As ‘fontes’ e os queixinhas


Pedro Correia,

Já tive a minha dose de problemas com "fontes de Belém". Denunciei-as por estarem a colocar sob anonimato notícias nos jornais que depois não confirmavam oficialmente, criando embaraços aos editores mais crédulos. O chefe da Casa Civil, Nunes Liberato, brindou-me com uma queixa aos meus empregadores. É distinção que me honra e faz curriculum. Fiquei agora a saber que "as fontes de Belém" estão não só secas de confirmações, mas estão a secar a dignidade informativa à sua volta.

Mário Crespo, Jornal de Notícias

4 comentários em “As ‘fontes’ e os queixinhas”

  1. fontes de belem, fontes do Governo, fontes proximas de…, fontes do PSD, fontes do PS., fontes da agencias de comunicaçao, etc, etc

    O Jornalismo português é um autentico fontanario!

  2. Não há no texto do Mário Crespo qualquer novidade. Sem ele mesmo saber porquê (mas esqueceu tanta coisa desde o tempo da SABC do “apartheid”…), odeia Cavaco porque injustamente o associa a qualquer patifaria que em tempos lhe fizeram.
    Já a recente animosidade para com Sócrates está relacionada com o facto de ter sido preterido (em favor do Carneiro Jacinto, imagine-se!) na nomeação para adido em Washington.
    Quando as questões pessoais são a base do “comentário” político, é isto.

  3. Não suporto Mário Crespo, nem do estilo, nem da forma. No entanto o que ele diz é uma evidência, que só se torna notícia na medida em que o ódio para com o PS (não é só com Sócrates) não pressupunha que viesse a fazer uma análise tão distanciada. Se tem ódios com Cavaco não sei. Suponho que Carlos Abreu Amorim não os tenha. Como não consigo fazer o link , faço o copy past do texto:

    Heresias
    Perdeu a distância
    O silêncio de Cavaco Silva no pseudo ) caso das ‘escutas’ marca uma nova etapa na intervenção presidencial no jogo político-partidário . Curiosamente, este tem sido o PR que mais tem apregoado a separação do seu cargo com os interesses dos partidos. Mas resvalou no contrário do que dizia defender a pouco mais de um mês das eleições.

    Agosto tem sido um mês terrível para Ferreira Leite. A antipatia suscitada pelas listas de deputados (exclusões e inclusões) amolgou para além do previsível. Muitos perceberam que os leitistas não são melhores do que os socratistas na defesa da ética política e nos tiques de prepotência.

    Estas ‘escutas’ parecem um esforço aflito para despistar as atenções. A mudez de Cavaco está a abonar uma historieta de jardim-infantil e a socorrer o PSD.
    Carlos Abreu Amorim, Jurista

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