Associativismo tuga


José Meireles Graça,

Há muitos anos, geria uma fábrica que se dedicava ao fabrico de móveis frigoríficos, que exportava para uma dúzia de países.

Um dia, comecei a ouvir falar do buraco de ozono e dos grandes malefícios que os gases que então se usavam em refrigeração causavam àquele precioso gás, decompondo-o.

A pressão para a substituição do gás acentuou-se e complicados procedimentos para recuperar o gás antigo e não o deixar escapar para a atmosfera, o maldito, em aparelhos velhos, foram sendo postos em prática. Entretanto, apareceram no mercado novos gases que requeriam outros compressores, outros evaporadores e outros condensadores. Tudo era mais caro e implicava investimentos, mas os móveis passaram, com orgulho, a ostentar etiquetas verdes, muito parecidas com as que a concorrência chinesa usava para o mesmo efeito sobre equipamentos com as antigas características – povo empreendedor, não queria desperdiçar os stocks que tinha, que bem os compreendia.

O problema está hoje esquecido, o buraco diminuiu consideravelmente entretanto, não sendo talvez de excluir que o ozono, ou o nível de outra porra qualquer, suba ou baixe anormalmente quando as patentes dos novos gases estiverem perto de caducar, ou quando um laboratório prestigiado vislumbrar uma tragédia ao dobrar da esquina e encontre nas seitas ecológicas eco para estas cavalgarem uma causa fresquinha.

A empresa era sócia da associação do sector. Mas já então tinha sobre o associativismo a mesma opinião que tenho hoje e, podendo sem inconvenientes de maior pôr-me ao fresco para assistir a conferências, workshops, e comparecer a confraternizações e almoçaradas, e mesmo não tendo dúvidas da grande utilidade que semelhantes convívios podiam ter para o efeito de conhecer gente com interesse para lobbying (o nome fino da cunha e do tráfico de influências), não me sobrava a paciência para ouvir teóricos da gestão, bancários, políticos, especialistas disto e daquilo e treteiros sortidos.

De modo que raramente pus os pés fosse no que fosse. Ademais, estas iniciativas do maior interesse (segundo os promotores) tinham lugar invariavelmente em Lisboa. Ora, na altura ainda não havia GPS, absolutamente necessário no meu caso por me acontecer por razões misteriosas, quando me deslocava àquela cidade por outros motivos, ir parar a Queijas.

Sucedeu que no auge da pressão para os industriais do sector se modernizarem, a tal associação enviou uma circular significando a grande necessidade, que cientificamente demonstrava com abundância de explicações, de nos livrarmos do freon, concluindo pela urgência de mudarmos (nós, os empresários) de mentalidade.

À moça que assinava o papel respondi rebatendo ponto por ponto os seus argumentos “científicos” com outros do mesmo jaez mas de fontes diferentes e antagónicas; esclarecendo que já estava a fazer as alterações necessárias, por razões estritamente comerciais; e que me recusava formalmente a permitir que me alterassem a mentalidade com a qual, à época, já convivia pacificamente há mais de três décadas.

Quando chegou a altura de renovar a pertença, declinei; e só voltei a ser sócio de uma associação (outra) muitos anos depois, numa altura em que era conveniente para ter acesso a informação que doutro modo não teria.

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares apresentou ao Governo, diz a SicN, uma inacreditável proposta de regras (“já validada pela ASAE”) para os restaurantes que inclui delírios como a tomada da temperatura dos clientes, a desinfecção das mãos destes, a obrigatoriedade de marcação prévia e a escolha do menu pelo telemóvel ou em tablet do estabelecimento .

Fui ver ao site para descobrir quem era esta extraordinária gente, mas não se aprende muito: a apresentação é a vulgar declaração sobre os nobres propósitos da agremiação, em prosa da escolaridade obrigatória; e as personalidades que povoam os órgãos dirigentes são naturalmente desconhecidas, mas não aparentam ser gente de avental de serviço e com familiaridade com tachos e panelas.

Vossas Senhorias não percebem o vosso papel: para estabelecer regras de saúde pública que ofendem e humilham as pessoas, ou que dão trabalho escusado, ou que implicam despesas que não seriam necessárias, ou que acrescem à carga de trabalho dos empregados, ou que limitam a quantidade de refeições que se podem servir, não é precisa uma associação: basta um grupo de burocratas qualquer da DGS capaz de copiar normas importadas de outros países, escolhidos de entre os de língua inglesa (francês não entendem e inglês também não, geralmente, mas julgam que sim) que se distingam pela minúcia da regulamentação, somar tudo, acrescentar algumas rodilhices imaginativas, salpicar com multas e fiscalizações,  e servir no legalês prolixo que o político abelhudo de serviço assina de cruz.

Uma associação empresarial, se está do lado do Estado, não está do lado certo. O lado certo é contra o Estado, no vosso caso a defender ferozmente a viabilidade dos restaurantes – os que sobrarem depois do golpe que lhes deram o medo das pessoas, as paragens compulsivas, a insuficiência dos apoios e o descalabro do turismo.

Representais os restauradores, é, anedotas tristes? Valeis ainda menos do que o advogado oficioso que ofereça, em defesa do seu cliente, o merecimento dos autos. Porque este ainda pode contar com a imparcialidade do juiz, que não tem de engolir necessariamente as fabricações do ministério público; e vós, ao Governo que diz mata!, acrescentais esfola.

31 comentários em “Associativismo tuga”

  1. Não me parecem propostas irrazoáveis, as da associação.
    A tomada de temperatura e a desinfeção das mãos são procedimentos rotineiros, que se executam num ápice.
    A marcação prévia é exigível para que o restaurante não tenha gente a mais. Caso contrário, as pessoas teriam que esperar à porta.

    1. Quem lhe garante que um cliente não está a fazer uma medicação que interfira com a temperatura corporal ou esta aumente em virtude do stress (a temperatura aumenta não apenas por causa de uma inflamação).

      Eu recuso – me a que me “tirem” a febre. Na lavagem das mãos não vejo problema nenhum. Sou eu que as lavo

      1. Eu recuso – me a que me “tirem” a febre.

        Como queira. Não é obrigado a ir a nenhum restaurante.

        (Eu há pouco tempo fui a uma consulta num hospital privado. À entrada tiraram-me a temperatura. Se eu tivesse recusado que ma tirassem, não teria podido ir à consulta.)

        1. Correcção :

          E desde quando um snack bar é um hospital?Eu quando vou a um restaurante vou para comer e não para que, um empregado de mesa, me diga se estou ou não doente.

          A temperatura corporal varia com:

          O indivíduo (existem indivíduos que apresentam quadros febris com uma temperatura de 37° – nestes a temperatura basal normal ronda os 36°) – nestes o uso de anti inflamatórios podem provocar quadros clínicos de hipotermia.
          Stress
          Prática desportiva recente
          Inflamação
          Doenças endócrinas (ex:hipertiroidismo)

          É por causa destas variáveis que o polígrafo deixou de ser usado (o stress /ansiedade associada, apenas, a uma situação embaraçosa pode incrementar a frequência cardíaca, temperatura corporal e sudação)

  2. O favorzinho socialista com o IVA da restauração tem inevitavelmente de ser pago com subserviência.

    Ou haverá alguém convencido ainda de que há almoços grátis?

    1. Os donos dos restaurantes não têm opção se não aceitar estas restrições (ou outras análogas). Vão ter que, necessariamente, passar a ter menos clientes, nos primeiros tempos (isto é, esperemos, somente até ao verão).

      Ou seja, os donos dos restaurantes têm que esperar continuar a perder dinheiro (embora menos do que atualmente) durante os próximos tempos.

      Tal como todos os organizadores de espetáculos coletivos de massas (tipo concertos ou desportos): até ao verão, irão ter que aceitar ter audiências reduzidas. A opção será entre ter audiências reduzidas ou tê-las nulas.

  3. Parece o início de uma limpeza à maneira.

    Ouvi por alto algumas das recomendações (obrigações?), e não vejo muito estabelecimento / tasca a conseguirem sequer aproximar-se do pedido.
    Pedidos via app? Marcação telefónica?
    Mais uma vez fica demonstrado (como quando fizeram as regras dos layoffs e “esqueceram” das micro-empresas com um sócio-gerente-empregado) que quem idealiza isto nunca trabalhou na área que pretende legislar.

    1. não vejo muito estabelecimento / tasca a conseguirem sequer aproximar-se do pedido

      Claro. As tascas não vão poder satisfazer os requisitos. E os restarantes e mais alto nível vão poder satisfazê-los, mas terão que ter menos clientes e portanto terão que aumentar os preços (e diminuir as rendas que pagam aos seus senhorios).

      O setor da restauração aproximar-se-á assim daquilo que é num país desenvolvido, como a Alemanha. Na Alemanha não há tascas: quem quer comer num restaurante, paga bem.

      1. “quem quer comer num restaurante, paga bem.”

        Mal posso esperar.
        Mas está em linha com o país. Quem quer pôr gasolina no carro, paga bem, quem quer acender a luz, paga bem, quem quer andar de autoestrada, paga bem, quem quer viajar de comboio, paga bem.
        Só não se recebe bem, mas pronto.

    2. Maior verdade não podia ter dito. O legislador, para além de legislar sem nunca ter trabalhado na área, muitas vezes nunca trabalhou, ponto. Há uns tempos lembrei-me ir cuscar o curriculum dos nossos deputados. Nem imagina a quantidade deles que nunca trabalhou. Alegam ser políticos profissionais. Infelizmente são estes políticos profissionais, sem qualquer experiência laboral, quem legisla. Mas o pior é que legislam sem consultarem quem trabalha. E quando consultam, apenas consultam os doutores e engenheiros, como se esses soubessem lá quais são os problemas dos operadores. Lembro-me de uma sessão a que assisti à uns tempos sobre violência doméstica. Falaram juízes, procuradores, assistentes sociais, coronéis, superintendentes, médicos, psicólogos, enfim toda a gente e mais alguma cheia de canudos, pós graduações e teoria. No final levanta-se um senhor, agente da GNR que trabalha na área, mas na parte operacional e não no conforto dos gabinetes como os coronéis, e aniquila de alto a baixo tudo aquilo que ali se discutiu e as propostas que dali saíram, para supostamente acabar com o flagelo. No final, o senhor pergunta porque razão não se consulta quem de facto trabalha nas áreas e tem experiência, para encontrar soluções? Não, preferem falar com os doutores, que nunca viverem os problemas, que nunca assistiram ao vivo às consequências e que só deles têm conhecimento no dia seguinte, no conforto dos gabinetes. Nisto levantam-se duas senhoras, ambas vítimas, que declaram terem sido as sugestões daquele senhor, as únicas que de facto vão de encontro aos seus problemas e que poderão ajudar a combater o flagelo. E fica tudo calado, quem sabe a pensar porque razão recebem ordenados chorudos, se não sabem do que estão a falar? Foi só uma analogia, mas não deixa de ser exemplificativo e extensível a todas a áreas deste país.

      1. Quem fez levantamento de requisitos sabe que os requisitos e funcionalidades das chefias raramente batem certo com os de que vai usar o sistema.

  4. Medidas inúteis:
    a) tirar a temperatura para quê, quando cerca de 2/3 dos doentes com Covid-19 não apresentam este sintoma? Quando a febre pode ser sintoma de outras doenças?
    b) desinfectante para quê, se, como mandam as boas regras de higiene individual e de boa educação – antes duma refeição as mãos devem ser (bem) lavadas (e acrescento, depois também)?

    Bom senso precisa-se. E ter menos vontade de dominar, essa atracção indisfarçável de tantas “entidades”. Devemos ter cuidado, mas sem cair em tentações hipocondríacas. Ser prudente não implica ser governado pelo medo.

    Adelaide

    1. desinfectante para quê, se, como mandam as boas regras de higiene individual e de boa educação – antes duma refeição as mãos devem ser (bem) lavadas (e acrescento, depois também)?

      Vá a Adelaide a qualquer restaurante, mesmo de boa qualidade e bem frequentado, em Portugal, e facilmente verificará que mais de metade dos clientes não lava as mãos antes de começar a comer. É verdade que é de boa regra lavar as mãos antes de comer, mas o facto é que mais de metade dos portugueses não segue essa boa regra.

      Mesmo quem lava as mãos, como eu, pode não usar sabão: eu costumo lavar as mãos, mas jamais uso sabão, o qual me seca muito a pele. Sem usar sabão, lavar as mãos não elimina vírus.

      Mas neste caso a exigência é ainda maior: o cliente deve desinfetar as mãos, não antes de começar a comer, mas mal entra no restaurante. De facto, antes de começar a comer o cliente terá oportunidade de tocar em múltiplas superfícies no restaurante (na cadeira, na mesa, no balcão) e de as infetar com vírus de que eventualmente seja portador.

      Conclusão: é totalmente exigível que qualquer cliente de um restaurante, mal passe a porta do dito, seja obrigado por um empregado a desinfetar as mãos com álcool. Antes mesmo de se sentar ou de pedir qualquer coisa.

  5. Essa de tirar a temperatura à porta do restaurante, se formos bem acompanhados, sempre permite saber se depois da sobremesa há ou não o perigo de engravidar. Bem pensado.

  6. A mim parece-me de total bom senso exigir que qualquer cliente de um restaurante seja forçado a desinfetar as mãos com álcool logo à entrada. Caso contrário, se esse cliente trouxer vírus nas mãos, pode logo começar a largar vírus por todas as superfícies do restaurante (pelas costas das cadeiras, pelas toalhas das mesas, pelos puxadores da porta da casa de banho, etc). É uma medida muito simples: o cliente entra e não é autorizado a sentar-se, fica à porta e espera que o empregado lhe vá pôr álcool nas mãos e dizer-lhe em que mesa se deve sentar.

    Também me parece de total bom senso que tenha que haver reserva prévia da mesa. Uma vez que os restaurantes em geral vão ser forçados a trabalhar com muito menos que a sua capacidade total, isto é, talvez somente com metade das mesas que anteriormente teriam, é preciso garantir que o cliente tem mesa para se sentar. Nem nenhum cliente sensato vi querer pôr-se a caminho de um restaurante sabendo que com boa probabilidade ele estará cheio. É preciso ter em conta que os restaurantes irão estar a funcionar somente com metade, ou menos, das mesas que usualmente têm disponíveis, para garantir o imprescindível distanciamento entre os clientes. Nestas condições, a probabilidade de um restaurante estar cheio aumenta fortemente. É por isso preciso reservar mesa.

    É chato? É. Muito mesmo. Mas terá que ser. Pelo menos até julho ou agosto.

  7. Uma associação empresarial, se está do lado do Estado, não está do lado certo. O lado certo é contra o Estado

    Errado.

    Uma associação empresarial não deve fazer política. Quem deve fazer política são os partidos políticos.

    O governo optou por uma política: só abrir o país sob grandes medidas de segurança contra possíveis ressurgimentos da epidemia. Pode ser uma política errada (como é minha convicção), mas é aos partidos políticos que compete denunciar essa política, e não às associações empresariais.

    As associações empresariais têm que ser realistas e, reconhecendo a política pela qual o governo optou, verem em que medida é que os seus negócios se podem (ou não podem) adaptar-se a ela. Não lhes compete ser contra a política governamental, compete-lhes ver se é possível os seus negócios adaptarem-se a ela.

    O José Meireles Graça deve é criticar os partidos políticos, em particular aquele de que diz ser partidário (o CDS), por estarem de acordo com a política governamental. As únicas duas exceções são o PCP e a IL.

  8. Dois pontos:

    1. Não entendi a arenga sobre os CFCs e o efeito sobre o ozono atmosférico. Não se tomaram essas decisões porque havia pressão ou porque comercialmente era intereessante mas porque havia um problema real grave e os países que o reconheceram assinaram o Protocolo de Montreal em 1987 (penso eu) para banir faseadamente os CFCs dos seus diversos usos. Isso foi um sucesso e actualmente o nível de ozono sobre o Antárctico está novamente a aumentar e espera-se que recupere os níveis pré-1980 por volta de 2070-2080. Mas o buraco ainda não diminuiu consideravelmente (ou pelo menos o nível de ozono não se reduziu consideravelmente). Anfim, não entendi muito bem nada dessa introdução, excepto uma vaga antipatia pelas associações comerciais dos variados sectores.

    2. Não sei quais as medidas a tomar em Portugal no sector da restauração (agrupam-se sob o conceito HORECA?) Na Holanda as lojas limitam fortemente as pessoas que entram (sim, as lojas continuam a poder abrir) e aquilo que podem fazer (não podem manejar facilmente os artigos). No caso dos supermercados, por exemplo, não medem as temperaturas mas cada pessoa que entra tem que levar obrigatoriamente um cesto, mesmo quando vai com uma criança que não o vá usar. É a forma de contar o número de pessoas lá dentro. Há também desinfectantes à entrada e saída (e estas estão separadas por cordões) mas as pessoas não são obrigadas a usá-las. Não faço ideia aquilo que cada pessoa pensaria sobre isso.

    Há coisa de 4 semanas, quando regressei à Europa, passei um dia num hotel ao lado do aeroporto de Frankfurt. Havia a possibilidade de encomendar refeições através da recepção do hotel e os pequenos almoços eram pré-empacotados e podiam ser recolhidos na recepção.

    Cada país tem as suas medidas. Se são úteis? Não faço ideia. Mas não sou eu quem as vai contestar. Pessoalmente considero uma idiotice a obrigatoriedade de máscaras e ainda maior (ao cubo) o uso de luvas, mas não vou contestar nada disso. Por vezes a segurança é uma questão de percepção.

  9. Dois pontos:

    1. Não entendi a arenga sobre os CFCs e o efeito sobre o ozono atmosférico. Não se tomaram essas decisões porque havia pressão ou porque comercialmente era intereessante mas porque havia um problema real grave e os países que o reconheceram assinaram o Protocolo de Montreal em 1987 (penso eu) para banir faseadamente os CFCs dos seus diversos usos. Isso foi um sucesso e actualmente o nível de ozono sobre o Antárctico está novamente a aumentar e espera-se que recupere os níveis pré-1980 por volta de 2070-2080. Mas o buraco ainda não diminuiu consideravelmente (ou pelo menos o nível de ozono não se reduziu consideravelmente). Anfim, não entendi muito bem nada dessa introdução, excepto uma vaga antipatia pelas associações comerciais dos variados sectores.

    2. Não sei quais as medidas a tomar em Portugal no sector da restauração (agrupam-se sob o conceito HORECA?) Na Holanda as lojas limitam fortemente as pessoas que entram (sim, as lojas continuam a poder abrir) e aquilo que podem fazer (não podem manejar facilmente os artigos). No caso dos supermercados, por exemplo, não medem as temperaturas mas cada pessoa que entra tem que levar obrigatoriamente um cesto, mesmo quando vai com uma criança que não o vá usar. É a forma de contar o número de pessoas lá dentro. Há também desinfectantes à entrada e saída (e estas estão separadas por cordões) mas as pessoas não são obrigadas a usá-las. Não faço ideia aquilo que cada pessoa pensaria sobre isso.

    Há coisa de 4 semanas, quando regressei à Europa, passei um dia num hotel ao lado do aeroporto de Frankfurt. Havia a possibilidade de encomendar refeições através da recepção do hotel e os pequenos almoços eram pré-empacotados e podiam ser recolhidos na recepção.

    Cada país tem as suas medidas. Se são úteis? Não faço ideia. Mas não sou eu quem as vai contestar. Pessoalmente considero uma idiotice a obrigatoriedade de máscaras e ainda maior (ao cubo) o uso de luvas, mas não vou contestar nada disso. Por vezes a segurança é uma questão de percepção.

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