Árvores poetas


Ana Vidal,

E porque a Poesia partilha com a Natureza este dia 21 de Março, apresento-vos estas “árvores poetas” na sua misteriosa coreografia. Crescem na floresta de Gryfino, Polónia. O fenómeno já foi estudado, mas ninguém ainda descobriu o que causa esta estranha curvatura.

 

11 comentários em “Árvores poetas”

  1. visualmente faz lembrar o poema de e.e. cummings:

    l(a

    le
    af
    fa
    ll

    s)
    one
    l

    iness

    esse sim, mais que muito e por muitos explicado.

  2. Entrevejo solfejos, arcos de violino, uma pauta sem batuta, mil poemas de Amor e cançonetas pairando, pontos de interrogação invertidos, ausências, longe, quietude, pertença, esperança semeada…

    1. Boa, Dressed. Faço o mesmo exercício e entrevejo bailarinas em pontas, lagos e cisnes, o meu amado Barishnikov, a minha amada Pina Bausch, violoncelos, harpas, cascaveis e flautas mágicas, duendes e fadas, a amazona do Magritte, o mundo encantado do Tolkien… ah, sei lá o que mais.
      Esta paisagem leva-nos até onde quisermos ir, não é? 🙂

  3. Em época de crise, estas arvores parecem bastante versáteis… servem de espreguiçadeira, de mesa de piquenique… e são muito curiosas! Obrigada.

  4. “Quem tem olhos de ver, que veja”.

    Mais do que a causa do fenómeno, penso nas consequências da metáfora. Vejo árvores tentaram partir daquela floresta, que quiseram fazer-se ao mundo, mas que não terão sido capazes de cortar com as raízes. Curvaram-se ao destino e convenhamos que o aspecto delas não é o melhor!

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