9 comentários em “As melhores praias portuguesas (24)”
A foto está mesmo linda e essa baía, apesar de ventosa, é paisagem de filme. Não se vêem as névoas que teimam em acompanhar as águas, o ar frio que corre nas manhãs, o refúgio das barracas listadas. E também acredito que a água seja um gelo.
É a praia da minha infância. É um lugar especial, não só para os que como eu, ir à praia significava ir à Nazaré, mas também para os visitantes que ali chegam do mundo inteiro e estremecem perante aquele promontório. As ondas gigantes sempre lá estiverem. Os pescadores nazarenos conhecem-nas bem e foi a navegar entre elas que foram conseguindo trazer do mar o sustento. As peixeiras, vestidas de sete saias, hoje vendem água da onda gigante em garrafas de 1,5 lt por 5€. Gente dura, com um fortíssimo sentido de identidade e de pertença. Exímios na arte da sobrevivência. O sotaque é carregado, os cabelos louros e olhos claros são tão vulgares que confirmam os antecedentes nórdicos. Os palecos, quem não é da praia nem siteiro (siteiros são os que vivem no Sítio), gozam com eles, dizendo que ali até os cães ladram com sotaque. Recordo-me da minha avó, quando já estava muito velhota e limitada, ter pedido que a levassem ali. Queria ver mais uma vez o mar a partir do promontório. Adoro a Nazaré.
Belo postal, Paulo. E a praia é tão linda quando o mar está “chão”… Não esquecer o magnífico peixe fresco que nos faz esperar um bom bocado até nos sentarmos à mesa. Maria
Na época baixa ainda há onde se possa comer peixe muito bom a preço honesto. Destaco a Maria do Mar, perto da Capitania, e a Casa Pires no Sítio. Apostas sempre garantidas.
A foto está mesmo linda e essa baía, apesar de ventosa, é paisagem de filme. Não se vêem as névoas que teimam em acompanhar as águas, o ar frio que corre nas manhãs, o refúgio das barracas listadas. E também acredito que a água seja um gelo.
Sim, é paisagem de filme.
É a praia da minha infância.
É um lugar especial, não só para os que como eu, ir à praia significava ir à Nazaré, mas também para os visitantes que ali chegam do mundo inteiro e estremecem perante aquele promontório.
As ondas gigantes sempre lá estiverem. Os pescadores nazarenos conhecem-nas bem e foi a navegar entre elas que foram conseguindo trazer do mar o sustento.
As peixeiras, vestidas de sete saias, hoje vendem água da onda gigante em garrafas de 1,5 lt por 5€. Gente dura, com um fortíssimo sentido de identidade e de pertença. Exímios na arte da sobrevivência.
O sotaque é carregado, os cabelos louros e olhos claros são tão vulgares que confirmam os antecedentes nórdicos.
Os palecos, quem não é da praia nem siteiro (siteiros são os que vivem no Sítio), gozam com eles, dizendo que ali até os cães ladram com sotaque.
Recordo-me da minha avó, quando já estava muito velhota e limitada, ter pedido que a levassem ali. Queria ver mais uma vez o mar a partir do promontório.
Adoro a Nazaré.
Essa da venda de água das ondas gigantes não lembrava ao Alves Reis.
No mercado da Nazaré, o Alves do Reis comprava carapaus ao preço da corvina. E lambia-se todo.
Belo postal, Paulo. E a praia é tão linda quando o mar está “chão”…

Não esquecer o magnífico peixe fresco que nos faz esperar um bom bocado até nos sentarmos à mesa.
Maria
A água no mar oceano nunca está assim-assim. Ou está chão e parece azeite, ou está grosso e está na hora de começar a rezar.
Excelente comentário, Paulo.
Já levei amigos estrangeiros à Nazaré, ficam sempre deslumbrados. «Que maravilha», dizem. Cheios de razão.
Na época baixa ainda há onde se possa comer peixe muito bom a preço honesto. Destaco a Maria do Mar, perto da Capitania, e a Casa Pires no Sítio. Apostas sempre garantidas.