Venezuela à espera da chuva põe função pública a trabalhar dois dias por semana.
Ou a prova de como, sem as grilhetas da União Europeia, do euro ou da inexistência de petróleo, um dos paraísos do socialismo está cada vez melhor.
Venezuela à espera da chuva põe função pública a trabalhar dois dias por semana.
Ou a prova de como, sem as grilhetas da União Europeia, do euro ou da inexistência de petróleo, um dos paraísos do socialismo está cada vez melhor.
Isto só acontece
Porque o São Pedro é um reaccionário que boicota a revolução chavista ou madurista
Claro que São Pedro é reaccionário. Desde logo, é Santo e não Santa (ou, vá lá, Sante). Depois, assegura-se do cumprimento das regras e só dá acesso ao Paraíso a quem as cumpre – não há nada pior para uma esquerda assente em utopias e discursos grandiloquentes.
O José António há de me explicar o que é que a falta de chuva e a consequente escassez de eletricidade têm a ver com o socialismo, ou com o regime político em geral.
E que raio de atenção que as pessoas têm a mania de dedicar à Venezuela. Em África, por exemplo, praticamente todos os países sofrem de brutal escassez de eletricidade e ninguém presta atenção a esse fenómeno – só a Venezuela é que é motivo de todas as atenções.
Pensei que era óbvio: porque a Venezuela é o exemplo acabado dos efeitos das políticas populistas de esquerda. A temporária falta de chuva seria um detalhe quase irrelevante num país bem governado.
Praticamente todos os países pobres têm graves problemas de falta de energia elétrica. (Portugal também os tinha há 50 anos atrás, quando “apagões” eram muito frequentes – ainda bem me lembro deles na minha infância.) Praticamente todos os países pobres têm sistemas produtores de eletricidade deficientes, por exemplo assentes apenas em barragens e portanto suscetíveis de colapsar quando os caudais dos rios são escassos.
A Venezuela é um país pobre que tem um sistema produtor de eletricidade muito deficiente. Tal e qual como a Nigéria ou a Tanzânia ou o Laos ou muitíssimos outros países. Isso nada tem a ver com o regime político.
Luís, apesar de você raramente demonstrar sentido de humor, só pode estar a brincar…
Não estou a brincar coisa nenhuma. Estou a falar muitíssimo a sério. E admira-me que o José António escreva tantos disparates quantos escreveu neste post e nesta série de comentários.
Há muitos países que produzem muitíssimo petróleo e que, no entanto, são pobres. (Pense na Guiné Equatorial, em Angola, na Nigéria e, claro, na Venezuela.) Nesses países passam-se coisas que para nós dificilmente são concebíveis. Como, por exemplo, produzem petróleo mas não o refinam. Ou então, produzem petróleo mas não o transformam em eletricidade. Por exemplo, a Nigéria produz montes de petróleo mas importa todos os produtos refinados, porque não tem uma única refinaria. Também a Nigéria sofre de brutal escassez de eletricidade porque não tem suficientes centrais produtoras. A Venezuela é um país que produz muito petróleo mas que não o queima para produzir eletricidade – o que é racional, porque a Venezuela tem rios caudalosos e é mais barato produzir eletricidade em barragens do que através da queima do petróleo. E prontos – este ano houve um El Niño fortíssimo, que causou uma seca intensa na Venezuela. Uma seca num país rico não é muito grave – o país tem um sistema eletroprodutor redundante ou então importa eletricidade dos seus vizinhos – mas num país pobre pode ser dramática. E é tudo. Nada tem a ver com o sistema político da Venezuela, tem a ver com a sua pobreza.
“Não estou a brincar coisa nenhuma. Estou a falar muitíssimo a sério.”
Era o que eu temia.
Agora, o que eu temo e me angustia, poderia ser exemplificado com a alegoria da caverna, de Platão, leio e releio comentários e parecem todos acreditar que as sombras são a realidade. Quanto às grilhetas, serão sempre grilhetas, almofadadas ou não. A questão principal é o que, verdadeiramente, se anda a passar nas nossas costas. Quando esse trabalho estiver concluído, aí, todos vão descobrir que, para além das grilhetas, a porta da prisão foi reforçada. Seria importante pensar, a fundo, e falar num assunto que parece não interessar a ninguém e que, na segunda parte do vídeo que aqui vou deixar, isso é discutido por alguém que eu considero um dos poucos políticos que vale a pena ouvir porque nos está a dar alguma informação sobre, parte, do que nos andam a esconder.
Mais importante do que olhar para os problemas de cada país, seria bom, tentar ver qual é o objetivo final, a nível Global, só aí, conseguiremos perceber o abismo para onde nos estão a levar. Abismo para o cidadão comum que, dentro de pouco tempo, não terá direito de escolher nada, nem dar o seu voto, sobre coisa nenhuma.
Francamente e muito honestamente, isto de eu falar no Platão é só para, tentar, elevar a conversa porque, confesso, às vezes, parece-me mais, um grupo de adolescentes a discutir sobre quem tem as borbulhas mais infetadas e, ficam tão entretidos a espremer o pus que se esquecem de ir ao médico ou, no mínimo, tentar descobrir a causa do problema.
https://www.youtube.com/watch?v=-dHZEjJb z0c
Keiser Report: Secrets of TTIP & TPP (E905)
O meu primeiro comentário ainda não entrou mas, só queria acrescentar que,
quanto ao derradeiro Objetivo Final, com tantas decisões contraditórias que, por vezes, parecem não fazer sentido, há muitos a falar sobre esse assunto, aqueles que não estão subjugados a quem “lhes paga as contas”, muitos deles, jovens dedicados e inteligentes que dão o seu melhor, numa autêntica corrida contra o tempo, tentando passar a mensagem mas, aqui, temo que seja tarde demais porque, quem a recebe passa por um processo moroso, primeiro, vem a negação, a informação parece ser tão horrível e tão chocante que, não pode ser real. Depois virá a raiva, e tentar procurar uns “bodes expiatórios”. No seguimento, chega a fase da negociação, talvez ainda possa, ser possível recuar, pelo menos, nuns tantos acordos (como a propriedade das águas internacionais). Próxima etapa… a depressão, quando nos confrontarmos com a inevitabilidade e, por fim, a aceitação mas, como, isto, não é propriamente, as fases do luto, por perda de alguém porque, neste caso, ainda nos poderíamos apoiar em tudo o resto que não perdemos, nesta futura perda total, de tudo aquilo que julgávamos adquirido e garantido, virá, certamente, o arrependimento eterno, de que deveríamos ter “acordado” mais cedo e ter tomado atenção aos avisos dos que, afinal, não eram maluquinhos nem lunáticos.
Podendo escolher entre muitos vídeos, deixo este, porquê? Porque temos de saber onde procurar as “peças do puzzle” e, essa, será a parte mais difícil porque, por exemplo, a BBC que apoia a não saída da Inglaterra da UE, só que esconde, a quantidade de fundos que recebe da U.E. Tentar encontrar informação verdadeira, de fontes, realmente, independentes… será como procurar “agulhas num palheiro”, tarefa árdua no meio de tanta informação e contrainformação, mas é possível, basta fazer, exatamente, como faziam os bons e quase desaparecidos… jornalistas de investigação.
https://www.youtube.com/watch?v=UYxZynJb qOQ
The UN and the Oiligarchs Are Teaming Up to Take Over the Oceans
Um 3º comentário que, nem faço ideia se será publicado mas, há certas notícias que não fariam sentido se não soubéssemos o, verdadeiro, Objetivo. Agora, repare, nas mãos de quem ficará todo o poder, se conseguirem controlar a informação, sem a interferência da opinião dos jornalistas. Esta notícia, diz muito sobre o caminho que estamos a trilhar:
“Bloomberg turning to robots to deliver the news
Bloomberg Editor-in-Chief John Micklethwait told his 2,400 journalists in a memo on Tuesday that he was forming a 10-person team to lead a study on how to use more automation in writing and reporting.
Micklethwait called the robot-generated copy “smart automated content (SAC).”
A company spokesman insisted no journalists will be sacked as a result of the SAC. (acredita nisto?)
“Why do we need you, if the basic idea is to get computers to do more of the work?” Micklethwait asked in the memo, obviously addressing an unspoken concern among his staff.
“One irony of automation is that it is only as good as humans make it. That applies to both the main types of automated journalism. In the first, the computer will generate the story or headline by itself…” (basta começar e já sabemos onde, geralmente, as coisas vão parar… ao excesso de pessoal)
Sem debates, nem intermediários, controlar a informação que é servida ao “rebanho” não condiz, nada, com a liberdade de informação e, quando ela ficar reduzida, a uma só versão, significa o quê?
Muitos veem jornais a fechar, jornalistas a serem despedidos mas, verdadeiramente, não estão a ver o que está no “fim do túnel”.
Todas as notícias ou decisões políticas, passam a fazer sentido se soubermos a sua finalidade.
Por exemplo, primeiro, o nosso país ficou “de tanga”, os portugueses não souberam poupar e foram uns esbanjadores, agora, vamos consumir para ajudar a economia e, ainda, castigar os poupados com taxas negativas nos depósitos… parece não fazer sentido mas faz, para os que, realmente, controlam o processo e, até, vão enviar mais 450 milhões de euros, para uma população de 10 milhões. Quando se atingir o caos, será o “terreno” perfeito para impor o controle total. Como isto da UE está a correr tão bem para “eles” os que, verdadeiramente, sabem o que querem atingir, já se fala de uma “North american monetary union”, porque, para começar, precisam, apenas, de controlar o dinheiro, o resto vem a seguir.
Quanto à notícia de substituir jornalistas por robots: urning-to-robots-to-deliver-the-news/
http://nypost.com/2016/04/27/bloomberg-t
Porque vou insistindo em fazer comentários que, por vezes, nem sei se serão publicados? Não pertenço a nenhum Partido político, aliás, isto já passou as lutas partidárias mas, pelo menos, posso deixar a semente da curiosidade e, cada um, tentar investigar por si próprio, naturalmente que, não germinará, com quem esteja satisfeito com o “status quo” ou até, não tenha filhos e netos, portanto, tenha muito menos preocupação quanto ao Futuro.
Poderia deixar outro vídeo onde se fala de muitas verdades, no entanto, vejo-as misturas com o interesse pessoal, tentando convencer as pessoas que a sua salvação estará na compra de metais preciosos, uma idiotice porque se isto chegar ao ponto, onde nos querem levar, bastará recordar a Grande Depressão e a apreensão do ouro dos cidadãos, onde havia pena de prisão para quem não o entregasse. 5vs
Mas posso deixar o link só que a solução nunca poderá ser, cada um por si, apenas nos 99% contra os 1% que têm muito poder, até de comprar os, muitos que estão dispostos a venderem-se.
https://www.youtube.com/watch?v=YaH2GnA_
Jubilee Jolt: Agenda 2030 Plans For Total Human Enslavement Now Rolling Out Rapidly
Quanto ao problema da Venezuela pode acabar por ser o nosso, para isso, bastará interromper ou “entupir o cano do dinheiro” e, isso, só por si, significa dependência, até quando? até “lhes” apetecer ou for conveniente 😉
…só que a pobreza tem a ver com o regime politico da Venezuela..” Tá?
Não se dê ao trabalho…
(Nem as possíveis comparações com a Colômbia, situada logo ao lado, muito mais pobre ainda há poucos anos, que produz um terço da quantidade de petróleo produzido pela Venezuela e vem tendo um crescimento sustentado, serviriam para alguma coisa.)
paraíso socialista dá nisto. o bloco e o pcp devem estar felizes com tanta pobreza num país com tanto petróleo. É inacreditável!
Sejamos honestos: pode não dar nisto; também há Cuba e a Coreia do Norte. E casos menos extremos (por enquanto) como a recorrente Argentina ou, cada vez mais, o Brasil.
tanta pobreza num país com tanto petróleo
O mesmo se passa na Nigéria, em Angola, na Guiné Equatorial, na Indonésia (que nas décadas passadas foi um grande exportador de petróleo), no México, no Iraque, etc etc etc etc. O que mais há são países que, tendo muito petróleo, são no entanto pobres.
Os primeiros Passos já foram dados. Agora há que mantê-los quietos, pois não inundem eles mais este país.
Os extremos sempre foram, e são, semelhantes.
Passos & Cia, com muita mais água, conseguiram fazer muita mais miséria. Venham lá as 34 horas para ver se se recolhe alguma coisa no IVA da restauração.
“Passos & Cia, com muita mais água, conseguiram fazer muita mais miséria”
Oooh, muitíssimo mais, como se constata pelas prateleiras dos supermercados. Passos, esse radical… Felizmente, agora está tudo bem. A austeridade acabou, as pessoas deixaram de emigrar ou de morrer e os funcionários públicos talvez sejam aumentados em 2018. Ou 2019.
As prateleiras dos supermercados ainda vão tendo alguma coisa, mesmo baixando os preços. Os miseráveis que eles fizeram é que pouco levam para casa. Quer que lhe faça um roteiro da miséria?
Em termos de emigração a sangria já foi feita. Neste aspecto devo dizer-lhe que a sua equipa joga bem melhor.
Bem, o primeiro trimestre revelou que não há alarmes para além dos juros a pagar que a sua equipa também soube inflacionar em termos de dívida. Eu sempre disse que o problema deles na oposição era não fazerem o que Sócrates tinha iniciado. E acertei. Os resultados estão à vista.
“E acertei.”
Evidentemente. Declarado por si, nem passa de um truísmo. Quando é que você errou?
No que respeita aos resultados, aceite um conselho: faça a festa, divirta-se a lançar os foguetes mas não apanhe já as canas.
Uma divindade nunca erra.
Os comentários estão aí feitos antecipadamente para que possa comprovar. Se encontrar alguma mentira nesta afirmação, por favor, exponha-a.
As canas só as poderei apanhar a partir do terceiro trimestre. As divindades sabem bem a respeito dos ciclos em que as medidas começam a ser vistas.
Mentiras do Vento. Por onde começar?
Recorde de pobreza na Venezuela: e-pobreza-batem-recorde-na-venezuela-489 6337.html
http://www.jn.pt/mundo/interior/niveis-d
Ter de ir à Colombia para receber assistência: 992498d8d449b41343e1f08/venezuelans-make-t axing-trek-seek-health-care-colombia
http://bigstory.ap.org/article/99e2f2b99
Que tal uma foto ícone como os jornalistas de esquerda gostam de colocar nas primeiras páginas de um Venezuelano em cadeira de rodas a atravessar a ponte?
Isto para além da violação dos direitos humanos e violência política feitas pelos adeptos do regime.
Os Venezuelanos não têm coisas essenciais num país rico mas o Passos é que é pior por ter feito com que o Estado pedisse um pouco menos dinheiro emprestado. Dinheiro que não é seu.
Interpelaram Maduro:
Mi presidente nem tenemos papel higiénico….
Se non comes para que lo queres?
Ora, o papel higiénico é uma invenção imperialista. E um dia destes a comida também vai ser.
O pior na Venezuela é que já nem sobra papel higiénico para limpar aquilo.
Limpar o quê, Pedro? Em regimes perfeitos, do povo e para o povo, o papel higiénico não tem utilidade.
A propósito da dita, caro Pedro, aquilo que o papel higiénico limpa.
«1
Só em 1980, através de um artigo publicado no Sunday Times, se ficou a saber em que circunstâncias morreu Iakov, o filho de Estaline. Prisioneiro de guerra durante a Segunda Guerra Mundial, encontrava-se detido num campo onde também havia oficiais ingleses. As latrinas eram comuns. O filho de Estaline deixava-as sempre sujas. Os ingleses não gostavam de ver as suas latrinas cheias de merda, mesmo que a merda fosse do filho daquele que era então o homem mais poderoso do universo. Ralharam com ele. O filho de Estaline ficou ofendido. Os oficiais ingleses voltaram a repreendê-lo e obrigaram-no a limpar as latrinas. Zangou-se, discutiu com eles e agrediu-os. Por fim, pediu para ser recebido pelo comandante do campo. Queria que ele arbitrasse o diferendo. Mas o alemão estava demasiado imbuído da sua importância para deixar-se envolver numa discussão sobre merda. O filho de Estaline não pôde suportar tal humilhação. Lançando aos céus as pragas russas mais tremendas, correu em direcção ao arame farpado e electrificado que cercava o campo. Atirou-se contra os fios. Aí ficou suspenso o corpo que nunca mais havia de sujar as latrinas britânicas.
2
O filho de Estaline não teve uma vida fácil. O pai engendrou-o com uma mulher que, conforme tudo indica, acabou por mandar fuzilar. O jovem Estaline era, portanto, ao mesmo tempo, filho de Deus (porque o seu pai era venerado como Deus) e maldito por ele. As pessoas temiam-no duplamente: podia prejudicá-los ‘tanto pelo poder que ainda tinha (sempre era o filho de Estaline) como pela sua amizade (o pai podia mandar castigar os amigos em vez do filho).
Maldição e privilégio, felicidade e infelicidade – nunca ninguém sentiu tanto na própria pele o ponto a que essas oposições são intermutáveis e como é estreita u margem entre os dois pólos da existência humana.
Logo no princípio da guerra foi capturado pelos alemães e eis que outros prisioneiros, membros de uma nação pela qual sempre sentira uma antipatia visceral, porque lhe parecia incompreensivelmente fechada, o acusavam de ser porco. Ele, que carregava às costas o drama mais sublime que possa ser concebido (ser ao mesmo tempo filho de Deus e anjo caído em desgraça), tinha agora que suportar ser julgado, e não por coisas nobres (a respeito de Deus ou dos anjos), mas por causa da merda? O drama mais nobre e o incidente mais trivial estarão assim tão vertiginosamente próximos um do outro?
Vertiginosamente próximos? Então a proximidade também pode causar vertigens?
Claro que pode. Quando o pólo norte se aproximar do pólo sul quase a ponto de o tocar, o nosso planeta desaparecerá e o homem terá à sua volta um tal vazio que ficará aturdido e cederá à sedução da queda.
Se a maldição e o privilegio são uma e a mesma coisa, se não há diferenças entre o nobre e o vil, se o filho de Deus pode ser julgado por causa da merda, a existência humana perde as suas dimensões e torna-se de uma leveza insustentável. Então, o filho de Estaline corre em direcção ao arame farpado para lançar contra ele o corpo, como se estivesse a lançá-lo para o prato de uma balança que miseravelmente subisse soerguido pela infinita leveza de um mundo sem dimensões.
O filho de Estaline deu a vida pela merda. Mas morrer pela merda não é uma morte absurda. Os alemães que sacrificaram a vida para aumentar o território do império para leste, os russos que morreram para que o poder do seu país se estendesse mais para ocidente, esses sim, morreram por um disparate e a sua morte não tem nem qualquer espécie de sentido nem de valor geral. Em contrapartida, a morte do filho de Estaline foi a única morte metafísica no meio da estupidez universal da guerra.»
KUNDERA, Milan – A insustentável leveza do ser. 30ª ed. Lisboa : Dom Quixote, 2013. pp.275, 277
LUIS LAVOURA : “A Venezuela é um país pobre que tem um sistema produtor de eletricidade muito deficiente. Tal e qual como a Nigéria ou a Tanzânia ou o Laos ou muitíssimos outros países. Isso nada tem a ver com o regime político.”
A Venezuela não é um pais pobre.
Ou melhor, não era. Empobreceu com o chavismo.
O “El Niño” sempre existiu e nunca a Venezuela se encontrou na situação de paralizia e escassez de bens e serviços essenciais em que se encontra agora.
O “El Niño” também afecta muitos outros paises, vizinhos da Venezuela, em Africa, na Asia, etc, e não provoca o que se está a vêr na Venezuela.
E muitos deles são paises que não produzem sequer uma gota de petróleo. Que, recorde-se, também pode servir para produzir electricidade.
Certo, muitos destes paises têm sistemas produtores de electricidade deficientes e, naqueles que dependem mais da energia hidraulica, os anos de seca agravam a situação e os cortes são mais frequentes e longos.
Por exemplo, é actualmente o caso em Moçambique.
Mas nada que se compare com o que se passa na Venezuela.
Os outros paises, por mais pobres que sejam, não param, as economias não caem a pique, as prateleiras não ficam vazias, os funcionários públicos não ficam em casa,…
Já antes do “El Niño” e da baixa do preço do petróleo que a Venezuela estava em crise cada vez mais profunda.
As causas eram e são conhecidas : o socialismo chavista !
Num pais mais ou menos normal existem mecanismos e planos de investimento e contingência que permitem ajustar a utilização dos recursos disponiveis em fases de escassez e maiores dificuldades.
O problema é que a Venezuela deixou de ser um pais normal desde há já muitos anos.
Nada do que está agora a acontecer na Venezuela é uma surpresa.
Era previsivel desde o inicio, os avisos nunca faltaram, a situação foi-se degradando progressivamente, chegou-se onde se tinha de chegar inevitávelmente.
O “El Niño” e o preço do petróleo são apenas desculpas de mau pagador !
Saudações, Fernando. Vou comentar seu comentário porque você é capaz de fazer bem melhor que isso.
Mas antes de tudo o mais gostaria de lhe oferecer estes dados publicados na Folha de S. Paulo em 2013: 4/1262802-confira-a-evolucao-da-venezuel a-antes-e-depois-do-chavismo.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2013/0
Na realidade o efeito El Niño e a crise petrolífera, associada a falta de investimento no sector eléctrico e a um deficiente investimento nas termoeléctricas, está a causar tal perturbação.
O meu caro Fernando merece que eu lhe responda. Portanto, aceite este meu comentário mais como alguém que lava os pés a outro que propriamente uma contrariedade.
Abraço
Caro Vento,
É sempre um prazer cruzar-me consigo por aqui.
Saudações cordiais e obrigado pelas palavras simpáticas e pelo comentário, sempre cuidado e incisivo.
Quanto à Venezuela, é tudo isso que diz mas é sobretudo tudo isso em cima de anos de socialismo chavista.
O desastre venezuelano era previsivel e foi sendo anunciado e denunciado ao longo dos últimos anos.
Em apenas alguns anos foi destruido um pais que, embora com problemas, era mesmo assim um dos mais prósperos e desenvolvidos da América Latina !… (em tempos idos já foi terra de acolhimento para muitos e muitos emigrantes portugueses)
Fique bem e um abraço.
Sim, estou de acordo consigo. A Venezuela é exactamente isto sob o regime chavista. Antes não era, porque pouco se fazia. Como o caminho faz-se caminhando é preciso ter capacidade para fazer e errar fazendo para poder corrigir. Mas avançou, e muito mais relativamente ao antes de Chaves. Os números não enganam.
Quanto ao desastre: pelos vistos o desastre é comum. E só o foi previsível, pelo menos por aqui, para mim. Pois tem quatro anos que afirmei tudo isto vir acontecer, globalmente. 3/05/queda-das-commodities-sugere-fim-de-c iclo-de-crescimento-na-america-latina.ht ml
Será que pretende dizer que Chaves fez parte de um complô para arruinar o mundo?
A Venezuela cresce ainda em 2013. Mas se pretende conhecer melhor esta problemática aceite mais este estudo publicado em Maio de 2013:
http://g1.globo.com/economia/noticia/201
Não se deixe levar por emoções de carácter ideológico. Essas tretas levaram à ruína desta Europa e em particular de Portugal. Miúdos a quererem parecer-se com gente crescida só borram as fraldas. tacoes/#indices-de-mercados
Já agora, veja no final da página que anexo, em tempo real, as transacções de algumas commodities:
http://g1.globo.com/economia/mercados/co
Abraço, o prazer também é meu.