Apenas um – de tantos exemplos possíveis – para ilustrar o que o Pedro Correia escreveu há uns dias: neste nosso querido Portugal, o património histórico e cultural é alvo de um desprezo chocante…
Apenas um – de tantos exemplos possíveis – para ilustrar o que o Pedro Correia escreveu há uns dias: neste nosso querido Portugal, o património histórico e cultural é alvo de um desprezo chocante…
É mesmo chocante.Também eu já o referi,em post, no Vila Forte.Devia ser uma causa nacional, a recuperaçao e manutenção do nosso património.
Pedro,
Causa nacional pois claro. Estamos a falar da nossa história, da nossa memória colectiva, da nossa identidade. E mais. Estamos também a falar de um potencial económico assinalável, se houvesse interesse num turismo cultural de qualidade, pois o Património tem um interesse cultural real mas também estratégico. Será que é assim tão complicado retirar estas conclusões e termos decisões consequentes e em conformidade? Ou seja, e pondo as coisas desta forma, as pedras poderiam mesmo dar votos! Parece que sim. Deita-se fora algo tão aliciante como juntar o útil ao agradável. Mas como diz a expressão popular “pior cego é aquele que não quer ver”. Não é que considere Saramago particularmente inspirador mas faça-se um novo e verdadeiro ensaio sobre esta cegueira. Já têm sido feitas algumas análises e diagnósticos. E bem feitos. Enfim. É não baixar os braços nem a (salva)guarda.
Se me permite e porque está em linha com o que penso e escrevi sugiro a leitura do meu texto em:
http://vilaforte.blogs.sapo.pt/61734.ht ml
abraço
Infelizmente, nada se faz neste domínio. Mesmo nada. Nem Governo, nem autarquias, nem ‘mecenato cultural’.
Pedro,
Percebo o tom utilizado, não poderia estar mais de acordo com o diagnóstico que não é nada animador. Contudo, há que realçar excepções ao que infelizmente é a regra. E também existem, não muitas, mas existem.
Sem querer puxar muito a brasa à minha sardinha a Parques de Sintra – Monte da Lua, S.A. de capitais integralmente públicos vem desenvolvendo projectos e esforços no sentido de, embora não tão rapidamente quanto seria desejável por todos, restaurar e valorizar, o património histórico-cultural (e também natural) por si gerido e que, como sabemos, está integrado na Paisagem Cultural de Sintra assim classificada pela UNESCO em 1995. Estamos a falar do Palácio de Monserrate, Chalet da Condessa (Parque da Pena), Palácio da Pena (embora ainda não iniciados os restauros e melhoramentos arquitectónicos e museológico de maior monta). Também o Palácio de Seteais tem em curso obras de restauro.
Tento participar e colaborar nesse esforço e nesse trabalho desenvolvido e também por isso gostaria aqui de concordar inteiramente consigo, como deve calcular, mas também dar uma nota de esperança que de alguma forma atenue a generalização eventualmente desmotivadora para alguns.
Meu caro, conheço muito bem tudo quanto referiu. Tem toda a razão: foi feito um excelente trabalho de reabilitação desse património sintrense (e do País). Infelizmente, uma andorinha não faz a Primavera.
Mas deixo-lhe aqui os meus parabéns.
Obrigado pela parte que me toca. É essa a minha função e dever profissionais. A comunicação social e todos os cidadãos em geral devem assumir este combate como seu. Devem contribuir para que surjam mais andorinhas. A blogoesfera é um bom meio de intervenção. Um entre vários. O Património é nacional (e até mundial em alguns casos). De todos portanto. Contudo, isto da cidadania tem que se lhe diga…
e os interessados que enveredam por algo que tenha a ver com .. não arranjam emprego em lado nenhum. Tenho duas familiares na área da arqueologia, por exemplo, a trabalhar em coisas completamente distintas .. não entendo como é que com um património de valor incalculável .. o que conhecemos e o que falta conhecer, há um tamanho desinteresse generalizado. Saudosistas que somos até deveria ser o contrário ..