As hóstias estão a fazer-lhe mal


joaomsandre,

Vão ler. Eu não sei se ria ou se chore. Como esta criatura que já mentiu descaradamente nas páginas do jornal ainda consegue manter a coluna (e a posição de professor, já agora) é que não sei. Vá lá que nunca dei um tostão furado por um número onde ele escreveu. E depois espantem-se que perdem leitores. Tantos bloggers de qualidade por aí e continuam a levar com estes montes de lixo.

25 comentários em “As hóstias estão a fazer-lhe mal”

  1. De facto, o texto é expresso num sentido demasiado proselitista; falhando, mesmo assim, alguns pontos chave na sua intenção de demarcar uma posição católica como a ideal para uma estrutura social de comportamentos conscientes e familiares. Estranho, por exemplo, não referir a posição da Igreja sobre métodos contracpetivos.
    No entanto, no lodo se encontra o ouro, e de facto, tem existido uma tendência activista que prima pela extremismo das suas ideologias e que tem levado sociedades a rumos desvirtuados de um ideal de respeito e aceitação pelos –e para os– outros. Tudo isso com apoio governamental, que certamente não se importará de ver o foco de atenção em questões diferentes da falta de crescimento económico, o aumento do desemprego, etc.

    1. O único extremismo que vou vendo nesta história é o de César das Neves, semana atrás de semana. Não critico necessariamente a posição da Igreja, que faz o seu papel ao defender os seus valores (mesmo que eu não me reveja neles). Apenas critico alguém que tem uma visão tão alucinada da realidade.

      1. João, eu, na minha modesta opinião – de quem vota contra aborto e, que apesar de tudo, aceita as consequências de uma maioria que se define por “democracia”, como se com isso definisse um valor universal de justiça -, vejo nos relatórios de ¡continua e repetida! intervenção abortiva, na faixa dos 20-28 anos, como algo de extremismo.
        …. Ainda que esse extremismo seja consequência de mera irresponsabilidade individual não deixa de ser resultado de uma suposta aceitação maioritária – que ironicamente se afasta da tomada de responsabilidade.

        1. Não tenho bem a certeza de ter entendido tudo aquilo que quis dizer, mas aponto apenas dois pontos:
          1. Uma maioria não se define por democracia. A democracia passa essencialmente pelo governo da maioria, respeito da minoria pelas decisões da maioria e respeito da maioria pelas opiniões da minoria. e protecção a todos, independentemente das opiniões. Claro que é mais complexo que isto, mas basta para o caso.
          2. Compreendo que se veja na decisão de descriminalizar o aborto uma “irresponsabilização” mas não o é de facto. É verdade que passar a bola aos outros pode ser visto como tal, mas se olharmos para a sexualidade e a gravidez como uma questão pessoal, então temos que olhar para as consequências de igual forma. Além disso, a única coisa que uma descriminalização do aborto implica é que a mulher deixa de ser considerada uma criminosa. Pode-se discutor se deveria ter financiamento estatal (eu entendo que sim, mas só até certo ponto), esse é uma questão bastante mais complexa. Seja como for, as mulheres provavelmente não abortam mais ou menos que no passado (há estatísticas de todo o tipo por aí), apenas sucederá que quem o faria ilegalmente (e às escondidas) agora faz parte das estatísticas.

          Seja como for, essa discussão é uma que se pode ter de forma razoável, com respeito por opiniões diferentes e tendo em consideração as objecções dos outros. Em suma, impossível com João César das Neves.

  2. André, saiba que me custa a entender a sua posição – o que o prof diz, dizem muitas outras pessoas. E os montes de lixo, que se vêem por aí, não são só obra desta gente, pelo contrário.

  3. Obrigado João André por nos alertar para o texto. Um pouco radical mas no fundo César das Neves até tem razão para grande parte do que escreveu.

      1. Olá,

        Obrigado João André pelo link. Infelizmente não tive tempo para ler todos os comentários ao post do JCN. Ri-me q nem um perdido. Não vale a pena tentar responder a quem lhe diz a si (JA), que o homem (JCN) tem alguma razão nisto ou naquilo. Assim se explica o Cavaco presidente, a ‘casa dos degredos’, as novelas que se sucedem infindavelmente (na realidade e no ecrã). A maioria não faz a razão. E é por esta e outras razões que deixei de ver TV nacional há algum tempo (anos, sem exagero). Obrigado pelo link mais uma vez. Andar pela net a ler artigos de opinião, tem sido uma poupança em livros de anedotas () q nem imagina…

        Obrigado

  4. Desculpe mas penso que está a implicar com um opinion maker por ele ser tão bom e conseguir verificar relações causa efeito profundas e cientificamente bem suportadas.
    Eu também já verifiquei que o declínio dos sucessos do Benfica estão ligados com a descida de qualidade das récitas no São Carlos e enquanto este não melhorar a ressaca dos encarnados manter-se-á,
    Será que agora consigo ter uma coluna no DN?

  5. Mas se gastar 15,21€ no livro “As 10 Questões da Recuperação” vai ver que ainda aprende alguma coisinha.

  6. Até há por aí uns bloggers que escrevem umas coisitas interessantes, o que não é o seu caso, André. Assim, teremos que levar com os seus montes de lixo, hélas.

  7. Também um tal de Loff tem mentido descaradamente nas páginas do público e não o vejo a queixar-se. Se calhar porque lhe agrada aquilo que lê. Mas olhe, estamos perante um professor universitário e autor publicado. Mesmo que isso não lhe agrade, lá vai publicando, enquanto a maior parte dos bloggers ridiculariza esses personagens sem sequer refutar minimamente aquilo que escrevem.

    1. Não conheço os textos de Loff nem sei quem seja. Sei quem é César das Neves e sei que é lido muitas vezes reverencialmente por muitos arautos da desgraça (ou adoradores da mesma).
      Quanto a ser professor universitário, publicado e sei lá que mais, esses argumentos de autoridade não me impressionam. Especialmente quando no passado quebrou as mais elementares regras básicas de publicação ao inventar fontes e citações para defender as suas conclusões. Se eu tivesse feito o mesmo, as universidades onde trabalhei ter-me-iam sumariamente calçado os patins e eu andaria hoje à míngua de trabalho.
      Em relação aos argumentos de César das Neves, não os tento refutar porque é perder tempo, como seria perder tempo explicar que a Terra é redonda.

      PS – suponho que o tal Loff seja de esquerda, caso contrário não seria puxado à discussão. Pelo que vejo na sua argumentação, se alguém de esquerda mentir, então é perfeitamente aceitável que a direita faça o mesmo (não digo que o faça neste artigo, sei que o fez no passado). Por outro lado, o seu comentário poderia ser construído como: ele é professor universitário, é publicado, por isso pode mentir. Seria divertido se não fosse trágico.

      1. Para mim, todos os autores de artigos de opinião mentem, sobretudo porque haverá sempre alguém disposto a contrariar aquilo que julgam ser mentiras. Neste caso, acaba por ser o resto que conta, sobretudo se muitos acharem que o estamos a dizer é verdade.

        1. Não sei se mentirão todos ao escreverem as crónicas (embora toda a gente minta num ou noutro momento da sua vida). Não é isso que discuto nem sequer a interpretação dos factos. Falo de uma mentira clara e mais que comprovável, que foi no passado as citações (inventadas) por parte de JCN de uns relatórios (que ele inventou) de uma qualquer fundação (inexistente) para poder fundamentar as suas diatribes. Mais uma vez nem discuto as conclusões em relação a esse aspecto. Em relação à mentira há este facto concreto e real: ele falsificou fontes. Isso é mentir. Não tem nada a ver com interpretação.

  8. A Brigada das Colheres está bem defendida por aqui!! O emérito membro César desta vez teve um pequeno não brilharete!!

  9. Não vejo aonde é que o JCN esteja a delirar.
    Disse alguma inverdade? Actualmente não morrem mais pessoas do que as que nascem? E o número de casamentos não diminuiu consideravelmente, por contraponto aos divórcios?
    JCN aborda a realidade como ela se apresenta a cada um de nós: aquilo que era o País, económica e socialmente, há 7 ou 10 anos atrás, tem pouco de presente nos dias actuais. E suscita-se a seguinte dúvida: estamos melhores?
    JCN diz que não. O João André discorda, no que está no seu direito, mas infelizmente o que poderia ser uma interessante oportunidade de rebater construtivamente, perde-se nas piadas falhadas com hóstias e vinho.
    Não tente trocar o campo das ideias e do seu confronto, pela tentação, mais óbvia, de querer diminuir alguém de quem discordamos com piadas feitas a partir das suas convicções. É que só fica mal ao próprio.

    1. O delírio nada tem a ver com os factos que ele cita. Aliás, raramente tem a ver com isso. O delírio está nas conclusões dele. Quer um exemplo? Até acabei agora de almoçar por isso tenho tempo. Tome lá:
      «[veio]um devastador assalto à cultura e sociedade portuguesas em nome da liberdade sexual» – à cutura e sociedade portuguesas?
      «[demolição das leis básicas da identidade nacional» – por causa de uma educação sexual «laxista»?
      «o triunfo súbito do fundamentalismo extremista»
      «o país alinhou em poucos anos as suas leis básicas por caprichos de fanáticos»
      «ultrapassando a toda a velocidade os países civilizados, alguns dos quais já em sentido inverso»
      «Portugal tornou-se um paraíso mundial de comportamentos desviantes e perversos»
      «multiplicação de patologias sociais»
      Comparação do Leninismo/Estalismo e Nazismo com os efeitos de casamento homossexual, co-adopção, educação sexual, etc.
      «o consolo de o futuro vir a aprender com os nossos horrores»

      Se isto para si não é delírio só posso partir do princípio que subscreve as teses e nesse caso não vale a pena discutir, que os únicos fundamentalistas fanáticos são aqueles que se revêm nos vómitos acima citados.

      1. Mais uma vez, continuamos fora do plano das ideias.
        Não estou a discutir uma por uma das conclusões do JCN, mas apenas a registar que o João André discordando delas, almoçado ou não, não consegue (ou não quer) justificar porque é que elas não estão correctas ou, usando a sua terminologia, delirantes.

        1. Mais uma vez lhe repito que não faço ideia de como discutir coisas que estão fora do reino da realidade. Tentarei, no entanto (sei que falharei, tal como falharei se quiser explicar a um adulto porque razão é má ideia colocar a mão no fogo por mais que um segundo).

          A questão do fanatismo: fanáticos querem converter os outros às suas posições. Proselitistas religiosos católicos (como JCN) ou islâmicos, para dar apenas dois exemplos, querem que vivamos de acordo com os seus preceitos, não apenas que possam eles viver dessa forma. Ou seja, limitam (ou gostariam de limitar) a nossa liberdade para que todos vivam de acordo com determinados conceitos. Os defensores de liberalização do aborto, de liberdade de divórcio, co-adopção, casamento homossexual, etc, não pretendem impôr isso a ninguém. Aposto que 80% (para ser conservador) dos defensores do aborto se arrepiam com a ideia. Apenas não querem que mães vão parar à prisão ou que morram por o fazerem de forma perigosa. Os homossexuais não querem que JCN se case com um homem, os defensores da simplificação do processo do divórcio ficarão (se não forem advogados) muito contentes caso JCN se mantenha feliz no seu casamento. Ninguém quererá adoptar JCN ou os seus filhos/netos porque saberemos que serão crianças desejadas e amadas. Em síntese: os defensores daquilo que JCN diaboliza não são pessoas que queiram impôr essas acções aos outros. Apenas querem liberdade para se casar, divorciar ou adoptar crianças.

          Não ultrapassámos países civilizados. No máximo juntámo-nos a eles. Alguns que teremos “ultrapassado” estão a evoluir nesse sentido. Outros estão a ficar retrógrados. Não conheço um caso que esteja de facto a recuar em qualquer destas liberdades.

          Comportamentos desviantes e perversos e patologias sociais (suponho que a homossexualidade e divórcio, entre outros) só existem na cabeça de JCN. Se V. entende que homossexualidade (por exemplo) é um comportamento perverso, então nem vale a pena discutir mais. Além disso Portugal não se tornou um paraíso de nada. Não se criou nenhuma indústria de sexo homossexual. Ninguém vem a Portugal para isso. Talvez alguns casais homossexuais queiram casar em Portugal, mas se tiverem que viver em países onde o seu casamento não é reconhecido, de nada serve. Ninguém se dá ao trabalho de se divorciar em Portugal. O tal paraíso de comportamentos sei lá o quê não existe.

          Qualquer comparação com Nazismo ou Leninismo/Estalinismo perde por definição logo à partida. Explicação simples: ainda não morreu niguém por causa destas iniciativas em Portugal. Os sistemas referidos deram em dezenas de milhões de mortos. Assunto encerrado.

          Se nenhum destes pontos é classificável como um “horror”, não há como aprender com os nossos horrores, pois não?

          Portanto, se aceita a minha explicação é consigo. Felizmente sou diferente de JCN e aceito que outros tenham uma visão diferente da minha. Se for a mesma de JCN, apenas a posso explicar por alucinógeneos.

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