O líder socialista sublinhou “quatro diferenças” do PS em relação ao PSD”:
– o “virar a página da austeridade” (expressão um tudo-nada gasta mas sempre bonita, com laivos de poesia varoufakiana);
– “a prioridade ao investimento no conhecimento e na inovação” (perdoe-se-lhe a falta de inovação e reze-se para que não venham aí mais ‘Magalhães’);
– a “sustentabilidade da Segurança Social” (cuja reforma se recusa, cujas receitas se diminuirão);
– e o “patriotismo na Europa” (um conceito magnífico, certamente extraído das teias de aranha de um baú atulhado com aqueles nacionalismos balofos que – muitas vezes, justamente – a esquerda costumava associar à direita, abarrotando de potencial para resolver todos os problemas da nação).

reze-se para que não venham aí mais ‘Magalhães’
Por que não? O Magalhães é um produto de exportação português com bastante sucesso. O José António pode criticar a forma como ele foi enfiado pelas gargantas de muitas crianças portuguesas, mas o facto é que, dessa forma, se viabilizou um produto que hoje tem bastante sucesso no mercado internacional.
Até o Pacheco Pereira lhe consegue explicar os problemas com o Magalhães.
Como nunca vejo nem leio Pacheco Pereira, agradeço se o José António me puder explicar quais os problemas com o Magalhães.
E, já agora, se me puder dizer se é ou não verdade aquilo que escrevi no meu comentário – que o Magalhães deve ser um bom produto, pelo menos a avaliar pela sua aceitação no mercado internacional. A mim parece-me que se deve louvar toda e qualquer empresa portuguesa, todo e qualquer produto português, que tenha sucesso no mercado internacional. Ou não?
http://abrupto.blogspot.pt/2010/03/c omo-se-gastaram-920-milhoes-de-euros.htm l
Com um governo a providenciar um concurso feito à medida e disponível para lhe entregar muitos milhões de euros dos contribuintes (para além de servir de vendedor junto de regimes como o venezuelano) qualquer empresa prospera.
Obrigado por me referenciar o post de Pacheco Pereira.
Concordo plenamente consigo quanto à crítica que faz ao dinheiro esbanjado pelo governo Sócrates na distribuição de Magalhães pelas crianças portuguesas. Porém, vejo que o José António não nega aquilo que eu disse – que o Magalhães, em si mesmo, parece ser um produto de boa qualidade e digno de louvor.
Pelo que, a sua frase no post espero que não venham aí mais ‘Magalhães’ me parece desadequada. Pelo contrário: oxalá venham por aí muitos produtos tecnológicos portugueses com tanto sucesso internacional quanto o Magalhães.
O Magalhães não é um “produto tecnológico português” – é um rebranding português do Intel Classmate. O resto é banha da cobra.
O Magalhães não tem nada de Português.
Seria como dizer que os portáteis Clevos montados em Portugal e com branding algumas marcas portuguesas são tecnologia Portuguesa.
Essas são mais honestas, assumem logo que são Clevos.
Os portugueses até louvam, mas não têm que pagar por isso.
defender o Patriotismo na Europa, é defender politicamente Budapeste…
Mais ridículo que a inutilidade do Magalhães é a aquisição de 1500 deles para equipar carros de polícia inglesa. Francamente, são uns broncos estes ingleses…
Já agora, e sem ironia, André Miguel: “Os portugueses até louvam, mas não têm que pagar por isso.”? Isso, o quê? A promoção da igualdade de oportunidades para as crianças, a divulgação de um produto português no estrangeiro e um passo no impulso tecnológico que sempre se considera essencial?
Não entendo a sua forma de pensar.
O dão sebastião Costa no seu melhor. Aconselho a cancelarem a maquina de nevoeiro, para o dia 5 Outubro.
Depreende-se que austeridade, austeridade, austeridade, é que é o caminho. Depreende-se que tudo que seja do PS é mau e do PSD é que é bom e foi tão bom que em inovação zero e em vendas bateu o recorde.
Os laranjinhas ficam incomodados com tais propostas por motivo de sua tradicional ortodoxia. Sim, isto é gente da tradição e quantos mais estiverem na miséria mais comem.
Creio que estes que apregoam os rigores da austeridade devem ter feito algum estágio profissional nas plantações brasileiras cujos donos compravam títulos à coroa para financiar o défice da casa real. E assim lá subiam na escala social com o que lhes sobejava dos rigores orçamentais, à conta de outros.