0 comentários em “As canções do século (1931)”

  1. Uma belíssima canção de Georges Brassens, não por acaso na voz de Patachou, de seu nome Henriette Ragon e que esperamos festeje os seus 97 anos no próximo 10 de Junho.

    E digo “não por acaso” porque foi no cabaret-restaurante “Patachou”, que ela e o seu marido tinham em Montmartre, que Brassens se estreou e foi Patachou a 1ª pessoa a cantar as canções dele.

    Poucas cantoras representam tão bem Paris ou mais própriamente “Paname”, a alcunha popular da capital francesa.

    1. É verdade, meu caro. Patachou é quase centenária. Como Vera Lynn. Ando com vontade de escrever sobre nomes grandes da canção de há várias décadas que ainda se encontram entre nós. O Aznavour, a Gréco, o Bennett, a Doris Day, vários outros.

      1. Uma excelente ideia, tudo malta que, como o meu amigo imagina me ajuda a encher – no melhor sentido do termo – muita prateleira.

        Greco vem desde a minha mais tenra infância (a infância não é toda ela tenra, ao contrário do que muitos pensam).
        “Si tu t’imagines”, “Je suis comme je suis”, “Les dames de la poste”, “Je hais les dimanches”, “Les feuilles mortes” estavam num LP daqueles pequeninos de 10” que meu Pai ouvia quase todos os dias teria eu 7 ou 8 anos.
        Ainda dou por mim a trautear “Les dames de la poste”, essa fabulosa letra do fabuloso e tão esquecido comediante que foi Francis Blanche.

        Bennett é o meu crooner favorito, ainda que reconheça que Sinatra é “outro mundo” e Tormé lhe é em parte equiparável.
        De resto a história de Bennett vale a pena ser contada, “ressuscitado” pelo filho que ainda hoje lhe gere a carreira quando estava na fossa total e mais perto de dar um tiro em si próprio do que de começar a cantar…
        Andei aí pelo país o suficiente e em épocas onde ainda havia umas lojas de discos “perdidas” para encontrar quase tudo dele, incluindo o raríssimo “The Playground”.

        Estupidamente andei demasiados anos a associar Doris Day quase só ao “Que sera, que sera” mas uma colecção que a SONY está a editar e que se enconta pelas FNAC a 5€ o pack de 3 CD permitiu-me reencontrar vários casos para mim perdidos.
        Incluo neles Dean Martin, que pouco mais apreciava para além do “RAT PACK”, do “Rio Bravo” e do “My pony, my rifle and me” (do “Rio Bravo” falámos aqui há dias, acho eu).

        A minha conversa vai longa mas tenho andado a ouvir muita coisa de Julie London (não sou de revoadas mas calhou), não que seja uma cantora excepcional mas porque tem uma “sensualidade” que poucas alguma vez tiveram.
        E não era só a voz, as capas dos discos dela também eram notáveis nesse particular.
        Um director da “Liberty Records”, a editora dela, disse um dia que era a única cantora que vendia discos a homens que não tinham gira-discos.
        No entanto era pacatíssima, o 1º casamento não durou muito mas o 2º durou 40 anos e não durou mais porque o marido morreu.
        E recusou sempre papéis no cinema onde se procurasse explorar esse lado mais “sexy”.

        A conversa vai longa, estou aqui pela Beira Alta e esperam-me todos os dias almoços e jantares escandalosamente bons e não menos escandalosamente baratos.
        Lá vou para outro!

        Grande abraço

        PS- Do Aznavour não falo, é quase uma 2ª pele minha, como sabe.

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