E porque a Poesia partilha com a Natureza este dia 21 de Março, apresento-vos estas “árvores poetas” na sua misteriosa coreografia. Crescem na floresta de Gryfino, Polónia. O fenómeno já foi estudado, mas ninguém ainda descobriu o que causa esta estranha curvatura.


visualmente faz lembrar o poema de e.e. cummings:
l(a
le
af
fa
ll
s)
one
l
iness
esse sim, mais que muito e por muitos explicado.
Curiosa essa associação, Carlos. Não me teria ocorrido.
Entrevejo solfejos, arcos de violino, uma pauta sem batuta, mil poemas de Amor e cançonetas pairando, pontos de interrogação invertidos, ausências, longe, quietude, pertença, esperança semeada…
Boa, Dressed. Faço o mesmo exercício e entrevejo bailarinas em pontas, lagos e cisnes, o meu amado Barishnikov, a minha amada Pina Bausch, violoncelos, harpas, cascaveis e flautas mágicas, duendes e fadas, a amazona do Magritte, o mundo encantado do Tolkien… ah, sei lá o que mais.
Esta paisagem leva-nos até onde quisermos ir, não é? 🙂
Que espectáculo, Ana. Gostava de ver, ao vivo e a cores.
Também eu, Teresa! Deve ser fantástico ao vivo.
Em época de crise, estas arvores parecem bastante versáteis… servem de espreguiçadeira, de mesa de piquenique… e são muito curiosas! Obrigada.
Servem mesmo, tem razão. Mobiliário “designed by Nature itself”.
🙂
“Quem tem olhos de ver, que veja”.
Mais do que a causa do fenómeno, penso nas consequências da metáfora. Vejo árvores tentaram partir daquela floresta, que quiseram fazer-se ao mundo, mas que não terão sido capazes de cortar com as raízes. Curvaram-se ao destino e convenhamos que o aspecto delas não é o melhor!
Eu acho-as bonitas e elegantes, Pedro. Tudo está nos olhos que vêem, de facto. 🙂
Eu vejo um convite: estejam à vontade e recostem-se; nem precisam de atar camas de rede entre nós. Mas se calhar é porque estou cheio de vontade de me estender no sofá…