Muito se tem escrito e dito sobre o chamado “caso Bairrão”. A investigação do Expresso permitiu conhecer mais alguns pormenores, mas neste momento, para além de ser necessário apurar se os ex-directores continuam a ter acesso à informação dos serviços de informações e se algum deles ou qualquer outro ex-colaborador violou, ou não, os respectivos deveres, são poucas as questões a que importa responder para que os portugueses fiquem tranquilos quanto à acção do Governo e dos seus membros.
O Governo já negou que tivesse solicitado qualquer investigação, promovido a recolha ou recolhido informações sobre alguma pessoa em particular junto dos Serviços de Informação. Não me custa acreditar que seja verdade, como em outras situações também acreditei no Governo anterior. Mas nesta altura as perguntas e as respostas têm de ser mais claras e mais incisivas.
Assim, o que importa perguntar e saber é apenas isto:
1 – O senhor primeiro-ministro, o ministro dos Assuntos Parlamentares, o ministro da Administração Interna, qualquer outro membro do Governo ou algum dos seus colaboradores tentou obter, obteve ou solicitou informações, de modo informal, directamente ou por interposta pessoa, sobre Bernardo Bairrão e as suas ligações empresariais antes de ser entregue a lista definitiva de secretários de Estado ao Presidente da República? Se tiver sido esse o caso, quem pediu, a quem e de que forma, e se chegou a ser fornecida alguma informação?
2 – Houve alguma investigação sobre Bernardo Bairrão ou as suas ligações empresariais autorizada por algum membro do Governo da República? Se sim, quando, quem conduziu essa investigação, com que objectivo e quem a autorizou?
Será bom que estas respostas sejam dadas com o maior rigor e o mais rapidamente possível. Se for pelo Expresso melhor, já que foi esse jornal que desencadeou a investigação, divulgou mais pormenores e foi desmentido. Para que os portugueses possam tirar as suas conclusões e possamos seguir em frente.

Tendo em conta a sua simpatia pelo anterior governo, o que acha deste balanço?
http://duvida-metodica.blogspot.com/2011/0 7/avaliacao-dos-professores-no-governo-d e.html
Parece-me abusivo falar em “simpatia”. Ou esteve desatento ou não acompanhou o que fui escrevendo.
1 – Nas lojas de conveniência também se fala. Logo o assunto acabou.
2 – Ou está documentada a investigação, como é para 10 milhões (lei), ou inexiste.
Foi desatenção certamente. Então e o balanço?
Quem é que mandou investigar os negocios do Bairrão? Se consegui perceber alguma coisa desta salada russa, foi o ex 1º ministro Socrates em 2009. Porquê? Porque Bairrão era a pessoa que lhe podia entregar a cabeça da Moura Guedes numa bandeja de prata. Como aconteceu. Podemos perguntar: que resultou da investigação aos negocios do Bairrão? Eu não sei, mas deve haver quem saiba. Uma coisa é certa: Socrates tinha dois objectivos, 1ºdomesticar a TVI, 2º correr de lá com a Moura Guedes; mandou as secretas investigar quem podia fazer o serviço, e o serviço fez-se.
O Expresso quis atingir este 1º ministro, porque ele poderá ter querido escrutinar as actividades de um futuro membro do governo como é seu direito, e esqueceu-se de criticar o Socrates por usar os serviços secretos para expulsar de uma estação de tv uma jornalista que o criticava. Pode-se dizer que quem (Socrates)não consegue caçar com o cão (RPSoares, através da PT), caçou com um gato (BBairrão, admnistrador da TVI).
De resto, face aos prejuizos que a Impresa acumula há anos, admira como Pinto Balsemão entrega um dos seus principais activos, o Expresso, nas mãos de mediocres como Ricardo Costa. Não se pode admirar de ter uma empresa em falencia tecnica.