Decidi chamar-lhe As canções do século. É uma série que por aqui ficará ao longo de todo o ano de 2010, estabelecendo uma fronteira natural entre cada dia que vai passando e tendo por vezes algo a ver com esse dia. Uma série que visa recordar a melhor música do século XX, nos seus mais diversos géneros e proveniências, sem privilegiar nenhum. Cruzo aqui, naturalmente, os meus gostos pessoais com muitas referências obrigatórias da música popular do século passado que mantêm ecos permanentes nos nossos dias. É uma secção que viverá também das sugestões dos leitores: desde já fica o pedido para que nos falem das suas canções favoritas, que poderão figurar nesta galeria. Uma única regra existe à partida: só passará por aqui música cantada. Isto exclui temas instrumentais de que gosto muito, dos Shadows a Paco de Lucía, do In the Mood ao Samba pa Ti. A música portuguesa terá um tratamento à parte, como mais tarde se verá. Mas também nesta matéria agradeço todas as sugestões que quiserem dar-me. Com a certeza antecipada de que 2010 será um ano cheio de canções aqui no DELITO DE OPINIÃO. Enquanto os políticos tentam dar-nos música (sem o conseguirem) um pouco por toda a parte.
As canções do século
Pedro Correia,

Pedro
Mais uma série do Delito, óptimo!
Tenho seguido a série “cinema”, a “leituras” e a “belles toujours”. (Lembrar que “a melhor década do cinema” está parada há já uns meses… sou uma chata, não sou?)
Música, pois. É tão difícil destacar aqui uma preferida…
Terei de rever alguns CDs para me decidir.
Da música portuguesa, “A Noite Passada” do Sérgio Godinho. Registei-a para sempre e sempre me fascina… Mas há outras dos anos 70…
Um Bom Ano 2010 para todos os Delitos e muito especialmente para si, que tem iluminado este espaço de alegre troca de ideias e de provocações delituosas!
Ana
canções do século… mas elas são tantas, homem!… e para tantos gostos.
coisa difícil. quero dizer… fico pelo la vie en rose ou pelo games without frontiers?
meteste-te numa…
Com a tua ajuda será mais fácil.
Obrigado pelas suas palavras sempre tão simpáticas, Ana. A série sobre os anos 50 há-de ser retomada aqui – até ao fim. O texto que escrevi sobre 1959 é de algum modo uma introdução a ela. Fique atenta, já a partir de Janeiro. Desejo-lhe óptimas entradas e um excelente 2010.
Não sei se percebi bem como vai esta série materializar-se aqui no Delito, mas se estamos a falar de música (e de preferências musicais), então deixo duas sugestões, como se costuma dizer, “muito cá da casa” (da minha, entenda-se): Joy Division, que são incontornáveis na história da música do século XX, e Radiohead, a banda que terá porventura feito a melhor transição do século XX para o XXI.
Já sugerir uma música de cada banda é mais complicado (são tantas, e tão boas), mas arrisco: She’s Lost Control, dos Joy Division, por qualquer coisa que não consigo explicar bem (pelo menos a esta hora), e Idioteque, dos Radiohead, por ter marcado a “mudança de século” da banda.
Enfim, não sei se era isto que o Pedro tinha em mente, mas fica a tentativa 🙂
Muito bem, John: devidamente anotadas as primeiras sugestões. É isso mesmo que se pretende. Os Radiohead, de qualquer modo, já figuravam na minha lista. Aguardo por mais.
Deixo-lhe mais algumas, então:
Magazine. Uma excelente banda de finais de 70/inícios de 80, que estranhamente passou ao lado do recente movimento que recuperou algumas bandas da época. Sugiro a música Shot by Both Sides.
This Mortal Coil. A cover de Song to the Siren foi uma das mais belas músicas dos anos 80.
The Smiths. Por todos os motivos óbvios. Sugiro a How Soon Is Now?
The Cranberries. Não há alma que tenha vivido nos anos 90 que não os conheça. A música Zombie é, a meu ver, a melhor “música de protesto” que já ouvi. Mas a minha sugestão é mesmo a Linger.
Para o ano deixo mais algumas 🙂
Obrigado pelas dicas, John. Abraço.
Excelente ideia. E permito-me deixar uma sugestão (mesmo não sabendo se seria essa a intenção): apresente as músicas obedecendo à sua cronologia. Independentemente do valor intrínseco de cada música, alguma contextualização torna a coisa ainda mais gira.
Cheguei a pensar nisso, mas o trabalho – que já será muito – duplicaria. E impedir-me-ia de trazer aqui certas canções em dias específicos do ano, como pretendo fazer. Optei por misturar épocas e estilos, o que também terá o seu interesse.
Não me atrevo a dar sugestões Pedro, tenho a certeza que os seus arquivos e gosto farão desta série um ponto de encontro feliz e consensual de todos os frequentadores do DO.
E eu atrevo-me a dizer que por aqui passarão canções de que gostará, Ariel. Muito.
Boa ideia! Hei-de ir contribuindo com sugestões, para já espero pelas tuas. Presumo que não faltarão por aqui os grandes intérpretes franceses, brasileiros e alguns espanhóis, que sempre estarão no topo da minha lista.
Claro, claro. Também da minha, Ana.
Belíssima ideia, Pedro. Missão nada fácil – mas nada que o Pedro não seja capaz, aliás só tem dado provas disso… Subscrevo as preferências musicais da Ana Vidal , se ela não se importar ;)) Então, aguardo e, se for oportuno, darei o meu palpite;))
Aposto que vai gostar…
Mais uma série que promete. Nem me atrevo a fazer sugestões. Fico à espera cheia de entusiasmo.
[Mas que trabalheira vai ter, Pedro Correia… Fica com o trabalho de casa mais do que feito para quando a TSF o convidar a divulgar a sua Playlist …]
:)))
Boa piada, Maria do Sol.
Piada, eu? Nã-nã. Tomaram muitas playlists que já se mostraram por lá. Essa é que é essa!
:)))
Não é feio e saloio dizer-se que se gosta dos Beatles, pois não?
Nem pensar, João. Os Beatles nunca passam de moda. Aliás já foi ‘feio e saloio’ gostar dos Abba e hoje é chique gostar deles.
Belíssima ideia, Pedro.
Espero que gostes, Leonor.
Caramba, Pedro: parabéns por essa tarefa Hercúlea que certamente irei seguir com curiosidade! Já pensei meter-me ao trabalho em algo parecido.
Feliz Ano Novo para si e para toda a equipa do Delito.
Obrigado, João. Feliz 2010 também para si.
Feliz 2010, João.
Sem o saber, acabei de dar uma dica, no penúltimo post: Imagine, de John Lennon, que acho eternamente bela e cada vez mais a propósito, se sonhadores bastassem.
Nos temas portugueses, há um autor e cantor que me enche as medidas, o António Variações e de imediato, começo a cantar o Maria Albertina e talvez o que ouço mais A culpa é da vontade. Ambos poderiam ter sido escritos hoje.
Com as sugestões feitas, esqueci, por momentos, do essencial: Parabéns, Pedro, por semelhante iniciativa, que nos leva por momentos a sonhar ou a remexer no nosso álbum de memórias e concordo em absoluto com a última frase.
Pelo menos, ouçamos música ….