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Wow! Praia do Porto Pim, palco do livro de António Tabucchi “A mulher de Porto Pim”, fui responsável pela manutenção deste espaço durante cerca 3 anos, entre 1995 e 1998, talvez a praia mais segura para crianças nos Açores
Não tenho a certeza, mas a zona que se vê à direita na fotografia, que é uma península, é (ou era, quando eu visitei o Faial) zona militar e de acesso proibido. Questiono: se isso é assim, como podem as pessoas frequentar a praia?
Eu o que sei é que, quando estive na Faial, não pude pôr os pés nesta praia, precisamente porque o acesso à península estava interditado.
Nem à direita ou à esquerda existe qualquer zona militar. Houve na segunda guerra mundial no cimo do monte da Guia (por detrás de onde foi tirada a foto) uma infraestrutura militar, mas esta nunca condicionou o acesso à praia do Porto Pim. Hoje à direita da praia o que existe é o parque de estacionamento dos banhistas e o acesso ao topo do Monte da Guia e à capela de Nossa Senhora da Guia e ao Miradouro das Caldeirinhas. Há uns anos atrás houve um período de interdição de acesso à praia durante uma crise sísmica grave que então atingiu o Faial no Verão e gerou instabilidades gravíticas na vertente sul do Monte Queimado que forma a encosta escura que está sobre a praia, havendo o risco de derrocadas que pudessem atingir os seus ocupantes.
Tendo a sorte de ter bons amigos na Horta, esta foi a segunda praia a que fui nos Açores, a primeira foi a da Conceição do outro lado da cidade. É um dos nossos (meu e da minha mulher) sonhos de Euromilhões: uma casa em Porto Pim.
Esta é a praia que associo aos meus primeiros sentimentos de liberdade pessoal. Passei um mês de férias na Horta quando tinha 12 anos. O meu pai estava em comissão de serviço e portanto a trabalhar. A minha mãe nunca foi grande apreciadora de praia e eram muitos os dias que ficava em casa. Nesses dias ia sozinha. Pela manhã (que pela tarde quase sempre chovia) pegava na toalha e no livro e aí ia eu. O caminho até lá, o tempo que passava a ler naquele cenário, dava-me uma sensação de que já era crescida e dona de mim, mesmo que isso não correspondesse à realidade. 🙂 O único problema eram mesmo as águas vivas, nome dado às pequenas alforrecas que teimavam em aparecer. Felizmente que no dia em que fui picada a minha mãe estava. Afinal não era assim tão crescida… 🙂 Nunca mais voltei aos Açores. Mas a nostalgia ficou. Ainda aqui há umas semanas ao encontrar a reedição do livro do Tabucchi voltei a recordar esses dias (não resisti a comprá-lo mas ainda não o li).
Wow! Praia do Porto Pim, palco do livro de António Tabucchi “A mulher de Porto Pim”, fui responsável pela manutenção deste espaço durante cerca 3 anos, entre 1995 e 1998, talvez a praia mais segura para crianças nos Açores
Não sabia, Carlos. Mas gostei de saber. Porto Pim é um deslumbramento. O que eu gostei desta ilha do Faial…
Não tenho a certeza, mas a zona que se vê à direita na fotografia, que é uma península, é (ou era, quando eu visitei o Faial) zona militar e de acesso proibido. Questiono: se isso é assim, como podem as pessoas frequentar a praia?
Eu o que sei é que, quando estive na Faial, não pude pôr os pés nesta praia, precisamente porque o acesso à península estava interditado.
Mas já foi há muitos anos.
Nem à direita ou à esquerda existe qualquer zona militar. Houve na segunda guerra mundial no cimo do monte da Guia (por detrás de onde foi tirada a foto) uma infraestrutura militar, mas esta nunca condicionou o acesso à praia do Porto Pim. Hoje à direita da praia o que existe é o parque de estacionamento dos banhistas e o acesso ao topo do Monte da Guia e à capela de Nossa Senhora da Guia e ao Miradouro das Caldeirinhas.
Há uns anos atrás houve um período de interdição de acesso à praia durante uma crise sísmica grave que então atingiu o Faial no Verão e gerou instabilidades gravíticas na vertente sul do Monte Queimado que forma a encosta escura que está sobre a praia, havendo o risco de derrocadas que pudessem atingir os seus ocupantes.
É uma Praia muito bonita.
Conheço muito bem, como aliás as ilhas todas dos Açores.
António Cabral
Só conheço quatro ilhas, tenho de conhecer as outras.
As Flores é de longe a mais bonita de todas.
E a mais diferente, original, é o Pico.
O Pico conheço. E gosto muito. Foi amor à primeira vista.
Tendo a sorte de ter bons amigos na Horta, esta foi a segunda praia a que fui nos Açores, a primeira foi a da Conceição do outro lado da cidade.
É um dos nossos (meu e da minha mulher) sonhos de Euromilhões: uma casa em Porto Pim.
Bom gosto, meu caro, sem a menor dúvida.
Esta é a praia que associo aos meus primeiros sentimentos de liberdade pessoal. Passei um mês de férias na Horta quando tinha 12 anos. O meu pai estava em comissão de serviço e portanto a trabalhar. A minha mãe nunca foi grande apreciadora de praia e eram muitos os dias que ficava em casa. Nesses dias ia sozinha. Pela manhã (que pela tarde quase sempre chovia) pegava na toalha e no livro e aí ia eu. O caminho até lá, o tempo que passava a ler naquele cenário, dava-me uma sensação de que já era crescida e dona de mim, mesmo que isso não correspondesse à realidade. 🙂 O único problema eram mesmo as águas vivas, nome dado às pequenas alforrecas que teimavam em aparecer. Felizmente que no dia em que fui picada a minha mãe estava. Afinal não era assim tão crescida… 🙂 Nunca mais voltei aos Açores. Mas a nostalgia ficou. Ainda aqui há umas semanas ao encontrar a reedição do livro do Tabucchi voltei a recordar esses dias (não resisti a comprá-lo mas ainda não o li).
Gostei muito deste teu testemunho, Ana. É também um pouco por isto que decidi relançar esta série: para nos convocar boas memórias.