As quatro diferenças


escafandro,

O líder socialista sublinhou “quatro diferenças” do PS em relação ao PSD”:

– o “virar a página da austeridade” (expressão um tudo-nada gasta mas sempre bonita, com laivos de poesia varoufakiana);

– “a prioridade ao investimento no conhecimento e na inovação” (perdoe-se-lhe a falta de inovação e reze-se para que não venham aí mais ‘Magalhães’);

– a “sustentabilidade da Segurança Social” (cuja reforma se recusa, cujas receitas se diminuirão);

– e o “patriotismo na Europa” (um conceito magnífico, certamente extraído das teias de aranha de um baú atulhado com aqueles nacionalismos balofos que – muitas vezes, justamente – a esquerda costumava associar à direita, abarrotando de potencial para resolver todos os problemas da nação).

0 comentários em “As quatro diferenças”

  1. reze-se para que não venham aí mais ‘Magalhães’

    Por que não? O Magalhães é um produto de exportação português com bastante sucesso. O José António pode criticar a forma como ele foi enfiado pelas gargantas de muitas crianças portuguesas, mas o facto é que, dessa forma, se viabilizou um produto que hoje tem bastante sucesso no mercado internacional.

      1. Como nunca vejo nem leio Pacheco Pereira, agradeço se o José António me puder explicar quais os problemas com o Magalhães.
        E, já agora, se me puder dizer se é ou não verdade aquilo que escrevi no meu comentário – que o Magalhães deve ser um bom produto, pelo menos a avaliar pela sua aceitação no mercado internacional. A mim parece-me que se deve louvar toda e qualquer empresa portuguesa, todo e qualquer produto português, que tenha sucesso no mercado internacional. Ou não?

          1. Obrigado por me referenciar o post de Pacheco Pereira.

            Concordo plenamente consigo quanto à crítica que faz ao dinheiro esbanjado pelo governo Sócrates na distribuição de Magalhães pelas crianças portuguesas. Porém, vejo que o José António não nega aquilo que eu disse – que o Magalhães, em si mesmo, parece ser um produto de boa qualidade e digno de louvor.

            Pelo que, a sua frase no post espero que não venham aí mais ‘Magalhães’ me parece desadequada. Pelo contrário: oxalá venham por aí muitos produtos tecnológicos portugueses com tanto sucesso internacional quanto o Magalhães.

          2. O Magalhães não é um “produto tecnológico português” – é um rebranding português do Intel Classmate. O resto é banha da cobra.

          3. O Magalhães não tem nada de Português.
            Seria como dizer que os portáteis Clevos montados em Portugal e com branding algumas marcas portuguesas são tecnologia Portuguesa.
            Essas são mais honestas, assumem logo que são Clevos.

  2. Mais ridículo que a inutilidade do Magalhães é a aquisição de 1500 deles para equipar carros de polícia inglesa. Francamente, são uns broncos estes ingleses…
    Já agora, e sem ironia, André Miguel: “Os portugueses até louvam, mas não têm que pagar por isso.”? Isso, o quê? A promoção da igualdade de oportunidades para as crianças, a divulgação de um produto português no estrangeiro e um passo no impulso tecnológico que sempre se considera essencial?
    Não entendo a sua forma de pensar.

  3. Depreende-se que austeridade, austeridade, austeridade, é que é o caminho. Depreende-se que tudo que seja do PS é mau e do PSD é que é bom e foi tão bom que em inovação zero e em vendas bateu o recorde.

  4. Os laranjinhas ficam incomodados com tais propostas por motivo de sua tradicional ortodoxia. Sim, isto é gente da tradição e quantos mais estiverem na miséria mais comem.
    Creio que estes que apregoam os rigores da austeridade devem ter feito algum estágio profissional nas plantações brasileiras cujos donos compravam títulos à coroa para financiar o défice da casa real. E assim lá subiam na escala social com o que lhes sobejava dos rigores orçamentais, à conta de outros.

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