
“A crise catalã não pode ser interpretada nos termos da dicotomia esquerda-direita, nem tão pouco resumida a um antagonismo entre os catalães e o resto de Espanha. A linha de fractura está na forma como cidadãos e partidos se posicionam em relação ao movimento independentista catalão, o que faz dele um tema central no espaço público. O resultado é a polarização geral da vida política. Por outras palavras, e paradoxalmente, para travar os ímpetos rupturistas Espanha colocou-os no centro da vida política e abraçou a cultura de sectarismo que emergiu nas fileiras do separatismo catalão. O país vizinho parece ter regressado à lógica frentista, de dois blocos opostos, com as vozes mais responsáveis a alertarem para o despertar das duas Espanhas imortalizadas no célebre poema de António Machado: “Españolito que vienes / al mundo te guarde Dios. / Una de las dos Españas / ha de helarte el corazón”.”
Hoje, no Observador.

Espanha colocou-os no centro da vida política
Exatamente. Dramaticamente, a vida política espanhola deixou de ser primordialmente uma confrontação entre esquerda e direita e passou a ser essencialmente uma confrontação entre o nacionalismo centralista espanhol e os nacionalismos independentistas periféricos. A questão principal deixou de ser entre esquerda e direita e passou a ser entre unidade espanhola ou independências. E isto é dramático, porque distorce toda a vida política.
“Al adversario no lo quiero vencido ni convencido, sino exterminado”.
Largo Cballero, a.k.a “el Lenin Español”, como o designava Agitprop da altura.
Talvez seja altura de(re) ler Stanley Payne e Pio Moa ( este está no Index…) ; é que o espírito guerracivilista está bem e recomenda-se.
E quem o diz, e escreve, é gente da talha de Fernando Ónega ou Ignacio Camacho , como o senhor sabe mil vezes melhor do que eu.
Cpmts.
JSP