Piano House, em Huainan (Anhui, China)
A Piano House está em Huainan, a segunda cidade da província de Anhui, na República Popular da China. Foi criada pelas autoridades locais com o
objectivo de atrair mais investimento e maior desenvolvimento para a região.
O nome do edifício, como pode ver-se, prima pela modéstia, uma vez que, além do piano, há um violino transparente com uma escadaria e cuja decoração interior consiste numa exposição de projectos e ideias destinados ao futuro desabrochar da cidade e arredores.
Convenhamos que a construção é desajeitada: falta altura
nas três pernas do piano, sobem-se muitas escadas para entrar e o violino que serve de quarto apoio ao chão é totalmente desproporcionado.
Porém, o maior problema é que não atrai investimento nem desenvolvimento. Os escassos visitantes apenas têm manifestado curiosidade e concluem invariavelmente que o insólito edifício ainda se torna mais controverso por estar plantado no "asshole of nowhere". Isto é, em bom português: está "no meio de nenhures", ou "no cu de Judas".


João, assim à primeira vista , pela fotografia, até acho interessante um piano e um violino – é sempre bonito de se ver…Mas, para o efeito pretendido, pelos vistos, falhou.
Redondamente, tanto quanto sei.
Meu caro João
Nem sei que lhe diga…
:)))
Deixe lá, Maria do Sol. Aquilo, afinal, fica no cu de Judas…
O ‘kitsch’ chinês no seu melhor. Não admira depois de terem posto gôndolas em casinos de Macau, como se fosse Veneza, e feito réplicas da Torre Eiffel e da Estátua de Liberdade, entre outras, num dos mais concorridos parques de diversões da China.
Tens toda a razão. A China é um depósito do que há de mais ‘kitsch’ no mundo. Outros exemplos virão de lá para esta série.
Eu acho-lhe uma certa piada, sabes? Deve ser porque não resisto à estética dos instrumentos musicais. Mas, de facto, está tudo desproporcionado: o piano é baixinho e o outro instrumento, mesmo que seja um contrabaixo, é muito grande para o conjunto.
Além disso, é ‘kitsch’, como disse o Pedro. E é no cu de Judas também.
No cu de Judas não fica mal o kitch…
Confesso que não faço a mais pequena ideia, mas também não estou a ver o que poderia ficar bem no cu de Judas. Nem sei se Judas concordaria, mesmo que eu tivesse alguma ideia brilhante.
Trinta dinheiros?
‘Trinta? Só?’ – perguntou ele com visível desagado. ‘Olha, mete-os no teu…’
E acrescentou, após uma ligeira hesitação: ” … que o meu não é um mealheiro!”
A menos que fosse em notas…
Ou um cheque, bem enroladinho…
Rechonchudo?
E bem recheado.
O Judas seria desses?
Va savoir…
Ele tinha os seus defeitos, mas não sei se…
Não é que explique tudo, mas com um “mal amado” destes, o fracasso era de esperar.
Só podia ser, não é verdade?
É mau demais para ser verdade! Brrr!
Só podia estar no cu de Judas, bem no centro de coisa nenhuma.
Se fosse só a altura das pernas que lhe faltava, nem estaríamos muito mal. Antes de mais, falta aqui uma enorme quantidade de bom senso e gosto da parte de quem projectou esta anedota. Quanto aos pormenores técnicos, também está fanado: então como é que se ‘toca’ uma coisa destas sem pedais?
Como é que se toca sem pedais? Isso é o menos. E como é que se sobe sem rede?