O filme na altura criou perturbação em muitas mentes por aí , isso dá ideia do país que éramos em 1966 , como já tinha 20 anos lembro-me bem . É das tais coisas que já nem me atrevo a comentar ao pé dos netos adolescentes , não vão eles por casualidade começarem a ver o filme (duvido que aguentem muito …) e me acharem completamente “passado” (ainda mais , claro !).
A banda sonora contava ainda com uma canção “meio cantada , meio dita” de Vinicius de Moraes e Baden Powell , o “Samba Saravah” que o Pierre Barouh cantou e que o Vinicius incluía em todos os espectáculos ao vivo , de preferência nos mais intimistas com pequenas audiências a acompanhá-lo .
É uma das mais memoráveis partituras compostas desde sempre para um filme, com a assinatura do maestro Francis Lai (célebre também pela banda sonora de ‘Love Story’). Um daqueles casos em que a música ganhou mais fama do que o filme – apesar de ‘Um Homem e uma Mulher’, de Claude Lelouch, ter ganho a Palma de Ouro em Cannes, o Globo de Ouro e o Óscar para Melhor Filme Estrangeiro. Vi o filme há muitos anos e conservei dele uma imagem muito difusa: uma bela fotografia a preto e branco, cenas à beira-mar, debaixo de chuva, um casal num automóvel. E a música. Gostava de rever esse filme. Nunca mais me cruzei com ele. Nem vi a continuação, feita 20 anos depois pelo mesmo realizador e com os mesmos dois intérpretes principais, Anouk Aimée e Jean-Louis Trintignant.
Há muitos anos que não se vê o filme por aí em DVD , o mercado nacional é pequeno e o número de pessoas eventualmente interessadas em comprá-lo mesmo (que é muito diferente de dizerem que o comprariam …) é decerto diminuto .
Claro que temos sempre o recurso à Amazon , onde mesmo assim o original não está particularmente barato (sem legendas em português mas eu sei que isso não é problema para si) .
Passe a publicidade , mas eles não precisam dela :
Na amazon inglesa custa 18 libras , o que vem dar ao mesmo .
Também não vi a sequela e acho que foi melhor assim , constou-me que não era grande ideia para quem tinha gostado tanto do original . Se calhar agora , com quase mais 50 anos em cima de um e quase 30 do outro não fôsse má ideia .
É como diz: certos filmes tornaram-se quase invisíveis por serem muito difíceis de adquirir no mercado DVD (quando existem neste formato, o que nem sempre acontece). Por outro lado nem nas cinematecas nem nos canais ‘memória’ podemos reencontrá-los. É o caso deste, o que me suscita estranheza pois foi premiado em Nova Iorque, Hollywood e Cannes. Quanto à sequela: também não tive o menor interesse em vê-la na época. Aconteceu-me algo semelhante com ‘Texasville’, a continuação de ‘A Última Sessão’ vinte anos depois (1971/1991). Gostei tanto do primeiro filme que sempre o imaginei de algum modo “estragado” por uma sequência que me parecia despropositada. Apesar de ambos terem a mesma assinatura na realização: Peter Bogdanovich. Hoje já tenho algum interesse em ver esse filme de 1986. Mas para isso teria de rever ‘Um Homem e uma Mulher’. Enquanto isso não sucede, fico-me pela música.
Totalmente de acordo no que respeita à sensação de que as sequências podem “estragar” a excelente ideia que tínhamos do primeiro filme . Para mais 10 ou 20 anos depois já nós próprios vivemos tanta coisa que tudo isso ainda nos poderia parecer mais “absurdo” .
Mas não era só isto , que lhe vinha dizer . Como já deve ter percebido sou grande coleccionador de música mas nem tanto de filmes (ainda que tenha muitos) . Infelizmente não tenho “Un homme et une femme” nem a sequência “Un homme et une femme , 20 ans dèjà” , que depois de o ler também me apetece rever (o 1º) e ver (o 2º). Só que os grandes coleccionadores de umas coisas têm habitualmente entre os seus amigos e conhecidos outros grandes coleccionadores , o intercâmbio de ideias e a partilha de “suportes” são essenciais quando se anda nestas vidas como noutras .
Acontece que tenho um grande amigo com quem acabo de confirmar que tem os dois e que me vai providenciar o acesso aos mesmos . Assim , e se estiver interessado , poderei também providenciar o acesso aos mesmos da sua parte . Os DVD dele foram comprados fora de Portugal dado que ele trabalhou muitos anos fora e não têm legendas em português , mas eu sei que isso não é um problema para si .
Aguardo assim notícias suas , depois se combinaria onde eu os deixaria , mas só lá para a 1ª semana de Dezembro (vou estar pelas Beiras até dia 29 ou 30) .
Um abraço
PS – Nos dias que estou em Lisboa tenho grandes disponibilidades de tempo e facilidades nas deslocações , não me custa nada .
Não quero causar-lhe qualquer incómodo mas terei naturalmente todo o gosto nisso, meu caro. Combinaremos pormenores depois.
Como lhe disse , não me causa qualquer incómodo e tenho muito prazer nisso , fraca contrapartida ao meu dispôr face ao que a leitura dos seus textos me tem proporcionado .
Nos dias que estou em Lisboa todos os meses tenho normalmente a 2ª e a 3ª feira livres , estou reformado “ma non troppo” , aproveito assim esses dias para estar com os amigos e dar grandes voltas a pé por “essa Lisboa que eu amo” , chego a andar 4 a 5 horas por aí , entre alfarrabistas e lojas de música em 2ª mão , à procura de preciosidades , pelo menos para mim são .
Portanto passo por qualquer sítio e a qualquer hora e deixo o que houver a deixar . Só agradeço que me diga se , com o aproximar da data , o contacto por aqui ou pelo mail que indica no seu perfil .
Um abraço
Caro Pedro Correia
Volto aqui com uma má e uma boa notícia . A má é que o meu amigo afinal não tem a sequela do filme (já explico) . A boa é que não há mais más notícias .
Pois os filmes tinham sido comprados em Espanha há uns 10 anos , numa loja de 2ª mão e ainda estavam no celofane , eram para “colecção” pois ele já os tinha visto no cinema . No caso do 2º , o dos “20 anos depois” , o conteúdo não correspondia à caixa e agora já é muito tarde para lá ír refilar , estou farto de lhe dizer que se abre logo e se vê se está tudo bem , para mais em 2ª mão convém verificar logo se não estão riscados .
Quanto ao 1º já tenho comigo um “exemplar” que lhe deixarei na próxima 2ª ou 3ª feira (dia 2 ou 3) onde disser . Tenho todo o tempo do mundo quando desço à capital , a minha ocupação é mesmo andar por Lisboa calmamente a pé para compensar os anos em que andei por Lisboa apressadamente de carro .
Depois só voltarei a estar em Lisboa ou 2 ou 3 semanas depois , a época do Natal baralha-me os horários , não que eu ligue alguma coisa mas filhos e netos “obligent” e eles estão todos em Lisboa .
Moro na zona do Castelo , nos poucos dias que agora estou em Lisboa desço a pé até à Baixa onde habitualmente almoço com amigos e conhecidos , dali o metro leva-me a toda a parte , como lhe disse não me custa nada . Basta indicar-me um local que lhe convenha , uma loja ou um escritório e lá o deixo.
O filme na altura criou perturbação em muitas mentes por aí , isso dá ideia do país que éramos em 1966 , como já tinha 20 anos lembro-me bem .
É das tais coisas que já nem me atrevo a comentar ao pé dos netos adolescentes , não vão eles por casualidade começarem a ver o filme (duvido que aguentem muito …) e me acharem completamente “passado” (ainda mais , claro !).
A banda sonora contava ainda com uma canção “meio cantada , meio dita” de Vinicius de Moraes e Baden Powell , o “Samba Saravah” que o Pierre Barouh cantou e que o Vinicius incluía em todos os espectáculos ao vivo , de preferência nos mais intimistas com pequenas audiências a acompanhá-lo .
É uma das mais memoráveis partituras compostas desde sempre para um filme, com a assinatura do maestro Francis Lai (célebre também pela banda sonora de ‘Love Story’). Um daqueles casos em que a música ganhou mais fama do que o filme – apesar de ‘Um Homem e uma Mulher’, de Claude Lelouch, ter ganho a Palma de Ouro em Cannes, o Globo de Ouro e o Óscar para Melhor Filme Estrangeiro.
Vi o filme há muitos anos e conservei dele uma imagem muito difusa: uma bela fotografia a preto e branco, cenas à beira-mar, debaixo de chuva, um casal num automóvel. E a música.
Gostava de rever esse filme. Nunca mais me cruzei com ele. Nem vi a continuação, feita 20 anos depois pelo mesmo realizador e com os mesmos dois intérpretes principais, Anouk Aimée e Jean-Louis Trintignant.
Há muitos anos que não se vê o filme por aí em DVD , o mercado nacional é pequeno e o número de pessoas eventualmente interessadas em comprá-lo mesmo (que é muito diferente de dizerem que o comprariam …) é decerto diminuto .
Claro que temos sempre o recurso à Amazon , onde mesmo assim o original não está particularmente barato (sem legendas em português mas eu sei que isso não é problema para si) .
Passe a publicidade , mas eles não precisam dela :
http://www.amazon.fr/s/ref=nb_sb_noss_1/2 76-0828862-1215243?__mk_fr_FR=%C3%85M%C3%8 5%C5%BD%C3%95%C3%91&url=search-alias%3Ddvd&fieldkeywords=un%20homme%20et%20une%20fe mme&sprefix=un+homme+e%2Cdvd&rh=i%3Advd%2Ck%3Aun%20homme%20et%20une%2 0femme
Na amazon inglesa custa 18 libras , o que vem dar ao mesmo .
Também não vi a sequela e acho que foi melhor assim , constou-me que não era grande ideia para quem tinha gostado tanto do original .
Se calhar agora , com quase mais 50 anos em cima de um e quase 30 do outro não fôsse má ideia .
É como diz: certos filmes tornaram-se quase invisíveis por serem muito difíceis de adquirir no mercado DVD (quando existem neste formato, o que nem sempre acontece). Por outro lado nem nas cinematecas nem nos canais ‘memória’ podemos reencontrá-los. É o caso deste, o que me suscita estranheza pois foi premiado em Nova Iorque, Hollywood e Cannes.
Quanto à sequela: também não tive o menor interesse em vê-la na época. Aconteceu-me algo semelhante com ‘Texasville’, a continuação de ‘A Última Sessão’ vinte anos depois (1971/1991). Gostei tanto do primeiro filme que sempre o imaginei de algum modo “estragado” por uma sequência que me parecia despropositada. Apesar de ambos terem a mesma assinatura na realização: Peter Bogdanovich.
Hoje já tenho algum interesse em ver esse filme de 1986. Mas para isso teria de rever ‘Um Homem e uma Mulher’. Enquanto isso não sucede, fico-me pela música.
Caro Pedro Correia
Totalmente de acordo no que respeita à sensação de que as sequências podem “estragar” a excelente ideia que tínhamos do primeiro filme .
Para mais 10 ou 20 anos depois já nós próprios vivemos tanta coisa que tudo isso ainda nos poderia parecer mais “absurdo” .
Mas não era só isto , que lhe vinha dizer .
Como já deve ter percebido sou grande coleccionador de música mas nem tanto de filmes (ainda que tenha muitos) .
Infelizmente não tenho “Un homme et une femme” nem a sequência “Un homme et une femme , 20 ans dèjà” , que depois de o ler também me apetece rever (o 1º) e ver (o 2º).
Só que os grandes coleccionadores de umas coisas têm habitualmente entre os seus amigos e conhecidos outros grandes coleccionadores , o intercâmbio de ideias e a partilha de “suportes” são essenciais quando se anda nestas vidas como noutras .
Acontece que tenho um grande amigo com quem acabo de confirmar que tem os dois e que me vai providenciar o acesso aos mesmos .
Assim , e se estiver interessado , poderei também providenciar o acesso aos mesmos da sua parte .
Os DVD dele foram comprados fora de Portugal dado que ele trabalhou muitos anos fora e não têm legendas em português , mas eu sei que isso não é um problema para si .
Aguardo assim notícias suas , depois se combinaria onde eu os deixaria , mas só lá para a 1ª semana de Dezembro (vou estar pelas Beiras até dia 29 ou 30) .
Um abraço
PS – Nos dias que estou em Lisboa tenho grandes disponibilidades de tempo e facilidades nas deslocações , não me custa nada .
Não quero causar-lhe qualquer incómodo mas terei naturalmente todo o gosto nisso, meu caro. Combinaremos pormenores depois.
Como lhe disse , não me causa qualquer incómodo e tenho muito prazer nisso , fraca contrapartida ao meu dispôr face ao que a leitura dos seus textos me tem
proporcionado .
Nos dias que estou em Lisboa todos os meses tenho normalmente a 2ª e a 3ª feira livres , estou reformado “ma non troppo” , aproveito assim esses dias para estar com os amigos e dar grandes voltas a pé por “essa Lisboa que eu amo” , chego a andar 4 a 5 horas por aí , entre alfarrabistas e lojas de música em 2ª mão , à procura de preciosidades , pelo menos para mim são .
Portanto passo por qualquer sítio e a qualquer hora e deixo o que houver a deixar .
Só agradeço que me diga se , com o aproximar da data , o contacto por aqui ou pelo mail que indica no seu perfil .
Um abraço
Caro Pedro Correia
Volto aqui com uma má e uma boa notícia .
A má é que o meu amigo afinal não tem a sequela do filme (já explico) .
A boa é que não há mais más notícias .
Pois os filmes tinham sido comprados em Espanha há uns 10 anos , numa loja de 2ª mão e ainda estavam no celofane , eram para “colecção” pois ele já os tinha visto no cinema .
No caso do 2º , o dos “20 anos depois” , o conteúdo não correspondia à caixa e agora já é muito tarde para lá ír refilar , estou farto de lhe dizer que se abre logo e se vê se está tudo bem , para mais em 2ª mão convém verificar logo se não estão riscados .
Quanto ao 1º já tenho comigo um “exemplar” que lhe deixarei na próxima 2ª ou 3ª feira (dia 2 ou 3) onde disser .
Tenho todo o tempo do mundo quando desço à capital , a minha ocupação é mesmo andar por Lisboa calmamente a pé para compensar os anos em que andei por Lisboa apressadamente de carro .
Depois só voltarei a estar em Lisboa ou 2 ou 3 semanas depois , a época do Natal baralha-me os horários , não que eu ligue alguma coisa mas filhos e netos “obligent” e eles estão todos em Lisboa .
Moro na zona do Castelo , nos poucos dias que agora estou em Lisboa desço a pé até à Baixa onde habitualmente almoço com amigos e conhecidos , dali o metro leva-me a toda a parte , como lhe disse não me custa nada .
Basta indicar-me um local que lhe convenha , uma loja ou um escritório e lá o deixo.
Um abraço