nos adaptarmos à escala. Qual será o superlativo absoluto composto de pouca vergonha? Pouca vergonha até mais não?
[Sabe que o assunto em si choca-me, mas consegue provocar-me um estado de incómodo que nem sei definir se pensar em como são beatos.]
Acho que a entendo bem.
Tudo bons rapazes, como no filme de Scorcese .
Isso mesmo.
Dinheiro às toneladas
e seguranças por todo lado,
tantas mordomias afiladas
deixando o povo encapelado!
Coitado do Zé do Telhado
de carteira esfarrapada,
um banqueiro ensarilhado
deu-lhe uma forte ripada!
Ensarilhados estamos nós, Amêijoa.
Belíssima, Pedro. Belíssima.
Ok, Mike. Vou dizer ao Pedro…