0 comentários em “As canções do século (1971)”

  1. Canção que venceu o Festival desse ano com 29 pontos, deixando de repente em 2º lugar o Cliff Richard e “Congratulations” (que perdeu assim as ditas…).

    Digo que “deixou de repente” em 2º lugar porque, segundo rezam as crónicas dado que já ninguém se lembra disso, mesmo no fim a Alemanha deu-lhe 6 pontos e pimba!

    É claro que o “Congratulations” ainda anda por aí em colectâneas variadas e o “La la la” nem por isso, é a vida…

    Quando da comemoração dos 50 anos do Festival da Eurovisão (Copenhague, 22 de Outubro de 2005) foi este o título escolhido para o programa e foi Cliff Richard que fez o discurso de abertura logo a seguir ao hino da Eurovisão (que é a marcha inicial do “Te Deum” do compositor francês do fim do século XVII Marc-Antoine Charpentier).

    Portugal foi representado por Carlos Mendes, a canção “Verão” e teve 5 pontos.

    Ainda me lembro de estar a olhar para aquilo e hoje foi o neto mais velho que cozinhou uns petiscos para o almoço…

    1. 1968: os ingleses perderam o Festival da Eurovisão em casa, à tangente. Para compensar, nesse mesmo ano – um mês depois, creio – o Manchester United a Taça dos Campeões Europeus, também em Londres, contra o Benfica.

  2. Lembro-me de estar a ver aquilo na qualidade de solteiro e bom rapaz, claro, há uma eternidade.

    Faltou dizer isso, senão esta de ter netos a fazerem petiscos não vinha para aqui.

    1. Foi uma vitória da Espanha franquista (com votos portugueses) que na altura indignou muita gente de esquerda. A Massiel, coitada, não tinha culpa nenhuma e ficou com esse estigma.

  3. Ainda me lembro de achar que o Serrat não cantava nada de jeito e que esta sim, era uma excelente intérprete…
    Quando somos miúdos há coisas que nos passam um bocado ao lado, como a política e a beleza de um dialecto local.
    Grande Serrat…

      1. Quem ganhou o Festival da Canção Espanhol, como é do conhecimento público, foi o Serrat, cantando em catalão, coisa que não foi bem vista pelos Franquistas de então , que se apressaram a substituir o intérprete. O Meu pai dizia que ele era separatista, o que para mim era chinês e claro está que o que a Massiel cantava, nós entendíamos, já o guapo Joan, nem por isso. O meu pai arranjou a música em catalão, o verdadeiro e original La La La assim que conseguiu 🙂
        Lembrei-me disto tudo porque um delituoso escreveu sobre a Eurovisão da Canção e a s politiquices de bastidores, veja lá 🙂 🙂 🙂

        1. Serrat é hoje um ícone da boa música de toda a Espanha, que transcende largamente a Catalunha. Ele e alguns outros como o Joaquin Sabina, por exemplo. Não é separatista, pelo contrário. É, sim, nacionalista no sentido de cultivar a língua nacional – o mais profundo elo de ligação entre os catalães.

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