ÀS VEZES, QUANDO SE SOMA, SUBTRAI-SE
O movimento Cidadãos Lisboetas Apoiam António Costa, segundo revela Eduardo Pitta, "nasceu para dar resposta a quem não se conforma com a desunião da esquerda nas próximas eleições para a Câmara de Lisboa". Um propósito muito compreensível. Recordo, no entanto, que há uma diferença substancial entre somas aritméticas e somas políticas. Em política, a tentação de tudo somar pode subtrair em vez de adicionar. Foi isso precisamente que aconteceu em Lisboa, nas autárquicas de 2001. Quando o candidato solitário contra o qual toda a esquerda se batia era Pedro Santana Lopes. Convém ter memória.


Há uma diferença substancial
entre matemática e política,
pois desvirtua-se o essencial
com uma postura monolítica.
Voraz é a tentação
de tudo somar,
triste é a lamentação
por tudo reclamar!
Pode muito bem vir a acontecer. Todo este toca a reunir mostra apenas medo.
Correcção à primeira quadra:
Há uma diferença substancial
entre matemática e política,
pois SUBTRAI-SE o essencial
com uma postura monolítica.
Esta teoria santanista de que o suposto “o toca a reunir” mostra apenas medo, tem razão de ser. Sim, eles que apostaram tudo na desunião da esquerda, estão com medo. Com um bocadinho de sorte, o BE e o PCP aí estão para lhes fazer a vontade.
Caro Pedro,
Percebo mais ou menos a sua ideia, mas escusava de se atrapalhar tanto…
Caro João Carvalho,
Não foi uma questão de atrapalhação. depois de verificar a ortografia cliquei e segiui assim.
As minhas desculpas…e ainda bem que perceba a minha ideia ( mais ou menos ).
Cumprimentos
Primeiro foi o acordo com Sá Fernandes. Agora foi com Helena Roseta. Parece-me que no final dos acordos, não vão restar lugares na vereação para os elementos do PS…
A candidatura de António Costa e do PS é pura e simplesmente uma candidatura de negociação de lugares. Ideias, estratégias, rumos para a cidade de Lisboa? não há! Há apenas o ódio a Santana Lopes, o homem que mais obra fez em Lisboa nos últimos anos.
Sobre a estratégia de António Costa, estamos mais ou menos de acordo. Quanto ao «homem que mais obra fez em Lisboa nos últimos anos» (as palavras são suas), reconheço que os lisboetas têm uma vantagem: já o conhecem. Repare que eu até gosto dele: escolhe sempre bons carros.
Em 2001, só se conhecia Santana Lopes da Figueira da Foz. Ele não tinha ainda sido Presidente da Câmara de Lisboa, nem PM. Agora, toda a gente sabe e conhece as “macacadas” de Santana e já ninguém (excepto alguma direita, claro!) cai na esparrela.
«Agora, toda a gente sabe e conhece as “macacadas” de Santana e já ninguém (excepto alguma direita, claro!) cai na esparrela.» É essa a sua intuição?
Como nunca ouvi falar de uma empresa de sondagens ‘Clara França Martins’, concluo que o seu «ninguém cai na esparrela» nada tem de científico e que realmente não passa de intuição.
Fraca intuição, porém. Santana nunca fez qualquer verdadeira travessia do deserto, mesmo quando mais merecia, e salta para a crista da onda de cada vez que resolve aparecer ou que decide abrir a boca.
Portanto, ao contrário do que o seu comentário indica, é sensato temê-lo.
“já ninguém (excepto alguma direita, claro!) cai na esparrela”.
Isso é o que vamos ver, não? (À cautela, faça uma reserva de alka-seltzer para o Outono, ok?).
Só se conhecia da Figueira, D. Clara? Então quer dizer que Pedro Santana Lopes fez um bom trabalho na Figueira. Um grande elogio que a Senhora lhe faz..
Não é preciso exagerar…
Não percebi exactamente o que é que faz o Antonio Costa atraz da moita…. Hum… Cumprimos é ?
Sim, mas também não se pode cuspir na cara de quem confiou o voto, como acaba de acontecer hoje, com a mais recente coligação.
Caro João,
Só para dizer que António Costa, assim que tomou posse, comprou, para veículo oficial, um Mercedes topo de gama. Carmona andava num Opel ou num Renault, não me recordo.
Isto para dizer que Santana não é o único…
Claro que não é o único. Até digo mais: ainda as galinhas tinham dentes e já a Fátima Felgueiras se fazia transportar num BMW série 7. Que contribuiu imenso para melhorar a imagem da terra.
Quando chega a mentira, ainda por cima descarada e facilmente detectável por quem anda na rua ou vê um Telejornal é sinal que alguma coisa está muito mal.
António Costa reduziu brutalmente a frota da Câmara Municipal de Lisboa e para além disso utiliza como veículo oficial um Peugeot.
Confesso que não faço a mais pequena ideia. Mas, se o dizes, fico sem a mais pequena dúvida. O que é importante para mim, porque dou um certo valor a essas coisas. Designadamente, quando são conhecidos os números sobre a pobreza. Ou melhor: menos os números e mais as pessoas.
Tens razão na análise, mas espero que os lisboetas pensem mais na cidade e ponderem bem sobre o que está em jogo. Neste caso não tenho dúvidas quanto ao que é melhor para Lisboa. De folclore estou farto. Prefiro a seriedade.