José Sócrates:
“Nenhum movimento especulativo fará o Governo mudar de planos (…) O pior que podemos fazer é mudar de plano”. (1 de Maio)
“Estou a pensar justamente em todos os investimentos que não foram ainda adjudicados, como é o caso, por exemplo, da terceira via, como é o caso do aeroporto, para que os possamos lançar num momento em que a estabilização financeira regresse aos mercados (…)”. (7 de Maio)
Teixeira dos Santos:
“Não há aumento de impostos, concentraremos os nossos esforços na contenção e na redução da despesa, seguindo uma política financeira de rigor”. (27 de Janeiro)
“Se [ajustamento do défice] tiver de ser feito através de um aumento de impostos, temos de recorrer a uma solução dessa natureza.” (10 de Maio)
Vítor Constâncio:
“As medidas que vieram a público ao longo do dia de hoje são adequadas ao objectivo de Portugal reduzir o défice para menos de 3% do PIB em 2013” (9 de Março)
“(…) é evidente que na situação de tensão e dificuldades financeiras, tudo tem de ser ponderado. Tem de se reforçar o PEC, tem de se reduzir mais o défice e se isso implicar o adiamento de despesas para o futuro, com certeza que vai nessa direcção” (10 de Maio)
Isto é um desatino, José.
Já não há palavras. Se amanhã Sócrates anunciasse que devíamos invadir Marrocos, não ficava surpreendido (ai que lhe estou a dar ideias…).
Deixa lá. Podes dar ideias. Basta ele anunciar para não se cumprir.
Já não se fazem autoridades como antigamente.
Este governo condena a oposição ao desemprego. Persiste em fazer oposição a si próprio.
Ahahaha, muito bom…
A arte de empanzinar…
O governo da oposição
faz tudo excepto governar,
alterando a sua posição
para assim nos empanzinar.
Neste “finale” humilhante
para um poder estragado
é deveras pouco brilhante
esse estado fustigado.
Estado fustigado e deprimente, meu caro…