
Longe, tão longe de cimeiras em que alguns querem falar mais alto do que os outros para ter mais razão…

… e tanto, tanto chá para tomar.

Longe, tão longe de cimeiras em que alguns querem falar mais alto do que os outros para ter mais razão…

… e tanto, tanto chá para tomar.
Lindo.
Eu?
Porquê? Estás na foto? Só me pronuncio sobre objectos não-voadores identificados (onvi’s)… 🙂
Sabes que eu faço uma perninha na secreta…
Confirmo, absolutamente não-voador, excepto nas pontes aéreas Açores-Continente.
e acho bem.
Sim, que isto de pontes, agora só aéreas
Já lá vai o tempo da nova ponte sobre o Tejo…. e as outras, doutro género.
Que ninguém aponte, que é feio.
Muito feio… 😉 E só tem a mania das pontes quem não bebeu chá!
Com este frio, um chá Gorreana quentinho, e a descansar os olhos nas memórias das ilhas. Um bom serão, sem dúvida.
Pode crer que sim, Cristina. Embora aqui o tempo esteja bem mais ameno do que tem estado aí.
Tenho pacotes de folhas lá em casa… E imagens das plantações mais soalheiras. As fotos são recentes…?
Também tenho outras, mas estas são de um dia de chuviscos. Talvez há uns três anos, mas isso parece-lhe importante?
Faz toda a diferença!
A recolha e secagem das folhas requer tempo ultraperiférico, imagine a diferença que um chá verde faz de um preto no estômago de determinada germânica encimeirada. Pode causar azia, digo eu.
Hum… Tratava-se, portanto, de saber o ano da colheita, não é?
Ora nem mais! Imagine que era anterior ao derrube do muro, do lado de lá, na RDA… Era uma porra, só lhe digo.
Não podia ser pré-derrube do Muro: a Merkel parece que não conseguiu tomar chá em pequena.
Que saudade! E tudo tão verdinho….
Foi comigo, esta aqui? Tenho uminha igualzinha.
E lá fomos à Gorreana tomar um chazinho, com muitas paragens pelo caminho. Fiz rima!
Tanto chá e tanta gente com falta de chá!
Tenho de lá voltar. Ficou tanto para rever.
Parece-me que estas duas foram contigo.
Ah, fantástico: exactamente o que estou a beber agora. Adoro este chá, João.
Ainda bem, Ivone.
Antes da fábrica da Gorreana há uma fábrica de chá “Porto Formoso”, nome da povoação encostada ao mar. Aí bebe-se um chá divinal – sou insuspeito porque nem aprecio grandemente tal bebida. Mas a imagem que guardo das plantações pelas encostas viradas para o anil do Atlântico, é das paisagens mais bonitas que vi.
S. Miguel é assim, bela, bela…
Inteiramente de acordo, José. E o do Porto Formoso é um belo… Xá!
Segundo creio, não há de facto muito chá, pelo contrário, há em São Miguel uma única plantação de chá, que é, ainda por cima, relativamente pequena (uns cinco hectares). E nas outras ilhas do arquipélago não se cultiva chá absolutamente nenhum.
Isto foi o que já me disseram, posso estar errado e o J.C. certamente nos saberá esclarecer melhor.
Só conheço plantações de chá em São Miguel. Os dois fabricantes, seculares, têm plantações próprias e diferenciadas. Não sei a área delas, mas são extensas e o fabrico permite exportação regular.
Vi agora na wikipedia. A plantação Gorreana tem 32 hectares, ainda é bastante grande. Há outra plantação em Porto Formoso mas, segundo entendo, a fábrica de chá de Porto Formoso encerrou comercialmente em 1980 e agora é apenas museológica.
A produção de Gorreana não ultrapassa as 40 toneladas anuais, o que não dá para mais do que 200.000 pessoas. Portanto, não chega para abastecer o mercado nacional. Exportação, só se fôr para consumo por açorianos emigrados…
A fábrica do Porto Formoso é actualmente um núcleo museológico, sim.
Não sei se há 200 mil portugueses habituados a tomar chá (pode ser que haja, mas não parece), mas nenhuma marca de chá abastece completamente seja que mercado for, porque são mercados que gostam de variedade.
De resto, qualquer exportação dos Açores é sempre para nichos de mercado, sejam flores para a Holanda ou atum em conserva para os EUA.
Ha 2 anos visitei esta “fábrica”, quando me encontrava na sala de provas, um natural da Ilha que passeava com amigos, meteu conversa e falou-me dos vários chás ali produzidos. Por fim, perguntou-me de onde era. Respondi-lhe que do continente, de Lisboa, que era a minha primeira visita à ilha e que não me importava nada de ficar lá para sempre. Olhou para mim muito sério e ripostou: nesse caso, proponho-lhe já um negócio, troco aquilo que aqui tenho, por aquilo que tiver lá. Sorri-me e disse-lhe que talvez não fosse bom negócio para ele. Respondeu-me que não interessava se tinha muito ou pouco, ele tinha casa e terrenos e trocava por aquilo que eu tivesse.
Perante a insistência, respondi-lhe que ía pensar no assunto.
Hoje, estou curioso em saber, se ele manteria a proposta…
E eu estou curioso a pensar se ele estaria a ser procurado pelas autoridades…