As melhores praias portuguesas (50)


Pedro Correia,

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Caniçal (Lourinhã)

0 comentários em “As melhores praias portuguesas (50)”

    1. Temos excelentes praias em Portugal. Como pretendo comprovar aqui, abrindo pistas a leitores que ainda não as conheçam.
      Cada vez percebo menos que haja portugueses a fazer “férias de praia” no estrangeiro. Com tão boas, e tão variadas, que temos por cá.

      1. São portugueses que não querem ser considerados o resto do ano uns “tesos” nem que para isso fiquem “tesos” o resto do ano.

        1. Experimente-se querer frequentar uma praia açoriana (já aqui as vi), ou o magnífico areal de Porto Santo e constate-se como é mais barato, bem mais barato, frequentar as Canárias e mesmo alguma oferta caribenha.

          A menos que por essas terras, terras portuguesas, se tenha alojamento de família ou amigos, ou nos dispunhamos a aceitar um qualquer sítio a título de alojamento.

          Uma lástima.Se calhar economicamente insolúvel. Mas uma lástima, todavia (ou, tudo visto, talvez não: o esforço financeiro é pesado, mas alguma paz ainda subsiste…).

          Costa

          1. A oferta açoriana, nos últimos anos, melhorou muito. Em preços e variedade. Por estímulo proporcionado pela abertura – que só pecou por tardia dos voos de baixo custo para a região autónoma. Estiveram proibidos até ao ano passado para não perturbar o duopólio TAP/SATA.
            Em vez de ser o Estado a servir a sociedade é a sociedade a servir as “empresas públicas”.

          2. Tem decerto razão nisso que escreve quanto à liberalização das rotas açorianas; razão quanto à facilidade de acesso e redução de preços. Esperemos que isso não se perverta, transformando a prazo a lindíssima S. Miguel num Algarve dos mais desqualificados. Um Alvor nas margens das Furnas, um qualquer “parque aquático” no Congro, Vila Franca do Campo numa Armação de Pera, uma torre de apartamentos para arrendamento à quinzena no Nordeste (para melhor se ver o nascer do Sol).

            Sei que exagero. Faço-o deliberadamente, procurando melhor ilustrar o meu medo – não é receio, é medo – perante uma oferta desesperadamente sôfrega de receitas (e se vierem sem muito esforço, sem sofisticação, nivelando por baixo, melhor); uma procura que acha muito natural replicar em férias a vida e ambiente de subúrbio caótico em que passa o resto do ano (basta pôr umas palmeiras raquíticas nos passeios e os carros amontoados por todo o lado, o lixo infecto e os prédios inenarráveis tornam-se muito naturais, apetecíveis até; um estado (mais latamente uma administração pública) disposto a tudo para obter receita fiscal, que cultiva a redução do desenvolvimento a construção civil e é composto por gente cuja venalidade há muito perdeu o derradeiro vestígio de vergonha. Tenho disso tudo muito medo.

            Alguém terá escrito que era uma pena Sintra ser em Portugal. Há mais sintras, em Portugal, e os portugueses, mais de um século depois, parece que nada aprenderam. Aliás, para um bom português, afinal Sintra é fria e húmida…

            E peço-lhe que por favor não caia na armadilha de chamar à TAP “empresa pública” (sei que usou aspas): juridicamente (e isso conta) não o é há muitos, muitos anos. Cheia de defeitos – mas utilíssima para as várias clientelas do poder; veja-se o passado recentíssimo -, sem dúvida (defeitos que ninguém teve ainda coragem de corrigir decididamente; talvez pelas consequências eleitorais que resultariam, pois as económicas, creio, seriam vistas como mero dano colateral), absoluta refém da política (pelo que escrevi atrás e como bem se tem visto), paga impostos como poucas, não recebe um chavo do OE e tem um accionista – o estado – que por lei não pode lá colocar um cêntimo sem implicar uma reestruturação (a ir por essa via) devastadora.

            Quanto às “low cost”, caro Pedro Correia, não se iluda (e sei que não se ilude): voam para dado destino enquanto isso lhes for comercialmente rentável e nem mais um dia, dão tranquilamente nomes de destino a aeroportos que deles distam largas dezenas de quilómetros, implicando demoradas e dispendiosas ligações terrestres (numa pequena ilha isso, vá lá, é difícil), praticam os preços que praticam beneficiando de condições assaz favoráveis perante a concorrência e de restrições extremas nos direitos e protecção dos passageiros, e nem sempre são tão “baixo custo” quanto isso… São um negócio legítimo, têm o seu mercado e está muito bem que o tenham, actuam legalmente goste-se delas ou não. Não são – nem é suposto que o sejam (apesar do que afirmam, em entusiástica devoção, alguns autarcas) – santos milagreiros.

            Não defendo monopólios nem modelos de negócio desadequados ou anacrónicos, entenda. Nem me iludo.

            Costa

          3. Caro Senhor

            Tenho um filho que foi director durante anos de uma low-cost vocacionada para Canárias, Caraíbas e outras que tais.

            Por isso disse o que disse no meu comentário.

            Cumprimentos

          4. Meu caro senhor,

            «São portugueses que não querem ser considerados o resto do ano uns “tesos” nem que para isso fiquem “tesos” o resto do ano.», foi este, salvo meu grosseiro erro, o seu comentário a que se refere acima (e acima, suponho – perdoe a minha presunção se assim não for – reporta-se o Sr. a um ou a ambos os meus comentários anteriores).

            Permita-me notar o meu total acordo com o que escreve, no que isso significa de gasto desproporcionado e imprudente, em férias, face aos rendimentos disponíveis, de considerável número de pessoas.

            Não disponho de provas objectivas, quantitativas, disso, mas neste país de pequenas vaidades, onde é tão importante a aparência perante o círculo mais próximo, mesmo que à custa do essencial, mesmo que sacrificando o bom senso, essa é coisa que se me afigura perfeitamente plausível. Parece aliás que por cá se compram férias a crédito, coisa para mim apenas concebível quando, dispondo-se dos fundos para o seu pagamento a pronto, se prefere, tudo pensado e por questões de prudência, pagar o eventual juro desse crédito a uma descapitalização súbita (e, salvo grave imprevisto, mantendo-se sempre a capacidade de, a todo o momento, integralmente pagar essa dívida sem pôr em causa os gastos correntes).

            Fora um tal caso, pedir emprestado para ir de férias (ir de férias…), ou independentemente do recurso ao crédito, pôr as responsabilidades correntes em causa pela vaidade de uns dias num destino sonante, parece-me absurdo e indefensável. Mas num país de aparências há-de se praticar muito, sem dúvida.

            Quanto ao que escrevo sobre as “low cost” (que não confundo com as coloquial e usualmente designadas “empresas de voos charter”, ligadas ou não a grandes operadores turísticos e vocacionadas para servir os grandes destinos de férias, integrando usualmente os seus serviços em ofertas mais vastas e incluindo desde logo o alojamento), suponho que em nada aí se ofende a experiência profissional de seu filho. Que naturalmente muito respeito.

            Cumprimentos,
            Costa

          5. Caro Senhor

            O meu comentário tinha a ver de facto com o seu primeiro comentário.

            Só o fiz porque não quis deixar a ideia de que me tinha limitado na 1ª intervenção a um jogo de palavras mais ou menos fácil e, portanto, para além do que todos nós vemos à nossa volta e todos os dias, também incluí de forma implícita as histórias que ele me foi contando durante os anos que por lá andou.

            Com estes dados poderá verificar que nunca esteve em causa qualquer interpretação minha ligada a qualquer outro comentário, pelo que muito agradeço a sua preocupação em não deixar essa dúvida no ar.

            Quanto ao seu comentário das 23.59 subscrevo-o totalmente.

            Não tenho facebook mas filhos e netos vão-me mostrando por esta altura do ano (e todos os anos) por onde andam muitos dos conhecidos que nós todos por aqui temos e eu, que conheço o dia-a-dia dessas pessoas no resto do ano, só não pasmo porque já pouca coisa me faz pasmar.

            São óbviamente as opções de cada um e a minha é almoçar e jantar bastante bem todos os dias.

            Mais uma vez agradeço a sua resposta
            Uma boa noite para si

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