Caro Pedro, permita-me que, continuando com Mário-Henrique Leiria e com a obra já por mim referenciada – Novos Contos do Gin, 2ª ed. (Editorial Estampa), aproveite o título da canção, que apresenta, e discorra sobre um poema / texto com o mesmo título (pp. 99, 100):
«A BANANA
Era uma Velha tinha uma touca estava sentada lá na Aldeia com generais imperativos e marciais lá na Aldeia também havia alguns pardais bastante menos que generais e muito menos marciais
mas o que se impunha era educar e impor a lei em posição mais marcial que a do pardal que tal que tal que tal e a Velha querida perna estendida e sorridente e cordeal já prometi a importação a exportação e algum grão de bico de bico de bico
parece então que foi então que quem não era general nem considerado com preparação operacional na construção reconstrução constipação do bananal nacional viva Tentugal e não tinha o menor bico pico pico serenico sentiu que só sol e só Velha com uma touca que louca que louca que louca era tristeza era pobreza e coisa pouca e foi-se embora para Chucrute para Bolero para Zamora e até pra França deixando o bico tão rico tão rico tão rico marcando passo requiquitico em contradança com generais industriais da construção da exportação da importação e de algum grão de bico de bico de bico»
Curiosamente comprei ontem um CD em que esta vinha incluída.
Para um coleccionador “desvairado” como o meu amigo sabe que eu sou devo reconhecer que é uma vergonha.
Shame on me!
Aprecio estas coincidências, meu caro. Aliás, sou coleccionador de coincidências.
http://www.youtube.com/watch?v=wtiCO_7__ 5Q
http://www.youtube.com/watch?v=BJNeuYyZA dU
Ora cá temos uma fruta inspiradora de talentos musicais. Quem diria?
Caro Pedro,
permita-me que, continuando com Mário-Henrique Leiria e com a obra já por mim referenciada – Novos Contos do Gin, 2ª ed. (Editorial Estampa), aproveite o título da canção, que apresenta, e discorra sobre um poema / texto com o mesmo título (pp. 99, 100):
«A BANANA
Era uma Velha
tinha uma touca
estava sentada lá na Aldeia
com generais
imperativos e marciais
lá na Aldeia
também havia
alguns pardais
bastante menos que generais
e muito menos
marciais
mas o que se impunha
era educar
e impor a lei
em posição mais marcial
que a do pardal
que tal que tal que tal
e a Velha querida
perna estendida
e sorridente e cordeal
já prometi
a importação a exportação
e algum grão
de bico de bico de bico
parece então que foi
então
que quem não era general
nem considerado
com preparação operacional
na construção
reconstrução constipação
do bananal nacional
viva Tentugal
e não tinha o menor bico
pico pico serenico
sentiu que só sol
e só Velha com uma touca
que louca que louca que louca
era tristeza era pobreza
e coisa pouca
e foi-se embora
para Chucrute
para Bolero
para Zamora
e até pra França
deixando o bico
tão rico tão rico tão rico
marcando passo requiquitico
em contradança
com generais industriais
da construção
da exportação da importação
e de algum grão
de bico de bico de bico»
Excelente, meu caro. Uma vez mais. E vem a propósito da canção do Belafonte.
Caro Pedro,
não querendo ser aborrecido, ainda a propósito de bananas, do mesmo autor na mesma obra (p.57)
«EXPLICAÇÃO RIGOROSA
Esperar
o quê?
uma máquina
de transformar bananas
em governos?
(…) »
Não aborrece nada, meu caro. Pode crer.
https://www.youtube.com/watch?v=IeDxtofD gsI
… Sempre a mesma fruta. Dá pano para mangas. (E manga é fruta também).