Uma semana depois do chumbo da segunda avaliação do impacto ambiental do Freeport, a 6 de Dezembro de 2001, tudo estava decidido: o gabinete de arquitectos Promontório, que trabalhava há ano e meio no projecto, era dispensado e o trabalho era entregue ao atelier do arquitecto Capinha Lopes, que nessa altura participava, graciosamente, na montagem das campanhas eleitorais socialistas em Alcochete e noutros concelhos da margem sul.
Como foi tomada essa decisão, que deixou estupefactos os altos quadros da Freeport e o gabinete de arquitectos inglês Benoy – principal parceiro da empresa nessa área -, é qualquer coisa que os investigadores não conseguiram apurar, tanto mais que a investigação foi encerrada por decisão hierárquica antes de ser concluída. (…)
A surpresa das testemunhas inglesas assenta, fundamentalmente, em três ordens de razões: o Promontório era um reputado gabinete de arquitectura, enquanto Capinha Lopes não tinha qualquer currículo naquele tipo de trabalho; o projecto estava feito e só havia necessidade de fazer pequenas alterações para o adaptar às exigências da declaração do impacto ambiental; e Capinha Lopes ia receber, para fazer esses acertos, entre o dobro e três vezes mais do que estava contratado com o Promontório.
Leiam tudo, que vale a pena.

É curioso como uma procissão que já deu a volta e recolheu parece que ainda vai no adro.
Ainda vai no adro, sim senhor… Até se saber, por exemplo, com que dinheiro foram comprados os dois luxuosos apartamentos no centro de Lisboa.
Este assunto foi investigado mesmo pelas “pontinhas”. Não puderam fazer uma investigação profunda pois todos tiveram medo de, nas profundezas, terem de chafurdar numa G.R.A.N.D.E S.H.I.T.
João, eu antes de pedir desculpas ao Sócrates quero aprofundar o tema.
‘Bora lá. Mas vê se o João Galambra não se importa…