Caros João e Pedro, Os Platters são uma referência. O Hyatt, infelizmente, já o não é. Agora é Regency, está degradado, velho, algo desprezado. Estava prevista a sua demolição para ali construir um outro hotel. Muito barulho, mas depois deu em nada. O local é apetecível e, como tal, estou em crer que, tarde ou cedo, o Regency desaparecerá para dar lugar a um outro hotel, ou a blocos de apartamentos. Este Regency só tem um bom dim sum. O resto foi tudo votado pouco menos que ao abandono.
É uma pena. Claro que as coisas não são eternas, mas o Hyatt foi o lugar mais recomendável durante muito tempo, especialmente enquanto a sua discoteca Green Parrot se destacou.
Grande discoteca, o Green Parrott: noites inesquecíveis que passámos lá, antes de as acabarmos (acabar é uma forma de dizer) no Lok Ün. E teve também um excelente restaurante – o Pescador, mais tarde chamado Afonso’s. Um dos melhores jantares que guardo na memória foi lá, num inesperado reencontro com ex-colegas do liceu de Díli.
Uma vez jantei no Pescador com a Maria de Lourdes Modesto, estava ela lá a dar um curso. Deixei-a escolher o jantar, como é evidente, e não me arrependi.
E eu recordo-me de um jantar regado a José de Sousa, tinto, em que a segunda garrafa me soube ainda melhor do que a primeira. Um jantar do outro mundo.
Esta música sempre me remete, instantaneamente, à figura do homem apaixonado. A culpa é do cinema!
Caros João e Pedro, A discoteca já não é do meu tempo (cheguei a Macau em 1995). O restaurante já tinha mudado de nome e de gerência. Desde então, foi em plano inclinado até desaparecer. Realmente, as coisas não são eternas. Mas também não era necessária esta voracidade desmedida, com modelos importados, feios, sem alma. Se vissem o New Century hoje em dia, acho que choravam. Aquela porra agora chama-se Greek Mithology , tem assim umas “estautas ” supostamente gregas, à entrada e no r/c, tudo muito plástico, com uns rapazes vestidos entre o grego e o romano….uma coisa que dá vómitos. Vou lá várias vezes porque é onde corto o cabelo (o tipo que estava no Hyatt mudou-se para lá). Depois há um outro, New Emperor , que tem umas barras de ouro no chão, por baixo de vidro inquebrável, um coche à porta, ladeado por chineses vestidos de guardas de Buckingham , e umas gajas com umas grandes bóias a engraxar os sapatos ao pessoal (pelo menos tinha, que eu só lá fui uma vez). Com o movimento que fazem para engraxar os sapatos, as “protuberâncias” também dão pulinhos e era ver filas intermináveis de gajos a quererem engraxar os sapatos ou a olhar para ….para…os outros. E não era para os sapatos! E podia falar no Starworld e nos ladyboys tailandeses. Mas acho que já perceberam o quadro. Que não é bonito.
Já percebi que ainda nos encontrámos por Macau: quando você chegou eu ainda aí vivia. O relato que nos faz coincide com todos quantos me têm chegado e que de algum modo me dissuadem de regressar para matar saudades. Não se pode matar saudades daquilo que já não existe. O Green Parrott, aliás, fechou muito antes de eu sair de Macau. Mas ainda hoje quem conheceu essa discoteca fala dela com uma nostalgia bem compreensível e quase mítica. O Hyatt era um dos locais de Macau que eu mais frequentava. Outro era a Pousada de Coloane. E ainda o Fernando, em Hac-Sá. Etc, etc. Um dia destes inauguro por aqui uma série com as minhas memórias do Oriente. Quando me puxar para a veia saudosista.
Uau!
Durante um jantar (e que jantar) nos anos 80, vi The Platters ao vivo no Hyatt-Macau. Mas metade deles já não eram os mesmos.
… Mas as canções, as vozes e o som… tudo igualzinho.
O Hyatt, na Taipa. Bons tempos, compadre. Belo hotel, belíssima piscina, fabulosa vista sobre a cidade de Macau.
O meu pai, Deus o tenha, fez quatro anos de tropa em Macau. Contava-me história maravilhosas.
Só podia contar histórias fabulosas, Lili. Fazer tropa em Macau era… indescritível.
Caros João e Pedro,
Os Platters são uma referência.
O Hyatt, infelizmente, já o não é.
Agora é Regency, está degradado, velho, algo desprezado.
Estava prevista a sua demolição para ali construir um outro hotel.
Muito barulho, mas depois deu em nada.
O local é apetecível e, como tal, estou em crer que, tarde ou cedo, o Regency desaparecerá para dar lugar a um outro hotel, ou a blocos de apartamentos.
Este Regency só tem um bom dim sum.
O resto foi tudo votado pouco menos que ao abandono.
É uma pena. Claro que as coisas não são eternas, mas o Hyatt foi o lugar mais recomendável durante muito tempo, especialmente enquanto a sua discoteca Green Parrot se destacou.
Grande discoteca, o Green Parrott: noites inesquecíveis que passámos lá, antes de as acabarmos (acabar é uma forma de dizer) no Lok Ün. E teve também um excelente restaurante – o Pescador, mais tarde chamado Afonso’s. Um dos melhores jantares que guardo na memória foi lá, num inesperado reencontro com ex-colegas do liceu de Díli.
Uma vez jantei no Pescador com a Maria de Lourdes Modesto, estava ela lá a dar um curso. Deixei-a escolher o jantar, como é evidente, e não me arrependi.
E eu recordo-me de um jantar regado a José de Sousa, tinto, em que a segunda garrafa me soube ainda melhor do que a primeira. Um jantar do outro mundo.
Esta música sempre me remete, instantaneamente, à figura do homem apaixonado. A culpa é do cinema!
A mim remete-me para uma prestação televisiva do ex-ministro Jorge Coelho, veja lá o contraste.
Bons slows…
PS- Como disse? Slows? O que é isso?! 🙂
Humn… Agora já marchava um slow. Ou slowava uma marcha, sei lá.
Que curioso, hoje, desde que acordei, que não me deixa de girar na cabeça a canção ”You’re allways on my mind” 🙂
Tenho de a colocar no meu LJ.
Deixe estar que essa há-de cá vir. Em sua homenagem.
Caros João e Pedro,
A discoteca já não é do meu tempo (cheguei a Macau em 1995).
O restaurante já tinha mudado de nome e de gerência.
Desde então, foi em plano inclinado até desaparecer.
Realmente, as coisas não são eternas.
Mas também não era necessária esta voracidade desmedida, com modelos importados, feios, sem alma.
Se vissem o New Century hoje em dia, acho que choravam.
Aquela porra agora chama-se Greek Mithology , tem assim umas “estautas ” supostamente gregas, à entrada e no r/c, tudo muito plástico, com uns rapazes vestidos entre o grego e o romano….uma coisa que dá vómitos.
Vou lá várias vezes porque é onde corto o cabelo (o tipo que estava no Hyatt mudou-se para lá).
Depois há um outro, New Emperor , que tem umas barras de ouro no chão, por baixo de vidro inquebrável, um coche à porta, ladeado por chineses vestidos de guardas de Buckingham , e umas gajas com umas grandes bóias a engraxar os sapatos ao pessoal (pelo menos tinha, que eu só lá fui uma vez).
Com o movimento que fazem para engraxar os sapatos, as “protuberâncias” também dão pulinhos e era ver filas intermináveis de gajos a quererem engraxar os sapatos ou a olhar para ….para…os outros.
E não era para os sapatos!
E podia falar no Starworld e nos ladyboys tailandeses.
Mas acho que já perceberam o quadro.
Que não é bonito.
Muito menos é Macau.
Entendo isso perfeitamente. Apanhei um ou outro caso de importação plastificada e de mau gosto, mas eram excepções. Tornou-se regra. É lamentável.
Já percebi que ainda nos encontrámos por Macau: quando você chegou eu ainda aí vivia. O relato que nos faz coincide com todos quantos me têm chegado e que de algum modo me dissuadem de regressar para matar saudades. Não se pode matar saudades daquilo que já não existe. O Green Parrott, aliás, fechou muito antes de eu sair de Macau. Mas ainda hoje quem conheceu essa discoteca fala dela com uma nostalgia bem compreensível e quase mítica.
O Hyatt era um dos locais de Macau que eu mais frequentava. Outro era a Pousada de Coloane. E ainda o Fernando, em Hac-Sá. Etc, etc.
Um dia destes inauguro por aqui uma série com as minhas memórias do Oriente. Quando me puxar para a veia saudosista.
Encontrámo-nos de certeza porque, durante mais de um ano, passava o fim-de-semana a aboborar no Hyatt.