‘Artitectura’: os mal-amados (11)


jmmcc,

Piano House, em Huainan (Anhui, China)

A Piano House está em Huainan, a segunda cidade da província de Anhui, na República Popular da China. Foi criada pelas autoridades locais com o objectivo de atrair mais investimento e maior desenvolvimento para a região.

O nome do edifício, como pode ver-se, prima pela modéstia, uma vez que, além do piano, há um violino transparente com uma escadaria e cuja decoração interior consiste numa exposição de projectos e ideias destinados ao futuro desabrochar da cidade e arredores.

Convenhamos que a construção é desajeitada: falta altura nas três pernas do piano, sobem-se muitas escadas para entrar e o violino que serve de quarto apoio ao chão é totalmente desproporcionado.

Porém, o maior problema é que não atrai investimento nem desenvolvimento. Os escassos visitantes apenas têm manifestado curiosidade e concluem invariavelmente que o insólito edifício ainda se torna mais controverso por estar plantado no "asshole of nowhere". Isto é, em bom português: está "no meio de nenhures", ou "no cu de Judas".

 

26 comentários em “‘Artitectura’: os mal-amados (11)”

  1. João, assim à primeira vista , pela fotografia, até acho interessante um piano e um violino – é sempre bonito de se ver…Mas, para o efeito pretendido, pelos vistos, falhou.

  2. O ‘kitsch’ chinês no seu melhor. Não admira depois de terem posto gôndolas em casinos de Macau, como se fosse Veneza, e feito réplicas da Torre Eiffel e da Estátua de Liberdade, entre outras, num dos mais concorridos parques de diversões da China.

  3. Eu acho-lhe uma certa piada, sabes? Deve ser porque não resisto à estética dos instrumentos musicais. Mas, de facto, está tudo desproporcionado: o piano é baixinho e o outro instrumento, mesmo que seja um contrabaixo, é muito grande para o conjunto.

        1. Confesso que não faço a mais pequena ideia, mas também não estou a ver o que poderia ficar bem no cu de Judas. Nem sei se Judas concordaria, mesmo que eu tivesse alguma ideia brilhante.

  4. Se fosse só a altura das pernas que lhe faltava, nem estaríamos muito mal. Antes de mais, falta aqui uma enorme quantidade de bom senso e gosto da parte de quem projectou esta anedota. Quanto aos pormenores técnicos, também está fanado: então como é que se ‘toca’ uma coisa destas sem pedais?

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *