Ascensão do Império Russo


André Couto,

Orfã da grandeza soviética, consumou-se o declínio da Rússia nas últimas duas décadas. Depois da calamitosa governação Iéltsin, Vladimir Putin, com métodos tão questionáveis como eficazes e populares internamente, recupera a Rússia como potência, restaurando o famoso temor reverencial mundial.

Os Estados Unidos, via NATO, tentaram promover a ocidentalização da Geórgia e da Ucrânia. Agora, perante o ranger de dentes da Rússia, assobiam para o lado. Só por instantes Dick Cheney pensou intervir militarmente na Geórgia. (In)coerentemente, nos últimos dias, perante o aperto à Ucrânia, não se vêem nos Estados Unidos ou União Europeia vozes, braços e "peitos feitos" atrás da Ucrânia na batalha do gás.

Em pouco tempo os governos pró-ocidentais desta duas antigas Repúblicas Socialistas Soviéticas serão substituídos, sucumbindo internamente ao assédio pró-russo das oposições. Nesse dia a Rússia não terá apenas ganho a batalha diplomática pela via de um ostentado destemor, como terá recuperado dois preciosos aliados estratégicos que lhe haviam fugido. Onde terminará esta crise?

 

Todos enfrentaram, todos fogem.

2 comentários em “Ascensão do Império Russo”

  1. Não estava lá muito dentros do negócios de “gases”…
    Mas agora estou e…. entendendo que o “feijoal” da Russia produz gás que dão “peidos” a valer…
    E os feijões da horta da Europa uns “bufitos”.

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