As reacções ao discurso de Cavaco Silva


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Cavaco Silva fez um discurso muito crítico do governo e do (actual) PS. À esquerda as reacções foram iradas. Por um lado as habituais convocatórias socialistas ao silêncio de Cavaco Silva, fundadas no seu estatuto de ex-presidente – nenhum desses mariolas se quer lembrar que Mário Soares continuou a sua carreira política, discursiva e eleitoral, após os seus dois mandatos presidenciais. Alguns galambistas vieram clamar contra o conteúdo moral das palavras de Cavaco Silva: o novo Ana Catarina Mendes indexou-as à frustração do ex-presidente por não ter popularidade. E um tal de Azevedo, decerto que emanado da cultura das “redes sociais”, quis reduzi-lo a um discurso de “raiva e ódio” (hate, como naquelas se diz).

Mas mais interessante, pois inovadora, foi a reacção do agora secretário-geral do PCP, Raimundo. O sucessor de Cunhal, Carvalhas e Sousa, ripostou tentando ser algo elíptico, “diluindo” Cavaco num indito – por não discriminado – colectivo de políticos “de direita”. E mandando-os, lá em Baleizão, para a barriga das mães deles. Ou seja, e falando como nós povo, os operários, camponeses, desempregados, pequenos empresários, funcionários empobrecidos, etc, -a reclamada base social daquele partido – mandou-os, de facto, “para a cona da mãe”.

É a isto que baixou o PCP.

19 comentários em “As reacções ao discurso de Cavaco Silva”

  1. Das habituais carotas, tudo para cima de 100 paus, ‘elíptico’ e ‘indito’ (ou inditoso?) valem sempre mais de 700 paus.
    Agora ‘cona da mãe’ vale 2.500 paus em qualquer galeria de esquina.

  2. Parece-me que a má educação palece em significado face á ideologia comunista de discurdo de ódio classista.

  3. O dr. Aníbal Silva ao referir-se às Governações do País, esqueceu-se de apontar o Governo liderado pelo ex-Primeiro-Ministro, Pedro Coelho, que destruiu a economia e o trabalho em Portugal, deu impulso ao cancelamento da cultura e da ideologia de género, promoveu o desemprego, pobreza, miséria, inflação, crime, e corrupção, criou uma crise na habitação com a criminosa, ilegal, e inconstitucional, «lei das rendas» elaborada pela ex-Ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, Maria Graça, e foi mentor do maior ataque à Classe-Média Portuguesa – com o objectivo de a destruir – de que há memória na História do País; um genocídio social como tão bem definiu o Sr.º Dr.º Alberto João Jardim.
    Os Governos do Sr.º Primeiro-Ministro, António Costa, seguem a mesma agenda política, económica, e de engenharia social do Governo do ex-Primeiro-Ministro, Pedro Coelho, mas executada de maneira diferente, sendo o objectivo o mesmo: a destruição de Portugal, dos Portugueses, e a manutenção do criminoso, corrupto, e anti-democrático, regime liberal/maçónico imposto pelo golpe de Estado da OTAN em 25 de Abril de 1974, e o ilegítimo sistema político-constitucional ainda vigente.

    1. Figueiredo, o regime só pro ano faz 50 anos.
      Não sei bem qual é o prazo de validade dos regimes políticos, mas se diz que é anti-democrático e ilegítimo ainda deve ter tempo para apresentar um requerimento de anulação a tudo o que foi feito.
      O problema vai ser Macau sair da China para ser outra vez de Portugal, que as outras Províncias Ultramarinas é só anular na ONU.
      E prontus, pode ficar o que foi feito, mas sem exemplo e nada de mal tratar o Pedro Coelho daquela maneira, não vá haver uns malucos como os que eliminaram o Kadafi.

      1. O regime liberal/maçónico foi imposto a Portugal pelo golpe de Estado da OTAN em 25 de Abril de 1974, assim como a Constituição de 1976 que não tem legitimidade pois a mesma não foi votada, ao contrário do Estado Novo e da Constituição de 1933 que foi devidamente legitimado e sufragada pelo Voto dos Portugueses.

        Macau foi oferecido a Portugal pela China, existindo um acordo entre os dois Países, onde mais tarde Macau voltaria para a China.

        Quanto às Províncias Ultramarinas, a sua independência foi de facto ilegal, pois violou e não cumpriu o Direito Internacional (DI), que permite a realização de um referendo junto das Populações para decidir o seu destino, coisa que não foi feita, não por esquecimento mas porque os liberais/maçonaria – vassalos dos Anglo-Sionistas e traidores à Pátria – assim o impediram, desprezando e entregando os Portugueses Africanos à pobreza, miséria, guerra, violência, morte, e genocídio.

        Se Portugal na época tivesse seguido o mesmo procedimento que recentemente seguiu a Península da Crimeia e a Federação da Rússia (FR), tudo teria sido diferente.

        Quanto ao XIX.º Governo liderado pelo ex-Primeiro-Ministro, Pedro Coelho, a destruição e genocídio social para o qual empurrou o País, fala por si só.

    2. E a alternativa em 1975 também não era nada boa ,o país nas mãos de Moscovo via pcp e afins. Todos os partidos neste sistema são (de uma forma ou de outra) traidores à pátria.

      1. Bilder, realmente uf! do que nos safámos, mas como é que não foi parar nas mãos de Moscovo?
        O que é ser traidor à pátria de uma forma ou de outra?

  4. Não surpreende que a direita politicamente correcta tenha ficado confundida por Paulo Raimundo ter dito umas verdades. A direita politicamente correcta teria preferido um discurso do género:
    “O Senhor Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva deveria fazer o obséquio de se dirigir ao útero da senhora que o deu à luz.”

  5. Atenção, um operário calejado por anos de funcionarite.A vanguarda encarnou nele,portador da Verdade.
    Só há que ajoelhar,alevantar os punhos e segui-lo.
    Cantaremos.

    1. Aqui discordamos, AL. Eu não perdi o tino, nem o tento na língua, neste postal. Trata-se apenas de uma intepretação – bem fundamentada na empiria. Um exercício hermenêutico. Sim, a expressão usada é violenta (talvez a mais injuriosa em português) mas não há outra forma de sinalizar o que o secretário-geral do PCP comunicou (e quis comunicar) aos seus militantes e simpatizantes.

      1. Nao se meta em conversa alheia. La porque a conversa e’ publica, ninguem lhe pediu opiniao. Ou tambem se mete na conversa da mesa ao lado no cafe? Se tem algo a dizer, diga, mas aqui nao que ninguem o convidou

  6. Mesmo sem qualquer simpatia pela anterior nomenklatura não estou a imaginar o Barreirinhas,o
    “rapaz que este lá deixou” Carvalhas e até o curtido Jerónimo a mandarem o Cavaco e Cia para o buraco da mãe.

  7. Queres ver que a veneranda figura ainda lhe prega uma carica ao peito?
    Pelo arrojo,desassombro anti qualquer coisa.
    Depois de arranjar a calçada.

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