Aos 22 dias do mês de Junho do ano de 2012, pelas 14h30, reuniu-se na esplanada do jardim do Restaurante 7Castelos, em Oeiras, a Assembleia Geral do Condomínio Delito de Opinião. Dos vinte e seis condóminos, apenas estiveram presentes onze, pelo que o quorum necessário à tomada de decisões não foi atingido.
Passada a meia hora estipulada, a reunião prosseguiu com mais um elemento e uma assistente de três meses de idade, sem direito a voto.
Do primeiro ponto da agenda fazia parte a discussão dos problemas sexuais dos portugueses em tempo de crise, numa tentativa de encontrar soluções que se adequassem ao momento que o país atravessa. Aprofundaram-se alguns casos concretos de sucesso, tentando perceber quais as “variáveis” que os enquadravam e que uma análise mais profunda mostrou serem, afinal, “constantes”, de que a maioria dos tugas dificilmente poderia dispor.
O segundo ponto da agenda ocupou-se, como seria de esperar, da selecção nacional e do seu brilhantismo, tendo-se feito prognósticos sobre quem iria à final e se Portugal lá estaria. As opiniões dividiram-se, pelo que não foi possível apresentar um quadro que competisse com os modelos apresentados pelos ditos “jornais de referência”.
No terceiro ponto aventaram-se as profundas razões que levavam Pedro Correia a escolher sempre mulheres maduras para a sua coluna “Belles Toujours”. Não ficaram claras as razões da preferência e sugeriu-se que ele tentasse encontrar e colocar na referida coluna, umas meninas entre os vinte e os trinta anos, para gáudio dos mais novos.
No quarto ponto discutiu-se ainda a necessidade de ver ao vivo e a cores os “nossos” Rui Rocha e Jaa. Para tal admite-se uma deslocação colectiva ao Norte e a colaboração de um antigo especialista em perdidos e achados, que esteja no desemprego e queira voltar ao mercado do trabalho.
No quinto ponto decidiu-se, sem quorum, que passaríamos a poder contar nestas Assembleias com um “artista convidado” que fosse inteligente, culto, não tivesse vergonha de falar nem se assustasse com a heterogeneidade do grupo.
Finalmente, Pedro Correia deu conhecimento de que iria proceder à edição de uma brochura virtual com os melhores postes publicados no Delito.
Às 18h00 deu-se por encerrada a reunião, tendo os delituosos continuado a falar de temas totalmente impróprios para conhecimento público.
Segue-se a lista de presenças:
– Ana Vidal
– Helena Sacadura Cabral
E desta já me desembrulhei porque sendo a mais velha do grupo sou das mais novas na entrada. Nalguma coisa isso teria de acontecer…

e nem discutimos as quotas em atraso. 🙂
E a tua Sofia, que nem de isolamento acústico necessitou? Temos mulher!
divertido
Bolas, uma ideia fantasticamente engraçada…
Quem dera que as minhas RC fossem tão engraçadas em pontos de agenda.
Hilariante!
Deu-me uma ideia, como sou administradora este ano, vou tentar fazer uma agenda assim tão imaginativa, muito mais interessante que falar de pinturas de prédios, limpeza de escadas, e portinhas de acesso a instalações de tv.
Jaa, não sei tu, mas com aquela coisa do grupo de excursionistas que vem ver-me ao vivo e a cores sinto-me como a Arara do Jardim Zoológico da Maia.
Te prépara Ruizinho…
Cambada de garfos sem vergonha. Fizeste-me aquela inveja, Helena, fizeste sim. Mas almoçar até às 18h cheira-me a exagero escandaloso e indesculpável. Para a próxima, espero pôr tudo novamente nos eixos, como acontecia quando ainda havia decência, cambada de desavergonhados.
Completamente desavergonhados, João. Eu estive lá e posso comprovar como somos tão invejavelmente desavergonhados e divertidos quando nos encontramos. Fazes-nos muita falta.
:o)
Passo a vida a fugir de reuniões de condomínio mas não foi de fuga que, desta vez, se tratou, confesso!
Fiquei cheio de inveja, esse sentimento bonito, e serei o primeiro a lembrar do próximo encontro, palavra.
Também… a tua traição valeu a pena, se valeu!
Podem redimir-se indo ao próximo, que isso da inveja é feio …:)
Ó diacho! Eu nem fui a pensar que iriam todos pegar-se uns com os outros, entornar o vinho e acabarem amuados. Afinal correu tão bem ou melhor que o anterior – não há direito…
A única coisa que ia entornando o caldo era a ventania, Zé; de resto, a reunião decorreu na mais serena e habitual desordem!
Caldo? Quando muito sangria 🙂
Isso, isso!
Foi bem divertida a reunião, com assuntos importantíssimos a discutir, como comprova a acta. Aliás, estas são as únicas reuniões de condóminos onde alguma vez me apanharão! 🙂
Mas preparem-se, ó Homens do Norte, que não perdem pela demora.
Faltou dizer, Helena, que demos aos detectives dos perdidos e achados mais uma tarefa urgente: descobrir onde anda o nosso cadáver esquisito, que desapareceu sem deixar rasto. Terá ressuscitado em forma de vampiro? Um mistério.
É melhor designar expressamente o próximo portador da tocha criadora, senão… 🙂
Que inveja, Helena 🙂
Bela acta!
Para a próxima tens de vir, Laura, ou nós aí 🙂
‘Course, sis 🙂
Não aguento as saudades!
Muito bem, Helena. Óptimo, o repasto. Excelente, o convívio. Pareceu-me o melhor de todos os almoços/jantares do DELITO. Mas todos me parecem sempre ‘os melhores’.
Mau! O melhor?
Presumo então que se aproveitam indecentemente da minha ausência!!!
Posto isso, não volto!
Para a próxima vamos à Bairrada, ao leitão. E aproveitamos também para comer uns pasteizinhos de Tentúgal. Livra-te de faltares. Bem basta os quatro absentistas vitalícios.
Nesse caso jamais faltaria, mesmo que o leitão não seja a minha iguaria de eleição! Até me proponho organizar, esse difícil papel… Mas irei sempre ter convosco onde quer que seja. Assim as datas permitam.
Organizas tu? Vivaaaa! Eternamente reconhecida, Laura. Por mim, aprovo já essa ideia do leitão. Arranjamos uma van e vamos todos juntos, que tal?
Óptimo. Por mim, vou já de sul para norte. Resta ver se alguém vem de norte para sul.
Com que então foi o melhor? Ainda por cima estiveram na esplanada. E até às seis! É demais para mim. Com licença, que estou cheia de azia. Vou beber uma água das pedras.
Fizeste imensa falta, Teresa.
“No quarto ponto discutiu-se ainda a necessidade de ver ao vivo e a cores os “nossos” Rui Rocha e Jaa.”
Mas ainda ninguém percebeu que eu não passo de um heterónimo de outro colaborador do Delito?
(Quanto ao Rui, não faço ideia.)
Mas é isso mesmo que queremos confirmar, Jaa… 🙂