
Segundo refere esta notícia Louçã, Semedo e Pureza — onde anda a Catarina Martins? — chegaram à conclusão que “o percurso das correntes originais”, UDP, PSR e Política XXI, está “esgotado e encerrado” e se propõem “fundar” numa conferência nacional marcada para Abril uma “nova corrente” que se chamará “socialismo”. O Bloco de Esquerda não pára de nos surpreender com a sua capacidade de inovar. Calculo que a seguir nos irão dizer que decidiram inventar a roda.

E quantos anos foi o Louçã coordenador do grupo excursionista sem, que se saiba, lhe ter ocorrido essa ideia peregrina, que agora lhe sobreveio passados dois ou três meses de ter deixado de o ser?
E que raio de corrente será essa, só de homens?
Não sei bem aonde eles pretendem chegar, é necessário esperar para ver. Todavia, como o momento que vivemos indica-nos que a semântica reforma, refundação, (re)ajustamento… significa nacional socialismo (nazismo) é bom saber que alguém pretende evoluir e está empenhado em criar um novo paradigma; veremos se este paradigma é social ou partidário. O país bem que necessita que a esquerda avance mais no seu projecto político-ideológico.
O PS de Seguro poderá ser a salvação dos sociais democratas do PSD; sim, estou a referir-me aos sociais democratas e não aos nazis. Não vejo que estes, os sociais democratas, possam fazer vingar o PSD sem que Seguro lhes dê uma mãozinha.
O CDS é uma espécie de igreja, quero com isto dizer que faz lembrar uma congregação mais virada para as coisitas da lei que propriamente profética. Porém, Paulo Portas é um bom vendedor dos produtos portugueses. Acredito que se eles se transformassem numa equipa de vendas o país lucraria muito mais, com Portas a liderar.
Por falar em lei, basta olhar para o caos que tem gerado os seus projectos de lei, nomeadamente a lei das tendas, quero dizer rendas. Tudo em nome do memorando que passos diz não ser a sua Bíblia, mas não deixa de lhe citar os versículos. Depois da descolonização sanguinária – mais sanguinária que a guerra que não devia ter existido – levada de cabo a rabo, como todos nos apercebemos, nunca pensei voltar a assistir a uma política de terra queimada neste país.
Diz o ditado que os filhos pagam pelos erros de seus pais; aí temos os filhos: filho de peixe peixinho é.
Mais uma vez se confirma a velha “máxima”: revolucionário aos vinte, social-democrata aos quarenta!
Tudo isto se deve ao profundo debate que se trava no Largo dos Ratos; aposto que na confluência de estratégias que está a ser preparada no segredo dos deuses, há-de estar um paragrafo em letras muito pequenas, que preveja uma coligação com esta troika que há muito deseja ser o “CDS” da esquerda.O cheirinho a poder é mesmo irresistivel: basta atirar às malvas tudo o que se andou uma vida inteira a defender. Como dizia o poeta, “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”!
Devem inventar a roda triangular: dá menos um solavanco que a roda quadrada.