Quem se portou impecavelmente? Foram os portistas, que disseram que uma coisa é futebol, outra é política e até o elegeram.
Há argumentos que são perigosos: ou se sabe usá-los bem ou podem virar-se contra quem os esgrime. É o caso deste, nesta entrevista de Elisa Ferreira, com que a candidata à Câmara do Porto pretende atingir o seu adversário político. Querendo captar o voto clubista – que no Porto tem um peso muito especial – não percebe que ao fazer este elogio ao critério dos eleitores, está a sugerir ao mesmo tempo que, se não votarem em Rui Rio desta vez, deixam de saber separar as coisas. Logo, deixam de ser "impecáveis".


A entrevista é uma bagunça de ideias pobres e atabalhoadas, além de uma saloiada de todo o tamanho. Fico espantado: como é que uma pessoa que já tem a experiência das coisas que a idade confere, mais a de professora universitária e ainda a de eurodeputada pode mostrar-se tão fraquinha?
Como portuense e eleitor – se eu estivesse no Porto – podia até detestar Rui Rio que não deixaria de detestar mais ainda tamanha saloiada, que é aquilo com que sempre embirrei solenemente.
Tens razão, é de uma pobreza franciscana. Mas o pior de tudo é a xico-espertice destas afirmações, a querer aproveitar o fanatismo e o clubismo das pessoas.
Há quem ande azulada
na campanha eleitoral,
com a posição debelada
por muita falta de moral.
As promessas tripeiras
de gamelas e tachadas,
são viscosas papeiras
de gargantas inchadas.
Até a gamela do lado
não resiste à voracidade,
de um porco pincelado
com muita autenticidade.
É uma forma vergonhosa
de falar de um poleiro,
de uma política espinhosa
com discurso foleiro.
A honestidade é tortuosa
para esta cambada,
têm uma relação virtuosa
com a razão encabada.
A candidata duplicada
em diferentes eleições,
fica mais que explicada
estas doutas afirmações.
“Discurso foleiro” é a expressão certa, Amêijoa. Foleiro e desastrado, ainda por cima.
Só faltou dizer a seguir: marabilha…
:))
Pois está dito: marabilha!
:-))