21 comentários em “As canções do século (71)”

  1. Caros João e Pedro,
    Os Platters são uma referência.
    O Hyatt, infelizmente, já o não é.
    Agora é Regency, está degradado, velho, algo desprezado.
    Estava prevista a sua demolição para ali construir um outro hotel.
    Muito barulho, mas depois deu em nada.
    O local é apetecível e, como tal, estou em crer que, tarde ou cedo, o Regency desaparecerá para dar lugar a um outro hotel, ou a blocos de apartamentos.
    Este Regency só tem um bom dim sum.
    O resto foi tudo votado pouco menos que ao abandono.

    1. É uma pena. Claro que as coisas não são eternas, mas o Hyatt foi o lugar mais recomendável durante muito tempo, especialmente enquanto a sua discoteca Green Parrot se destacou.

      1. Grande discoteca, o Green Parrott: noites inesquecíveis que passámos lá, antes de as acabarmos (acabar é uma forma de dizer) no Lok Ün. E teve também um excelente restaurante – o Pescador, mais tarde chamado Afonso’s. Um dos melhores jantares que guardo na memória foi lá, num inesperado reencontro com ex-colegas do liceu de Díli.

          1. E eu recordo-me de um jantar regado a José de Sousa, tinto, em que a segunda garrafa me soube ainda melhor do que a primeira. Um jantar do outro mundo.

  2. Que curioso, hoje, desde que acordei, que não me deixa de girar na cabeça a canção ”You’re allways on my mind” 🙂

    Tenho de a colocar no meu LJ.

  3. Caros João e Pedro,
    A discoteca já não é do meu tempo (cheguei a Macau em 1995).
    O restaurante já tinha mudado de nome e de gerência.
    Desde então, foi em plano inclinado até desaparecer.
    Realmente, as coisas não são eternas.
    Mas também não era necessária esta voracidade desmedida, com modelos importados, feios, sem alma.
    Se vissem o New Century hoje em dia, acho que choravam.
    Aquela porra agora chama-se Greek Mithology , tem assim umas “estautas ” supostamente gregas, à entrada e no r/c, tudo muito plástico, com uns rapazes vestidos entre o grego e o romano….uma coisa que dá vómitos.
    Vou lá várias vezes porque é onde corto o cabelo (o tipo que estava no Hyatt mudou-se para lá).
    Depois há um outro, New Emperor , que tem umas barras de ouro no chão, por baixo de vidro inquebrável, um coche à porta, ladeado por chineses vestidos de guardas de Buckingham , e umas gajas com umas grandes bóias a engraxar os sapatos ao pessoal (pelo menos tinha, que eu só lá fui uma vez).
    Com o movimento que fazem para engraxar os sapatos, as “protuberâncias” também dão pulinhos e era ver filas intermináveis de gajos a quererem engraxar os sapatos ou a olhar para ….para…os outros.
    E não era para os sapatos!
    E podia falar no Starworld e nos ladyboys tailandeses.
    Mas acho que já perceberam o quadro.
    Que não é bonito.

    Muito menos é Macau.

    1. Já percebi que ainda nos encontrámos por Macau: quando você chegou eu ainda aí vivia. O relato que nos faz coincide com todos quantos me têm chegado e que de algum modo me dissuadem de regressar para matar saudades. Não se pode matar saudades daquilo que já não existe. O Green Parrott, aliás, fechou muito antes de eu sair de Macau. Mas ainda hoje quem conheceu essa discoteca fala dela com uma nostalgia bem compreensível e quase mítica.
      O Hyatt era um dos locais de Macau que eu mais frequentava. Outro era a Pousada de Coloane. E ainda o Fernando, em Hac-Sá. Etc, etc.
      Um dia destes inauguro por aqui uma série com as minhas memórias do Oriente. Quando me puxar para a veia saudosista.

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