Um dos resultados de ter passado alguns (poucos) anos da minha vida em Madrid foi ter passado a conhecer expressões da cultura musical espanhola (a jota aragonesa e navarra, o flamenco andaluz e a copla madrilena onde incluo o chótis ) que nunca ou raramente passam a fronteira. Mas que quando com elas convivemos todos os dias pela rádio e TV entram no nosso ouvido e até na nossa emoção. Ainda hoje trago CD’s de coplas no carro – e Sin enbargo te quiero é uma das mais ouvidas. Cuidado com a exposição à cultura espanhola: com muitos pontos de contacto com a nossa e com uma força que a excede é muito facilmente assimilável – não é preciso muito para, nesse contacto, nos espanholizarmos rapidamente. Vivi muito mais tempo em Bruxelas do que em Madrid, exposto à cultura musical franco-belga e o efeito, quando comparado com o “efeito espanhol” foi negligenciável. A copla entra e fica – a chanson , mesmo que se goste (e eu gosto bastante, de Bécaud a Aznavour e à Piaf ) entra, mas não ganha raízes. Enfim, nostalgias de um outro tempo…
Agradeço-lhe muito o comentário. Só por isso já teria valido a pena eu ter trazido Conchita Piquer para estas ‘canções do século’. Se quiser deixar aqui sugestões de outras canções, faça favor. Serão bem-vindas. Bom ano.
Um dos resultados de ter passado alguns (poucos) anos da minha vida em Madrid foi ter passado a conhecer expressões da cultura musical espanhola (a jota aragonesa e navarra, o flamenco andaluz e a copla madrilena onde incluo o chótis ) que nunca ou raramente passam a fronteira. Mas que quando com elas convivemos todos os dias pela rádio e TV entram no nosso ouvido e até na nossa emoção. Ainda hoje trago CD’s de coplas no carro – e Sin enbargo te quiero é uma das mais ouvidas. Cuidado com a exposição à cultura espanhola: com muitos pontos de contacto com a nossa e com uma força que a excede é muito facilmente assimilável – não é preciso muito para, nesse contacto, nos espanholizarmos rapidamente. Vivi muito mais tempo em Bruxelas do que em Madrid, exposto à cultura musical franco-belga e o efeito, quando comparado com o “efeito espanhol” foi negligenciável. A copla entra e fica – a chanson , mesmo que se goste (e eu gosto bastante, de Bécaud a Aznavour e à Piaf ) entra, mas não ganha raízes. Enfim, nostalgias de um outro tempo…
Agradeço-lhe muito o comentário. Só por isso já teria valido a pena eu ter trazido Conchita Piquer para estas ‘canções do século’.
Se quiser deixar aqui sugestões de outras canções, faça favor. Serão bem-vindas.
Bom ano.