“A política e a justiça não são a mesma coisa. Assim como a justiça deve fazer o seu julgamento sem interferência da política, a política – o governo da polis – deve fazer o seu julgamento. O maior disparate que existiu em Portugal nos últimos anos, e não o ouvi nem em Espanha nem em Itália, é tentar que o julgamento político siga ou esteja sujeito aos mesmos critérios do julgamento penal. Se o julgamento político é populista e irresponsável isso revela umas instituições políticas e sociais fracas e descredibilizadas. Será certamente um problema político e social, até cultural, mas não um problema legal como se pretende em muitas análises que se fazem em Portugal. A presunção de inocência e o ‘in dubio pro reo‘ são princípios jurídicos, não são, não devem e não podem ser princípios políticos“. – Nuno Garoupa, Expresso Domingo, 24/11/2014
A última frase, em especial, devia ser uma verdade incontestada e incontornável. Bati-me antes por isso dentro da minha agremiação, mesmo quando esta foi poder, suportando a incompreensão e a invectiva. Continuarei a bater-me. E fico satisfeito por ver que nesse combate, modéstia à parte, não estarei mal acompanhado.

Plenamente de acordo, também tenho defendido a mesma opinião.
Totalmente em desacordo.
Na politica e na vida, tambem se deve presumir que as pessoas sao inocentes.
(Uma coisa completamente diferente e a responsabilidade politica, claro. Um ministro e sempre o responsavel supremo por aquilo que ocorre no seu pelouro, e deve demitir se se algo correr mal, mesmo que nao tenha culpa direta no assunto.)
É um direito que lhe assiste.
Uma coisa é a presunção de inocência, outro é o juízo político que se faz sobre a situação e os factos conhecidos. E este tem sempre de ser feito.