18 comentários em “As canções do século (797)”

  1. Escrevi Vian e queria ter escrito Leo Ferré, sorry. Afinal, a maravilha da música embriaga-nos e ficam vozes e sons na nossa cabeça que vão e vêm numa valsa à ‘mille temps’ e a mil vozes (as que nos marcaram, e Vian e Ferré estão lá). Obrigado, uma vez mais

    1. De facto, meu caro, esta é uma daquelas canções que se tornaram verdadeiramente imortais. Como ‘Avec le Temps’, também do Ferré. Canções do século XX. Mas deste século também. E do próximo que vier.

  2. Upa upa, a canção do século de hoje. Eu diria mesmo que é uma canção do milénio, daquelas que um dia servirão para definir a qualidade da raça humana para um alienígena qualquer.

  3. Leo Ferré, grande companheiro, apesar das diferenças ideologicas, da adolescencia.
    Hoje almocei um belo bacalhau assado no forno com batatas a murro, regado com um verde tinto de Monção, porque apesar de alentejano, gosto muito do que vem de Entre-Douro-e-Minho.
    Quando me sentei para almoçar, sintonizei o Mezzo, e infelizmente estavam a passar os ultimos acordes da Tosca.
    A seguir passaram um programa que se chama “os coros do mundo”.
    O coro de hoje, é francês e juvenil, de crianças talvez entre os 7 e os 12. O maestro, de cujo nome apenas retive o apelido, Bardot, começou a lição aos jovens com a seguinte frase: “para se cantar bem num coro tem que se pôr um ar de imbecil feliz”!, e apontou para ele proprio. Entre duas garfadas de bacalhau, olhei para a televisão e vi que o Bardot é um tipo de meia altura, com barriguinha, com falta de cabelo, uma barba rala, e uns oculos a meio do nariz. Depois, já com mais atenção vi-o a trabalhar com os miudos, e sem paternalismos, mas com muito rigor , ensinhar-lhes como é que se canta. E na entrevista que lhe fizeram, explicar como é que se ensinam os miudos a cantar. Extraordinario!
    Depois foi o concerto já com orquestra, as miudas com vestidos sobre camisas brancas e uns lacinhos, e os rapazes com uns blazers e bem engravatados. Tudo com muito bom ar, em suma.
    E a musica, a musica foi celestial. Cantaram excertos da Missa de Mozart, e outras coisas que não consegui identificar. Mas com uma qualidade indescritivel.
    E no fim dei comigo a pensar porque é que em Portugal não é possivel acontecerem coisas como esta. Se calhar porque nenhum maestro, desses altamente eruditos que por aí abundam, tenha a coragem de dizer a miudos de 10 anos que para “se cantar bem num coro, é preciso pôr um ar de imbecil feliz”, e dar como exemplo de um “imbecil feliz” ele proprio.

    1. Gostei muito dessa pequena história do quotidiano que aqui nos trouxe, Alexandre. Fez-me lembrar um programa que via/ouvia em miúdo na RTP – ‘Concerto para Jovens’, do maestro Leonard Bernstein.

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