As pessoas são a árvore


Rui Rocha,

A autarquia de Lisboa contratou bens e serviços, sem concurso público e através de uma empresa municipal, no valor de 229.637 euros para a execução da árvore de Natal que é inaugurada sábado no Terreiro do Paço, o que faz disparar os gastos totais com a quadra festiva para cerca de 479 mil euros.


De acordo com o seu autor, o artista plástico Leonel Moura, o conceito do projecto baseia-se na ideia de que “as pessoas são a árvore”. O artista plástico acrescenta que “neste período de crise em que há uma certa desvalorização das pessoas, achei interessante valorizá-las”.


O Público informa ainda que à Robotarium de Leonel Moura, já em 2009 a Câmara de Lisboa  tinha entregue 74 mil euros igualmente por ajuste directo, para pagar 45 oliveiras plantadas em estruturas de fibra e com rodas. Pelo visto, o “jardim portátil”, como lhe chamaram, começou por estar no Terreiro do Paço e foi transferido mais tarde para o Cais do Sodré. Ainda de acordo com o Público, “há muito que as rodas encravaram, tornando a mobilidade das oliveiras praticamente impossível”.


As pessoas são a árvore, dizem. E afirmam que a árvore é interactiva. Continuem com a brincadeira e admirem-se quando chegar o dia em que a àrvore começa a responder.

25 comentários em “As pessoas são a árvore”

  1. Ao que suponho, Rui Rocha não é de Lisboa e por isso lhe dou uma achega: os tais jardins estão uma lástima: encravados, grafitados, vandalizados, partidos, com os furos (como raio hei-de lhes chamar doutra maneira) onde há terra e plantas (as tais oliveiras, mas também outras, mais pequenas) normalmente com bastante lixo (tudo coisas para que contribuem 1. a falta do mais elementar civismo por parte “do pessoal” e 2. a atitude da câmara municipal, que julga que as coisas uma vez feitas não precisam de manutenção regular).

    1. E esqueci-me de um terceiro motivo. O material plástico de que os jardins são feitos, ao fim de alguns poucos anos ao sol e à chuva, ficou baço, descolorido, sem graça.

    1. Cara Loira entre nós são dessuis…que lá para Bragança optou-se por dar brinquedos úteis às crianças. Aqui é a parolice intelectual…

  2. Este Leonel Moura é useiro e vezeiro em conceber “obras de arte” megalómanas, de baixo custo para ele, mas muito caras para quem estupidamente as compra. Um finório, como diz o povo.
    Culpa tem quem lhe apara o jogo.
    Faz falta o grito de uma criança, para dizer que “o rei vai nu”…

  3. lá está a tal arte paga a peso de oiro (230 mil euros!!!????) para encher os bolsos da amigalhada (por ajuste directo) e que se vai acabar no contentor do lixo (provavelmente de onde não deveria ter saído). é escandaloso que num período em que tantas famílias nem o dia a dia, quanto mais natal, têm assegurado minimamente venha gente com brioches. raios os partam a todos e mais à completa falta de vergonha. muito provavelmente virão dizer que nem só de pão vive o homem mas isso é bom para quem come diariamente. tenho vergonha deste país!

    (e “explicação” da obra pelo autor dá-me cá umas ganas… vou ali vomitar um bocadinho!)

  4. Triste é também que o putativo lider da oposição a uma gestão destas é um tal Lopes que há anos ninguém sabe o que produz na CML.

    E que o maior partido da oposição em Lisboa se prepare para apresentar como candidato um sujeito que é comentador de futebol na TVI, percebendo-se perfeitamente que passa os dias a inteirar-se dos “pintelhos” (como diria o outro) do pontapé na bola – sendo para mim totalmente irrelevante a sua militância clubística (tanto o acusaria disto sendo ele do SLB como se fosse do SCP, ou de outro qualquer).

  5. Essa árvore vai estar enfeitada com notas de €50?
    Sugiro de €100, é que com as de 50 vai ficar enorme, grande demais, desajustada. E também já não há vaca nem burro para enfiar lá debaixo, com jeitinho, pode que o Papa autorize um coelho.
    Mas assim não! Assim se a Merkel descobre que anda a emprestar dinheiro para isso, levamos um grande puxão de orelhas e depois, nem coelho nem dinheiro nem merda nenhuma.
    (Meninos de Lisboa, vocês estão se a portar muito mal)

  6. O artista e a CML, ignoram, que as árvores morrem de pé; vêem árvores, ignoram a floresta, cada vez mais negra; onde vivem.

  7. Está-me a parecer que este Leonel Moura utiliza métodos de bruxaria para enganar os nossos autarcas. Nem todos, mas muitos. O necessário para ele viver à tripa-forra. Imerecidamente.

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