As melhores praias portuguesas (20)


Pedro Correia,

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Porto Pim (Faial, Açores)

0 comentários em “As melhores praias portuguesas (20)”

  1. Wow! Praia do Porto Pim, palco do livro de António Tabucchi “A mulher de Porto Pim”, fui responsável pela manutenção deste espaço durante cerca 3 anos, entre 1995 e 1998, talvez a praia mais segura para crianças nos Açores

    1. Não tenho a certeza, mas a zona que se vê à direita na fotografia, que é uma península, é (ou era, quando eu visitei o Faial) zona militar e de acesso proibido. Questiono: se isso é assim, como podem as pessoas frequentar a praia?

      Eu o que sei é que, quando estive na Faial, não pude pôr os pés nesta praia, precisamente porque o acesso à península estava interditado.

      Mas já foi há muitos anos.

      1. Nem à direita ou à esquerda existe qualquer zona militar. Houve na segunda guerra mundial no cimo do monte da Guia (por detrás de onde foi tirada a foto) uma infraestrutura militar, mas esta nunca condicionou o acesso à praia do Porto Pim. Hoje à direita da praia o que existe é o parque de estacionamento dos banhistas e o acesso ao topo do Monte da Guia e à capela de Nossa Senhora da Guia e ao Miradouro das Caldeirinhas.
        Há uns anos atrás houve um período de interdição de acesso à praia durante uma crise sísmica grave que então atingiu o Faial no Verão e gerou instabilidades gravíticas na vertente sul do Monte Queimado que forma a encosta escura que está sobre a praia, havendo o risco de derrocadas que pudessem atingir os seus ocupantes.

  2. Tendo a sorte de ter bons amigos na Horta, esta foi a segunda praia a que fui nos Açores, a primeira foi a da Conceição do outro lado da cidade.
    É um dos nossos (meu e da minha mulher) sonhos de Euromilhões: uma casa em Porto Pim.

  3. Esta é a praia que associo aos meus primeiros sentimentos de liberdade pessoal. Passei um mês de férias na Horta quando tinha 12 anos. O meu pai estava em comissão de serviço e portanto a trabalhar. A minha mãe nunca foi grande apreciadora de praia e eram muitos os dias que ficava em casa. Nesses dias ia sozinha. Pela manhã (que pela tarde quase sempre chovia) pegava na toalha e no livro e aí ia eu. O caminho até lá, o tempo que passava a ler naquele cenário, dava-me uma sensação de que já era crescida e dona de mim, mesmo que isso não correspondesse à realidade. 🙂 O único problema eram mesmo as águas vivas, nome dado às pequenas alforrecas que teimavam em aparecer. Felizmente que no dia em que fui picada a minha mãe estava. Afinal não era assim tão crescida… 🙂 Nunca mais voltei aos Açores. Mas a nostalgia ficou. Ainda aqui há umas semanas ao encontrar a reedição do livro do Tabucchi voltei a recordar esses dias (não resisti a comprá-lo mas ainda não o li).

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