
Apanho esta fotografia no FB, em mural alheio. A gente (eu sou antropólogo, e há os “primos”, colegas de outras disciplinas, que vão na mesma) adora aquilo dos artigos (os hiper-patetas dizem “papers“, julgam-se melhores, mais credenciados se balbuciarem assim). Mas, de facto, que melhor “artigo” (ou “paper“) poderá haver do que esta fotografia como “etnografia analítica” do estado da arte da “arte contemporânea” e da “política contemporânea”? Título da obra?: “o epifenómeno Sousa”, autor desconhecido.

Uma Rosa de onde emergem punhos fechados? Faz-me lembrar aqueles casulos do filme Alien. Ou então o novo simbolo da geringonça, embora no chão se vejam alguns punhos caidos. Serão Assis e Sérgio Sousa Pinto, mais Álvaro Beleza?
PS: Eu digo “papers”, ou ” abstracts”
Também se me afigurava que V. diria, “tem aspecto” por assim dizer. Entenda-se, cada um como cada qual. Ainda assim, julgo que o desenvolvimento do país, e dos seus profissionais intelectuais, seria bem potenciado se toda essa comunidade psitaciforme, infectada pelo vírus paperístico e pela demência abstractis fosse encerrada nas Selvagens e nas Berlengas, ficando sob dieta estrita de guano cru, que a própria teria que recolher.
Quanto àqueles funcionários públicos (e privados) que ainda por cima arengam “timetable” deveriam ser, cumulativamente, alvo de castigos corporais, a vulgar chambocada. A minoria que fala em “peers” essa deveria ser executada, empalada em praça pública para exemplo popular.
Saiba que que me custou a entender onde queria chegar com a sua proposta para título da obra: não alcancei de imediato o sentido daquele apelido. Limitação minha e grande, dirá.
Mas também saiba que não concordo com execuções. Quanto ao resto, tudo bem.
eu não propus qualquer execução Ainda assim julgo estranho que um Tiro ao Alvo seja adverso às ditas …
Saiba que Tiro ao Alvo é alcunha e que sou uma pessoa pacífica.
somos
Que tratamento recomenda para “abordagens holísticas” e “análises compreensivas”?
PS: só percebi que a obra de arte era uma rosa de punhos fechados pelo comentário…
Punhos cinzentos arguem a veneranda figura embasbacada.Mas tudo frágil,preso por guitas. Não se vislumbram poias de artista,que as há, enlatadas ou em fofura de algodão.