Aunteicicluone


Rui Rocha,

Anda tudo atrás do Anticiclone dos Açores para ver se o tempo melhora. O problema é que vocês chamam por ele, mas o Anticiclone, como é dos Açores, não vos percebe. Tem de ser assim, ó: Aunteiceicluone, Aunteiceicluone leindo, aunda cáe, eita cousinha máe boneita! Aunda cáe, Aunteiceicluone!

20 comentários em “Aunteicicluone”

  1. Duas correções:
    1) Isso que você escreveu é a pronúncia da Madeira.
    2) A que você julga ser a pronúncia dos Açores é na verdade a pronúncia da ilha de São Miguel (que tem metade dos habitantes dos Açores). As outras oito ilhas têm pronúncias, todas elas diferentes, todas elas completamente distintas da de São Miguel, e todas elas facilmente compreensíveis para os portugueses do Continente – ao contrário da pronúncia de São Miguel, que no limite chega a ser incompreensível. Pronúncia dos Açores é algo que não existe.

      1. Essa foi demais, isso não se faz: o Lavoura vai ficar acabrunhado por muito tempo. Ou talvez não.
        Aguardemos.

      2. Essa foi demais, isso não se faz: o Lavoura vai ficar acabrunhado por muito tempo. Ou talvez não.
        Aguardemos.

    1. Ficámos a saber que há pronúncia da Madeira mas não há pronúncia dos Açores. Bem ao estilo socialista, o Lavoura muda as regras quando lhe convém.

      1. Exatamente. Não há pronúncia dos Açores. Há nove pronúncias, uma para cada ilha dos Açores.
        Enquanto que a Madeira é uma só ilha.
        (Não sei se no Porto Santo a pronúncia é diferente da da Madeira. Não me admiraria que fosse.)

        1. Isso é um bocado disparatado — dizer que há 9 pronúncias diferentes. O sotaque pode divergir aqui e ali numa palavra ou outra mas faz tudo parte de um sotaque açoriano. Tal como por exemplo a toada dos bairros populares em Lisboa, o estilo gingão da cintura industrial ou o estilo centro-comercial das Avenidas Novas pertencem todos à pronúncia lisboeta. Essas diferenças que indica provavelmente correspondem mais a grupos sócio-económicos diferentes do que a diferenças de acento na mesma região.

  2. Ê senheur, entãue eisse gouza-s’asseim cu’es pessoueas?!
    Xenouefebe?! E ém calhánde misougene: côme saube se nãue é ouma antececlouna?!

      1. Ê senheur, per meim tante se me deá coum acourde oue seim, asseim coume asseim nãue há mueintas pessoueas que fealém Miqueiellense – e nãue me cónfuenda Miqueiellense coum Açuereâne oue dá-me cábe da Leavouera!!

        Pronto, agora tenho que ir retirar o sotaque dos dedos :S
        Micailhense, Micailhense… já cheguêi na Mateira, cubano, ’tou quase no Countnente!

        (E não gozei, até porque nasci na terra dos “ah, migue, vai um xambezimérrume?” ou, escrito na placa, “chambre, zimmer, room”)

  3. O tempo está bom. As pessoas é que gostavam que fosse personalizável.
    Sempre me exasperou ouvir pivôs dizerem que o “bom tempo” vai continuar, já com o país em seca extrema. Se tivéssemos sempre esse “bom tempo” morríamos de sede.

  4. Não sei se o anti ciclone responde à pronúncia, mas gostei do post. Além disso, ouvi duas garotas no metro conversando sobre o tempo e uma delas acredita que não há verão este ano enquanto a outra, bastante duvidosa, faz figas para luzir o biquini novo. Não me lembro de assistir a tanta preocupação juvenil acerca do clima.

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