Não deixa de ser engraçado que se dê tanto relevo a uma hipotética mentira de Sócrates sobre um negócio entre empresas e se tenha passado uma esponja sobre a mentira de Durão Barroso na questão do Iraque – já admitida pelo o próprio – que lançou o mundo numa guerra inútil.
Incapaz de encontrar um líder capaz de derrotar nas urnas o pior primeiro-ministro que Portugal conheceu desde o 25 de Abril, o laranjal procura derrubá-lo com verborreia. As últimas sondagens demonstram que assim não vão lá. Que tal encontrarem um líder que apresente propostas concretas, capazes de entusiasmar os portugueses? Uma pessoa credível que lhes garanta ser possível combater o desemprego, diminuir as desigualdades e reganhar a esperança num futuro melhor.
Os portugueses já não vão no blá-blá-blá, nem se deixam enganar com conversas de alcoviteiras. Querem políticos que lhes resolvam os problemas. No PSD não há? Então, lamento, mas terão de o inventar.

Para todos os “poleiristas” deste regime (vulgo “boys”, mas os que são realmente, e não aqueles de que falava o outro, de forma arrogante/ignorante):
A aventura nacional
nestes anos entorpecidos
é um desvairo descomunal
que nos deixa esvanecidos.
Da frouxidão imaginativa
de um regime mal amanhado
brada a ruína efectiva
do nosso E(e)stado definhado.
O descrédito arrastado
deixa um lastro pesaroso
para um povo agastado
e muito pouco vigoroso.
É tal a sede de poder,
cega e insaciável,
fazendo tanto por render
a razão insociável.
Só não escrevo que concordo com tudo porque não estou certo de que o que escreve no último parágrafo seja verdade; tenho dúvidas se os portugueses não se deixam enganar e querem políticos que lhes resolvam os problemas ou, simplesmente, estão completamente indiferentes ao que os rodeia. Sinceramente, espero que o Carlos tenha razão.
Gostaria de ter razão mas, na verdade, ela deve estar do seu lado, meu caro.
Carlos, não duvido que Durão Barroso tenha mentido, mas, pessoalmente, acho que isso não pode em momento algum ser argumento para o caso. Não é (não devia ser) o facto de Durão ter mentido que dá a Sócrates – ou a qualquer outro primeiro-ministro – legitimidade para mentir. Debater a gravidade das mentiras então é mesmo para o domínio do non-sense.
Não houve a oportunidade de os eleitores “julgarem” o mandato de Durão Barroso através do voto, já que o senhor conseguiu uma “fuga dourada”. Foi pena. Que no presente os eleitores continuem – à luz das mais recentes sondagens – a considerar irrelevante que um primeiro-ministro minta no Parlamento é que me parece sintomático, mas de outra coisa. Fez-me lembrar, por antítese, uma reportagem brasileira que vi ontem sobre a democracia sueca…
Caro João
Obviamente que o facto de Durão Brroso ter dito no Parlamentoque tinha visto armas de destruição masiva no Iraque, não serve de desculpa para ilibar Sócrates. Acontece é que, neste momento, não há ainda qualquer prova concreta de que Sócrates tenha mentido em relação ao caso TVI. Pelo menos ainda não vi mais do que opiniões contraditórias…
E sim, acho muito mais grave ( mesmo que ache disparatado) um PM ser conivente com milhares de mortos, do que ter conhecimento de um negócio entre empresas. Mas admito que o defeito seja meu…
Quanto ao facto de os portugueses considerarem irrelevante um pPM mentir, não estou assim tão certo…
Aproximo-me mais da opinião do Carlos Azeredo(estão-se nas tintas para a política)
Muito provavelmente comportam-se como eu- que até não gosto de Sócrates. Não é o facto de a oposição lhe chamar mentiroso que torna Sócrates num mentiroso. Por outro lado, olham para o vizinho e não vêem grandes alternativas. Paulo Rangel está farto de mentir; Aguiar Branco não gera entusiasmo e de Passos Coelho, terão ouvido as palavras do Prof Marcelo que lhe chamou “Versão de Sócrates para pior”.
Ora, como diz o povo na sua imensa sabedoria, “para melhor está bem, para pior já basta assim”.
PS: Tenho pena de não ter visto a reportagem a que se refere.
Abraço
A ver se em casa encontro a hiperligação. Não será difícil.
É evidente que a mentira de Durão Barroso é grave. Isso parece-me a mim inquestionável. Mas a mim as “opiniões contraditórias” também fazem alguma confusão, sinceramente. E sinceramente, não sei o que é pior: ter um primeiro-ministro mentiroso (sabia do negócio e mentiu) ou imbecil (não sabia do negócio). Mais triste ainda é ter de escolher uma destas opções, dado que nenhuma delas é muito animadora. O resto são jogos semânticos, a que Sócrates aliás já nos habituou…
Sim, em parte o povo português olha em redor e, não vendo a alternativa “messiânica”, prefere ficar na mesma. Isso, a mim, parece-me fraco argumento para não mudar o que está mal. Logo, a mentira acaba por se tornar pouco grave, ou mesmo irrelevante. No fundo, “eles são todos iguais”.
Enfim, é o “sítio mal frequentado” de que falava Eça. É o país que temos. Abraço.
Infelizmente, João, o que escreves no último parágrafo, foi também a conclusão que tirei num post que aqui escrevi no dia 29 de Janeiro do ano passado. Vou ver se faço link num próximo post.
Abraço
Ó Carlos, não me diga que se tornou adepto do argumento de Maria de Belém: “já que os outros fizeram mal, não tem problema que nós também façamos”? O facto de Durão ter mentido diminui a gravidade de Sócrates ter mentido? Essa é boa!
E duas notas adicionais: é sempre interessante ver a forma elevada como se refere aos apoiantes do PSD (laranjal, alcoviteiras, etc.). E sobre a tal sondagem, veja o número de indecisos e pessoas que não respondem e depois diga qualquer coisa.
Não me está a querer dar lições, pois não? Caso contrário, sempre lhe digo que é melhor dizer essas coisas, assinando por baixo, do que recorrer ao anonimato.
Aliás, quando me refiro ao laranjal, não estou a falar do PSD como um todo, mas apenas de alguns frenéticos que professam a doutrina da má-língua, da crítica gratuita, do seguidismo e do ” diz que disse”, mas quanto a provas do que afirmam e propostas construtivas “nickles e batatóides”. Mas está combinado, da próxima chamo-lhes laranjinhas.
“Caso contrário, sempre lhe digo que é melhor dizer essas coisas, assinando por baixo, do que recorrer ao anonimato”. Por favor, esclareça-me esta frase.
Diga-me lá o que não percebe: “essas coisas”, “anonimato” ou ” Caso contrário”?
As três. Mas a parte do “anonimato” está a deixar-me especialmente perturbado.
Junto a minha voz à do José Gomes André. Estou também interessado em saber o que queres dizer com esta frase: “Sempre lhe digo que é melhor dizer essas coisas, assinando por baixo, do que recorrer ao anonimato.”
Queres fazes o favor de explicar?
Pelos vistos, não fui só eu a estranhar.
Então, Carlos? Pára lá com essas bocas! Aqui podemos discordar uns dos outros, mas damo-nos todos bem. Pelo menos tem sido essa a norma. Uma norma que nos tem distinguido e de que gosto muito.
Frontalidade, Carlos. Uma bandeira que sempre apregoas. Mas será que sabes mesmo o que isso é?
Roubo-te o título: Assim não vais lá…
Duma vez por todas, acho que essas insinuações devem ser clarificadas, Carlos.
Ena pá… chego aqui depois de gozar um belo dia de sol e vejo tantos companheiros de blog a comentar um post meu, coisa que não acontecia há quase um mês!
Depois de ler os vossos comentários, confesso que fiquei um pouco estupefacto. Se tivesse a mania da perseguição , julgaria que estava a ser vítima de “pressão”, ou alvo de bullying. Felizmente a minha cabeça está sã e não fui acometido por nenhuma onda de vitimização, nem tentado a pensar que estou a ser alvo de julgamento popular.
Bom… porque tenho à minha espera um jantar com amigos numa esplanada junto ao mar, vão-me desculpar mas vou responder a todos de “atacado”.
Pedro: Saúdo o teu gesto de solidariedade com o JGA, mas podes ser mais assertivo e dizer claramente o que queres que te explique? Não acredito que não tenhas percebido o que escrevi, mas lá vai…
Não preciso de recorrer ao anonimato para falar do “laranjal”, de “alcoviteiras” ou de acusar alguém seja do que for. Ao contrário de outros que tiveram de o fazer , para me chamarem socrático ( sim, considero um insulto de néscio chamarem-me isso) levantarem suspeitas sobre a minha dignidade pessoal e profissional, chamarem-me “filho da puta” e “comuna de merda”, ou dizerem que estou a mais no DO. Infelizmente, apesar de nos conhecermos há muitos anos, nunca vi qualquer indignação ou simples reacção da tua parte a comentários deste jaez. Mas não é por isso que devo pensar que estás de acordo com eles . Ou será que devo?
João: Também estranhas o quê? As reacções do JGA, sempre que falo de comentadores anónimos? Também eu…
Leonor: Fiz insinuações ? Quando? Como? Onde? Sou directo e se continuares a ler vais perceber o que quis dizer, mas lembro-te que no último jantar do DO disse, publicamente, que já tinha identificado um dos anónimos e disse o seu nome. Sem precisar de insinuações e com muita clareza…
Teresa: Bocas? É verdade que por vezes as mando, como qualquer um. Qual é o mal?
Quanto à amizade, é sempre um conceito subjectivo e creio que não sou obrigado a ser amigo de pessoas com as quais não tenho qualquer empatia, como é o caso do JGA. Sou obrigado a ser amigo dele para continuar por aqui? Nunca me puseram essa condição quando me convidaram, mas se agora as regras são outras, digam… Não tenho nada contra o JGA, coitadito… apenas me é indiferente. Ao que parece, ele não gosta muito dos meus posts, sente-se sempre atingido, reclama, protesta… mas apenas posso dizer-te que creio assistir-me o direito de reciprocidade e não gostar do que ele escreve. Só que não comento os posts dele, porque me são completamente indiferentes. Há algum problema nisso?
Ana: Já por várias vezes me acusaste de não ser frontal. Não gosto que o faças. Quem me conhece sabe que sou de uma grande frontalidade. Quando escrevi aquele post sobre os comentadores anónimos que tanto te indignou, fui frontal. E a prova é que desde que o escrevi nunca mais houve comentários anónimos insultuosos, o que significa que os destinatários perceberam a mensagem. Foi a eles que me dirigi, eles perceberam… Não me espantarei se, depois de escrever isto, voltem os comentários anónimos e insultuosos, mas ficarei muito agastado se alguém os aprovar…
Só mais umas palavras sobre a frontalidade. Vou dar-te um exemplo:
Vivo ( e penso que quase todos nós vivemos) num condomínio. Se um vizinho me chatear, ao ponto de se tornar impertinente e interferir na minha vida pessoal, não vou convocar uma reunião de condóminos para me queixar. Bato-lhe à porta, digo-lhe para deixar de me chatear, sou mesmo capaz de lhe dizer que se não parar se arrisca a levar dois tabefes e sigo em frente. Se o condómino for um cobardolas, é capaz de se ir queixar à Administração, pedir a convocação de uma AG e aproveitar a oportunidade para se apresentar como vítima. Nesse caso vou à reunião, dou-lhe dois tabefes, venho-me embora e continuo a minha vida tranquilamente.
Por favor, não me venhas pedir para explicar o que quero dizer com este exemplo. Não vejas nele mais do que um exemplo académico para te explicar o que entendo ser frontalidade:é fazer chegar a mensagem ao receptor.
( Continua)
( Continuação)
Não me interessa que a vizinhança saiba se me dou mal com o vizinho A, B ou C. Interessa-me apenas que o vizinho, com quem me dou mal, saiba que não estou disposto a aturar-lhe a impertinência.
Já reparaste que quando quero enviar mensagens sobre determinado assunto, intitulo sempre os meus posts de “Parábolas”? Podes crer que sou frontal e nunca utilizo a palavra amizade em vão…
Posto isto informo-vos que, seguindo o pedido que a Ana fez há tempos, não voltarei a comentar assuntos de ordem interna nas caixas de comentários. Por isso, não vale a pena insistirem… a partir de agora, o assunto ( em termos de discussão pública) está definitivamente encerrado para mim.
Aliás, apesar de ter um curos de Psicologia, não consigo encontrar explicação para as desmesuradas proporções provocadas pela minha resposta a um comentário do JGA. Bem, mas isso deve sr porque já não exerço há muitos anos…
“Em termos de discussão pública”, não sei se o assunto está definitivamente encerrado para ti, Carlos, mas sei que nunca devia ter estado alguma vez aberto. Isto não é um condomínio e creio que nós não precisamos de assembleias gerais, porque há acordos não-escritos que devem ser poderosos e respeitados.
Queixas-te de alguns impropérios que te teriam dirigido e isso não pode ser bem assim: tenho a fama de chumbar comentários impróprios sem hesitações e nunca tal te aconteceu aqui. Se te aconteceu em qualquer outro lugar, então este não é o lugar para os teus duelos.
Pela minha parte é tudo o que tenho a dizer, porque o resto são assuntos privados, se os há, que nada me interessam.
Também acho que nunca devia ter sido aberto, mas não fui eu que o abri. O comentário que fiz e deu tanta celeuma ( iniciada com uma estranha reacção do JGA) refere-se aos comentadores cobardolas que, a cobero do anonimato, insultam quem escreve com nome. Seja a mim ou seja a quem for, que insultem, não considero admissível.
E sim, houve aqui comentários publicados a insultarem-me. Não vinha para aqui levantar questões de outros blogs.
Como disse claramente, no meu comentário, o exemplo do condomínio era para ser entendido como tal e não uma indirecta. Por muito que me queiram atribuir rótulos, não deixo que mos colem.
E, repito, foi a partir de um comentário que escrevi há tempos que esses comentários insultuosos deixaram de aparecer.
Olha, Carlos, sobre o teu conceito de frontalidade acabo de ficar esclarecida com esta frase tua: “… quando quero enviar mensagens sobre determinado assunto, intitulo sempre os meus posts de “Parábolas”.
Afinal, mea culpa, foi só uma questão de erro de interpretação da palavra. É que o meu conceito de frontalidade é completamente diferente: quando quero dizer alguma coisa a alguém em particular, não recorro a metáforas nem dou recados públicos em forma de parábolas. Digo-o directamente ao interessado, em português corrente e em privado.
Se leres os comentáriso dos dois posts que intitulei “Parábola” verás que toda a gente percebeu onde queria chegar. Não são nada difíceis de entender, não são recados públicos, mas sim uma crítica a um certo tipo de comportamento dos portugueses em geral ( onde incluo os comentadores anónimos, que também são portugueses)
Já agora, digo-te com a mesma frontalidade de sempre, que acho estranho que tenhas este tipo de comportamento e lançado essas dúvidas sobre mim. São coisas que não esperava de quem tantas vezes utilizou a palvra amizade.
1. Ao contrário do que pensas, não costumo utilizar a palavra “amizade” levianamente. É certo que há vários graus e vários tipos de amizade, mas não tenho qualquer problema em classificar assim este convívio diário que se desenvolve entre colegas de blogue (e é até extensível a alguns comentadores mais assíduos, que não conheço pessoalmente mas que vou conhecendo pelas suas opiniões e atitudes). Até hoje, a única pessoa aqui que desmereceu essa minha confiança foste tu, com uma atitude que considero inqualificável. Lançaste a dúvida de uma “traição” sobre todos nós, não acusando ninguém directamente – nem em público nem em privado, note-se – e vitimizando-te de repente e sem um motivo que consigamos entender, como se todos estivéssemos contra ti por não te ter defendido de ofensas que eu, pelo menos, nunca vi aqui escritas, muito menos nos termos que referes. Se consideras isso ser frontal, então temos, de facto, conceitos muito diferentes de frontalidade. Mantenho que não o és (embora empunhes sempre essa bandeira), como tens provado à exaustão nas respostas que nos dás nesta caixa de comentários. Se não gostas que eu o diga, paciência. Lamento profundamente o triste espectáculo que estamos a dar aqui, mas obrigaste-nos a isso e não nos deixas outra saída.
2. Eu não te “ataquei” depois desse tal post , limitei-me a reagir a uma atitude tua de que não gostei e que me atingia a mim também. Não confundas causas com efeitos.
3. E agora sou eu que te pergunto, com a minha frontalidade de sempre: quais foram, exactamente, as dúvidas que lancei sobre ti? Por uma vez, sê claro. Sou eu, agora, a culpada por todos os teus males?
Ana:
Parece-me que te estás a valorizar demasiado… não dou tanta importância assim às tuas opiniões, apenas registei factos. Cada macaco no seu galho. O meu é o da probidade e da coerência. O teu é fazeres coro com acusações que aqui me foram feitas pelo Pedro, apenas porque sim. Mas afinal em que ficamos? Acusei directamente o JGA ou não? Começo a ficar confuso com tanta contradição…
Não lancei uma dúvida, não… afirmei que houve alguém, que escreve neste blog, que me atacou à sombra do anonimato. E mantenho, porque tenho provas disso.
Quanto ao resto, não vale a pena dizer mais nada. Para quem defende que os assuntos devem ser resolvidos internamente, mas anda sempre a atirar achas para a fogueira, não está mal…
Sabes o que te digo, Carlos? Basta.
Pela minha parte… game over.
De facto, tens razão, Carlos, não há insinuações, há acusações directas ao José Gomes André, o que considero muito grave e para as quais suponho que tenhas provas. Acho tudo isto lamentável, acho que já nos conhecemos, embora há pouco, para conseguirmos resolver estes assuntos de outra forma, definitivamente em privado. Sempre senti que éramos diferentes e que nunca iriam surgir este tipo de problemas muito menos em caixas de comentários mas pelos vistos não é possível doutra forma. Quanto ao anonimato, lembro-me bem de teres dito que tinhas descoberto um dos anónimos mas também me lembro muito bem que era alguém de fora, jamais me passou pela cabeça que achasses que podia ser um de nós. Muito triste.
És capaz de me apontar UM- SÓ UM- momento em que eu tenha acusado JGA seja do que for? Manifestei uma opinião, como vocês também manifestam em relação a mim. Acusação ao JGA não fiz e, se tiver alguma a fazer, digo-lho directamente na cara e não no blog, ou através de e-mail. Entendido?
Entendido? Nada entendido. Então esta frase ‘sempre lhe digo que é melhor dizer essas coisas, assinando por baixo, do que recorrer ao anonimato’ não se referia ao JGA e era apenas uma divagação sobre o anonimato e alguns cobardolas que por aí andam a ofender os outros gratuitamente.
Pelo que me lembro foste tu que levantaste a celeuma ao insinuar que algum de nós te andaria a fazer comentários anónimos ou a publicar comentários ofensivos. Não entendo, mas não entendo mesmo. Continuo a achar que tudo isto é desnecessário e que há assuntos que devem ser resolvidos por outros meios que não as caixas de comentários.
Pedir um esclarecimento não é bullying, fazer um julgamento popular ou pressionar alguém. Depois das tuas afirmações e porque nunca respondeste em privado é natural que queiramos ser esclarecidos.
Qual o mal de mandar bocas? Nenhum, se não forem acintosas. Infelizmente tem sido esse o caso. Porquê tanta crispação, Carlos? Não dá para entender.
É um absurdo vir fazer acusações não comprovadas, lançar insinuações não fundamentadas, desferir acusações genéricas que só espalham lama na ventoinha. O ónus da acusação compete a quem acusa. Sobretudo tratando-se de um colega (ou colegas) de blogue, o que torna essa imputação ainda mais grave. Não tenho a menor dúvida em considerar que essas insinuações e suspeições são absurdas, infundadas e inaceitáveis. E eu não falo por parábolas, não é esse o meu género.
Concordo com tudo o que escreves, Pedro, menos com o facto de afirmares que acusei um colega de blogue. Qual? Quando? Onde?
Já disse e repito que, não será nunca aqui que pedirei satisfações seja a quem for que escreva comigo no blog. Pelo contrário tu já me pediste satisfações em públco e lembro-te que foi a partir dessa “reprimenda” pública -que não esperava de ti- que se criou toda esta confusão. Ou já te esqueceste?
Não podemos criticar nos outros aquilo que também fazemos.
Lamento que continues por essa via, Carlos. Acusas em abstracto colegas de blogue de te insultarem pela via do anonimato. É uma acusação tão grave que exige ser sustentada por factos, não por ‘feeling’. E que, se fosse provada, naturalmente te levaria a abandonar de imediato o blogue. Ora como isso não sucedeu, passadas já várias semanas, leva-nos naturalmente a concluir que nem tu próprio acreditas nisso.
Finalmente, foste capaz de assumir, ainda que veladamente. Já há muito ( desde a reprimenda pública que me fizeste) que percebi o teu desejo: ver-me sair do DO. Pena que não tenhas sido frontal na afirmação desse teu desejo e o tenhas manifestado a coberto do pretexto de estares a defender outros. Assim como me fizeste o convite para aqui participar, também tens o direito de exigir que saia. Mas sê frontal e diz claramente que é isso que pretendes.
Não sairei pelo meu pé, nem ficarei à espera de uma embaixada que me convide a sair.
Fui sujeito a interrogatórios da PIDE, fui expulso de uma Faculdade por lutar contra o regime, estou habituado a lidar com a “pressão”.
Desilude-te se pensas que sou o Paulo Cunha Porto do DO. Sou, como ele, bem formado e educado, mas não desisto à primeira casca de banana que me colocam à frente.
Sou responável pelos meus actos,nunca precisei de escudos para me proteger. Nunca lancei a pedra e escondi a mão, ficando à espera de quem me viesse proteger para depois receber os aplausos.
Se queres que eu saia do DO diz claramente, corta-me o acesso, mas não penses que desisto facilmente de lutar pela verdade que tu persistes em escamotear.
Lamento que continues a não responder às perguntas que te fiz, optando sempre pela fuga em frente, tentando apagar as responsabilidades que te cabem em tudo isto.
Não fica muito bem, a quem defende a liberdade de expressão, fazer as acusações que me fizeste.
Se soubesse que entre os promotores daquela manif estava gente do DO, teria escrito aqui, aquilo que escrevi no CR. Nunca virei as costas à discussão. Foi assim que aprendi a crescer! As pessoas que mais respeito são aquelas que respondem com argumentos, não as que reagem com acusações.
As conclusões que tiras para justificar a minha falta de razão seriam risíveis, não se desse o caso de seres jornalista. Por isso, o melhor é ficar-me por aqui…
Só mais uma coisa:
Foste tu quem escreveu este comentário e depois o apagou?
“Nada frontal, como é hábito. Acusações lançadas ao ar, meias palavras, alvos nunca mencionados, insinuações, lama na ventoinha. Nada que esteja de acordo com o clima de amizade, civilidade e frontalidade que sempre prevaleceu neste blogue. Lamentável, a vários títulos.”
Apaguei para desenvolver, como o fiz. Já te chamei publicamente tudo isso.
E reitero.
Não és frontal.
Lanças acusações ao ar, por meias palavras.
Atiras, com as tuas insinuações, lama na ventoinha.
Violaste o pacto de civilidade que estabelecemos neste blogue desde o primeiro dia.
Esperava que saísses pelo teu pé, para seres consequente com o que já escreveste nesta mesma caixa de comentários. Seria a única atitude lógica. Não o teres já feito é mais uma demonstração da tua falta de carácter.
Continuas com indirectas, acusações veladas, entrelinhas. Se de facto entendes que alguém te “atacou” aqui, sob anonimato, a única atitude que deves tomar é saires do blogue.
Continuares a atirar lama sobre os teus colegas, nesse teu estilo estilo insinuoso, de toca-e-foge, é totalmente inaceitável.
Faltas à verdade, com uma desfaçatez impressionante, quando dizes que fui eu o “responsável por todo este encadear de situações” ao acusar-te publicamente de falta de civilidade. Acusei-te frontalmente, sem “parábolas”. E mantenho a acusação.
O responsável foste tu, quando no teu blogue pessoal comparaste a Pinochet e Salazar uma manifestação convocada por um grupo onde se incluíram três colegas de blogue e à qual se associaram outros três, incluindo eu próprio. Durante dois dias, persiste na injúria. Chamei-te a atenção publicamente, em defesa legítima dos três colegas que injuriaste – pessoas que muito prezo. Senti-me igualmente injuriado.
Sinceramente, não sei como te manténs num blogue ao lado de pessoas capazes de integrar uma manifestação que “cheira a União Nacional” e te fizeram lembrar “as donas de casa vieram para a rua com tachos e panelas, perante o gáudio da extrema esquerda e dos neofascistas. Derrubaram Allende e instalaram uma ditadura sanguinária e asquerosa.”
Termos inaceitáveis: foi isso que te referi na altura. Sabias bem quem organizava: os nomes dos organizadores foram mencionados em todo o lado, de forma bem clara e visível. Não podes alegar ignorância, como agora insinuas. Em alternativa, teria de te chamar irresponsável.
Foi depois disso que vieste com a treta que estavas a ser atacado sob anonimato, etc. Acusações que nunca provaste, como te competia.
Lamento ter conhecido uma faceta tua que nunca imaginei quando há 14 meses te convidei para o blogue. Um convite feito com abertura de espírito, franqueza e amizade. Venho agora, com a mesma franqueza, dizer-te que estou arrependido: se fosse hoje, naturalmente, esse convite já não acontecia.
E ficamos conversados a partir de agora.
Tinha dito que não me metia mais neste assunto triste, mas há um reparo ainda que não posso deixar de fazer: Não te compares com alguém que está a anos-luz de ti no que toca a integridade e classe. O Paulo Cunha Porto nunca fez, e sei que jamais faria, a figura deplorável que aqui fizeste. E aquilo a que chamas desistência, eu chamo dignidade.
Bocas acintosas? Admito que tenhas razão, Teresa, mas ter sido insultado sob anonimato.
A minha crispação resulta daí e da forma como algumas pessoas reagiram acusando-me e deturpando o que eu disse. Não foi o teu caso nem o do João, diga-se em abono da verdade.
Gostaria de dizer qualquer coisa de construtivo, mas é difícil. Seria mais fácil se eu percebesse o seguinte: o Carlos acha ou não acha que eu escrevi comentários anonimamente a insultá-lo? É que se eu tivesse uma resposta taxativa, seria fácil tecer algumas observações. Mantendo-se a ambiguidade (que a meu ver é apenas disfarçada, mas tudo bem), a coisa fica mais complicada.
Em todo o caso, gostava de perceber uma coisa: em que momento é que eu o ofendi, o insultei, o magoei? Em que altura é que passei de colega com quem amavelmente conversava num jantar a “coitadito” com quem “não tens qualquer empatia”? Em suma, o que o perturba em relação à minha pessoa?
Estás enganado, Carlos, e não precisas de me distinguir, porque acho isto tão lamentável como qualquer outro de nós.
1. Não descortino um único comentário insultuoso no DO que contenha os termos que referiste acima. Tenho caprichado nisso tanto quanto posso. Ainda por cima, trato logo de avisar sem rodeios os mais acintosos antes que passem as marcas e faço-o mais depressa em relação a comentários dirigidos a qualquer outro de nós do que a mim próprio, pouco me importando se são anónimos ou quem os escreve. Acho que quase todos o sabem e confirmam.
2. Se não fizeste uma acusação ao José, então foi mesmo uma insinuação que continuo sem entender, porque continua por explicar. Porém, já te vi tratar com falta de correcção e sem explicação um dos nossos comentadores mais pacíficos (que até te respondeu depois de forma lacónica, magoada e civilizada), ao ponto de eu ter de me intrometer para pôr água na fervura.
3. Posto isto, fico na minha: estás a trazer aqui uns casos (?) que não são daqui, até que me faças entender com clareza o contrário. Mais: estás a trazer aqui um comportamento que também não é daqui, sendo que esta parte é indiscutível. Se alguém tivesse dito que estavas aqui a mais, em momento oportuno e antes deste infeliz episódio que arrastas, tens obrigação de saber que eu teria sido o primeiro a saltar a terreiro, porque seguramente já percebeste como eu actuo pelo grupo.
4. Nesta fase adiantada e admitindo-o por absurdo, mesmo que tenhas sido alvo de comentários insultuosos (que eu não descobri), onde é que está o problema tão profundo e insolúvel? Quantos de nós não fomos ainda alvos de comentários impróprios?
5. Eu sei que não reagimos todos do mesmo modo: não somos todos iguais, não temos todos a mesma idade, não reunimos todos a mesma experiência. Mas uma boa parte de nós tem defesas bastantes para isso e para muito mais, coisa de que eu te julgava também capaz. Quanto a mim, pelo menos (e não estou só), é o lado para que durmo melhor. E nunca baixo o nível para ser demolidor.
Concluindo: espero que qualquer discussão entre nós regresse ao lugar de onde nunca devia ter saído, que é o espaço privado. Por mim, pode até ser um ponto final, para te sentires dispensado de me explicar seja o que for que está por esclarecer: não sou curioso, estou muito longe e ser-me-á difícil entender um comportamento que contraria mais de um ano de espírito de equipa em prol da imagem que consolidámos. E espero também que este ‘post’ já não atraia leitores e comentadores, porque a roupa suja tem sítio certo.
João
Não é o facto de me chamarem comuna de merda que me ofende. Com isso posso eu bem… O que me ofende é atacarem a minha dignidade pessoal e profissional, pondo em causa a minha seriedade. Sou jornalista há muitos anos, comecei a escrever nos tempos da Censura, ganhei vários prémios de jornalismo ( ainda ano passado recebi um prémio em Itália), sou representante em Portugal de uma associação europeia de jornalistas, mas nunca me pus em bicos de pés, nem utilizei a blogosfera para me promover. Ser atacado com fui, magoou-me.
Optei por ser free lancer, escrever em publicações especializadas cá dentro e sobre outras matéria lá fora, porque me recuso a pertencer a grupos de influência, onde se discutem as nomeações de cargos para jornais. Sou livre e independente. Sempre fui assim e não é depois dos 60 anos que vou mudar.
Tens razão no que dizes no ponto 2 e penitencio-me por isso. Reagi desabridamente, embora haja razões que o justifiquem, mas que não são para aqui chamadas.
Já quanto ao ponto 3, não concordo. Na verdade, o Pedro ( responsável por todo este encadear de situações ao acusar-me publicamente e falta de civilidade, por causa de uma coisa que escrevi no meu blog sobre a manif que desconhecia por completo ser apoiada por colegas que aqui escrevem, caso contrário teria feito essas apreciações aqui) reagiu de forma inqualificável, pois se queria chamar-me a atenção para alguma coisa, deveria tê-lo feito em privado e não nas caixas de comentários. Só não se sente quem não é filho de boa gente, não concordas?
Também faço votos para que a discussão se torne mais recatada. Sempre foi, aliás, esse o meu desejo. Não entendas a separação que fiz do teu comportamento e da Teresa de outra maneira que não seja a de separar as opiniões ( tua e dela) das acusações de outros, que julgo não merecer e aqueles que há muitos anos me conhecem repudiam. Foi apenas essa diferença ( que me parece muito relevante) que pretendi vincar, nada mais.
Sempre soube distinguir opinião de ataques pessoais.
A minha resposta a mais esta tua disparatada e atabalhoada posição seguiu por ‘mail’. Tens o hábito de não responder aos ‘mails’ que os colegas de blogue te dirigem, como ficou bem patente nas últimas semanas. Espero, sinceramente, que não o faças desta vez.
Respondo-te com uma pergunta. Qual a razão que te levou a sentires-te atingido com as minhas afirmações de que há alguém neste blog a atacar-me à sombra do anonimato, directamente e/ou recorrendo a amigos que fizeram coro?
Admito que te tenhas inadvertidamente posto a jeito, mas isso não é culpa minha. Alguém ( que não eu) disse que eu estava a acusar-te. Nunca te acusei aqui de nada, porque não tenho outras provas para além de back ups que mostram que alguns desses comentários não passaram pelo crivo da moderação e foram directamente para a caixa de comentários. Ora, como sabes, isso é só é possível, quando os comentadores são administradores do blog.
Nunca traria estas questões para o blog, pensava levantá-las num próximo jantar. Só que o Pedro, tão calado perante as acusações que me fizeram, achou por bem vir a público fazer-me uma reprimenda. Já vi este filme noutro sítio…
De qualquer modo, quero dizer-te que estou disposto a conversar contigo sobre este assunto noutro sítio, cara a cara, mas não aqui. Não sou daqueles que actuam de forma contrária àquilo que apregoam.
Não entendas o “coitadito” como depreciativo.
Depois de tiradas ambíguas em barda, podemos finalmente perceber a sua opinião, juntando pedaços dos seus comentários: o Carlos está firmemente convencido que alguém deste blog lhe lançou insultos usando do anonimato.
Sobre isto, apenas duas breves notas: 1) acho incrível que se tenha mantido num blog onde julga que outros colegas o insultaram dessa forma cobarde; 2) repudio em absoluto essa sua acusação torpe: é falso que o tenha feito. Ponto final.
Quanto ao resto, a falta de nível, civilidade e decência dos seus comentários fala por si. Passar bem.
O facto de o D. B. ter mentido num caso de tamanha gravidade, não dá direito a outro de mentir. Correcto. Mas também não me parece que fosse isso que quisesses dizer. Antes questionar a moral de gente que defendeu DB vir, agora, questionar, o PM. Dois pesos duas medidas. Li mal? É que achei que o teu texto bem claro quanto a isso.
Não leste mal , não, Lúcia. Eu também pensava ter sido claro mas, pelos vistos, enganei-me…
Pois é Carlos, e assim vamos vivendo. Uma mentira que lançou o mundo numa guerra inútil ? Bah , mas tratava-se de uma mentirinha cheia de boas intensões, expulsar os maus ao mesmo tempo que se dava vazão à industria de armamento já desesperada com a falta de “objectivos”… Já a hipotética mentira do malandro do Sócrates , essa é imperdoável até porque se tratava de um negócio entre privados, que pelo vistos entretanto já se concretizou com outros intervenientes sem que ninguém dessa por isso http :/ aeiou.expresso.pt /tvi-muda-de-dono-e ninguem -da-por-isso=f570420.
Não me surpreende esta sondagem, vivo o dia a dia numa empresa privada, não vivo no país encantado do wishfulthing e think tanks da nossa elite comentadora.
E o homem que viu “as armas de destruição massiva no Iraque” foi compensado com uma permanência de longa duração em Bruxelas. Imagine, Ariel, o que ele não nadará a ver por lá…. só que agora fecha-se em copas.
Durão Barroso disse que viu as armas de destruição macissa no Iraque? ou o “viu” foi posto só aqui no blog? é que todos os serviços de informações tinham esses dados e aliás elas foram encontradas mas em muito menor quantidade. Pior ainda não se descobriu onde foi para o material do Iraque que estão nas listas da ONU e ainda não foi encontrado. Óbviamente a tecnologia, know how e vontade de um regime como o de Saddam só pode parar derrubando o regime.
Os Alemães do Schroder também faziam parte da conspiração? 189182.stm
http://news.bbc.co.uk/2/hi/middle_east/1
…Iraq could produce nuclear weapons within three years, according to a German intelligence assessment…