Paris, avant-Vichy. Bom olho. (difícil é digerir a horrível pronúncia à moda dos cantores líricos). Este memo aqui tb não está mal: http://www.youtube.com/watch?v=iI2MPVflkbg
O Chevalier e quase todos os outros cantores da época cantavam desta maneira, Laura. Esta pesquisa que tenho vindo a fazer para a série Canções do Século (a mais antiga, até agora, é de 1912, a célebre ‘Ramona’ que a orquestra do Titanic interpretava quando o navio foi ao fundo) é interessante também para perceber como foi evoluindo a técnica vocal. É precisamente na década de 30 que a canção ganha um novo ritmo, uma nova respiração, um novo fraseado – com o Bing Crosby. Pouco anos depois o Sinatra levou isso ainda mais longe estabelecendo uma nova ‘gramática’ coral que só viria a ser modificada pelo João Gilberto e outros intérpretes da Bossa Nova. Que arrastavam ainda mais as frases, dando-lhes nova ênfase, quase as sussurrando. Asssim puseram definitivamente fora de moda os antigos ‘cantores de fundo de salão’, reminiscência do tempo anterior aos microfones de palco.
Interessantíssimo, Pedro, obg pela legenda. E depois veio a chansonnette, que de “-ette” não tinha nada, pq é uma melodia cheia de força e às vezes deliciosamente mordaz. E a bossa nova, o desafinado, etc. É muito curioso espreitar a história através da música, não há dúvida.
Paris, avant-Vichy. Bom olho. kbg
(difícil é digerir a horrível pronúncia à moda dos cantores líricos).
Este memo aqui tb não está mal: http://www.youtube.com/watch?v=iI2MPVfl
O Chevalier e quase todos os outros cantores da época cantavam desta maneira, Laura. Esta pesquisa que tenho vindo a fazer para a série Canções do Século (a mais antiga, até agora, é de 1912, a célebre ‘Ramona’ que a orquestra do Titanic interpretava quando o navio foi ao fundo) é interessante também para perceber como foi evoluindo a técnica vocal. É precisamente na década de 30 que a canção ganha um novo ritmo, uma nova respiração, um novo fraseado – com o Bing Crosby. Pouco anos depois o Sinatra levou isso ainda mais longe estabelecendo uma nova ‘gramática’ coral que só viria a ser modificada pelo João Gilberto e outros intérpretes da Bossa Nova. Que arrastavam ainda mais as frases, dando-lhes nova ênfase, quase as sussurrando. Asssim puseram definitivamente fora de moda os antigos ‘cantores de fundo de salão’, reminiscência do tempo anterior aos microfones de palco.
Interessantíssimo, Pedro, obg pela legenda. E depois veio a chansonnette, que de “-ette” não tinha nada, pq é uma melodia cheia de força e às vezes deliciosamente mordaz. E a bossa nova, o desafinado, etc.
É muito curioso espreitar a história através da música, não há dúvida.
Eu sou um curioso destas coisas, Laura (entre tantas outras). Não me contento em ouvir a música: gosto sempre de saber mais sobre ela.