Arrumar a biblioteca (V)


Pedro Correia,

  

Norman Mailer, Brian Wilson e Maria de Lurdes Pintasilgo

 

Falava eu ontem aqui de capas de livros. Dando exemplos positivos, como prefiro por natureza e vocação. Mas vale a pena mencionar também casos negativos, mesmo catastróficos, de capas que desvirtuam os livros e são feitas a pensar em tudo menos nos leitores com maior apetência, à partida, para adquirir essas obras.

Certos autores são particularmente massacrados. Reparem nestes dois casos que aqui destaco. De editoras diferentes, mas fustigando o mesmo escritor. Norman Mailer foi brindado com uma execrável capa no primeiro volume da edição portuguesa da sua obra-prima Os Nus e os Mortos, com a chancela das Publicações Europa-América. Mas não recebeu melhor tratamento por parte do Círculo de Leitores, em Os Duros não Dançam. Num caso, letras garrafais e um desenho tosco, nada adequado à letra nem ao espírito da obra; noutro caso, um fotograma de má qualidade do filme, com Isabella Rossellini e Ryan O’Neal, num grafismo rudimentar.

Não cesso de me espantar com este péssimo tratamento editorial dispensado a autores conceituados, com largos milhares de leitores. Costumo dizer que dá o mesmo trabalho fazer mal e fazer bem, mas é muito mais recompensador fazer bem. Mas para fazer bem, valha a verdade, é preciso saber. E alguns não sabem.

É no entanto caso para dizer: se não sabem, aprendam. Vejam, leiam, informem-se, comparem. Estudem as nossas melhores tradições nesta matéria. Ou, pelo menos, atentem em bons exemplos estrangeiros. Deixo aqui duas capas, muito diferentes, em que podem inspirar-se: The First Forty-Nine Stories, de Ernest Hemingway (Arrow Books), e The First World War, de A. J. P. Taylor (Penguin Books). São ambas competentes sem precisarem de ser extraordinárias.

Enquanto escrevo, escuto aquele que considero o melhor disco de música popular anglo-americana de todos os tempos: Pet Sounds, dos Beach Boys. “Wouldn’t it be nice if we could wake up / In the morning when the day is new”.

 

 

Entro na fase da ordenação dos livros nas prateleiras. Qual o critério a adoptar?

A primeira separação de águas ocorre por nacionalidades. Autores portugueses para um lado, autores estrangeiros para outro.

Os portugueses serão cerca de um terço do total, embora esta percentagem esteja substancialmente reduzida no campo da literatura de ficção. Mais fáceis de arrumar, portanto.

Concentro-me para já nos autores estrangeiros. E volto a traçar nova linha de fronteira: literatura (romance, novela, conto, crónica, poesia, teatro) para um lado, tudo o resto (ensaio, história, biografia, memórias, etc) para outro.

O grosso da coluna é composto por ficção. Nova dúvida: vale a pena estabelecer divisões por idiomas ou nacionalidades?

I know there’s an answer, canta Brian Wilson.

 

Dou um exemplo. De autores brasileiros. Tenho obras de figuras tão diversas como Arnaldo Jabor, Autran Dourado, Carlos Drummond de Andrade, Chico Buarque, Clarice Lispector, Erico Veríssimo, Fernando Sabino, Graciliano Ramos, Jorge Amado Josué Montello, Laurentino Gomes, Luís Fernando Veríssimo, Lydia Fagundes Telles, Machado de Assis, Marçal Aquino, Millôr Fernandes, Nélida Piñon, Nelson Motta, Nelson Rodrigues, Patrícia Melo, Raduan Nassar, Rubem Braga, Rubem Fonseca, Ruy Castro e Vinicius de Moraes.

Outro exemplo: autores espanhóis. Vejo por aqui, amontoados entre os restantes, livros de Antonio Muñoz Molina, Benito Pérez Galdós, Camilo José Cela, Carmen Posadas, Enrique Vila-Matas, Federico García Lorca, Fernando Savater, Francisco Umbral, Javier Marías, Juan José Millás, Juan Ramón Jiménez, Manuel Vásquez Montalbán, Manuel Vicent, Maruja Torres, Pérez-Reverte, Rosa Montero e Torrente Ballester. Já para não falar da nossa Rosalía de Castro, alma poética da Galiza.

Separo-os?

Mas, se o fizer, onde incluirei os autores latino-americanos de língua castelhana? Junto aos brasileiros ou colados aos espanhóis? E para onde irá um autor como Vargas Llosa, que tem a dupla nacionalidade (peruana e espanhola)?

Isto das listas dá muito trabalho. E por vezes, se não for tudo bem pensado, dá asneira. Será possível que Maria de Lurdes Pintasilgo — primeira e até hoje única mulher a chefiar um Governo em Portugal — não figure na lista elaborada pelo Expresso dos 106 portugueses que mais se destacaram, dos nascidos entre 1922 e 1972, como leio aqui?

 

É o momento de perguntar a vossa opinião. E de ouvir For the Stars, disco que reuniu dois nomes de origens musicais muito diferentes: Anne Sofie Von Otter e Elvis Costello. Nunca me canso de o escutar. Vou partilhar uma das faixas convosco.

 

Até amanhã.

 

42 comentários em “Arrumar a biblioteca (V)”

  1. A propósito do caso concreto de Lourdes Pintasilgo, embora não o tenha focado especificamente no post para o qual o Pedro remete — limitei-me a mencionar o seu nome –, discuti-o noutro blogue (Os Comediantes: http://thecomedians.blogs.sapo.pt/765060.html), e reproduzo aqui o essencial dos meus argumentos. Goste-se ou não da figura (e eu gosto), ela chegou ao topo do Poder Executivo. Podem dizer-me que foi nomeação presidencial, mas ela chegou lá; quanto mais não fosse, era uma mulher que estava em posição de ser nomeada; e isso, em si mesmo, é muito relevante no plano simbólico. Basta ler a imprensa da época (e eu li-a) para perceber como se trata de uma mulher que ajudou a moldar o século XX. Eu admiro todo o seu percurso, mas mesmo quem não admira deveria ter a capacidade e a honestidade intelectual de o reconhecer.

    1. Gostei do vosso saudável despique na caixa de comentários – seu e do Mr.Brown, que não faço ideia quem seja mas que escreve bem e faz um blogue muito estimulante.
      Sou um leitor irregular do ‘Expresso’ e por isso não acompanhei essa lista dos ‘cem mais’. Deduzo que não esteja em linha: já perdi alguns minutos a tentar encontrá-la, mas sem sucesso.
      Quanto a MLP, não tenho a menor dúvida de que merece figurar entre as cem personalidades mais influentes do século XX português. Porque foi a primeira mulher a chefiar um Governo, porque serviu de inspiração à entrada de muitas mulheres na política, porque foi também a primeira candidata presidencial. Bastava isso.

      1. Também não faço ideia quem seja. Sei apenas que, discordando quase sempre das ideias que defende, gosto de o ler e, eventualmente, de debater certos temas na caixa de comentários d’Os Comediante; e isso é para mim suficiente.

        1. Hei-de descobrir quem é. Nem que peça esse obséquio à sábia Miss Marple (o Poirot leva muito caro e a Autoridade Tributária não aceita deduções fiscais a quem contrata serviços de detective).

          1. Eheheh… Nesse caso, quando descobrir, por favor, conte-me! Quanto à escolha de detectives, parece-me acertada, até porque confio mais em velhas inglesas sábias do que em belgas vaidosos.

  2. Pedro, estes teus post’s assustaram-me. Com efeito preciso de fazer o que tu fizeste mas hesito em começar. Penso sempre quem cá ficar que se amanhe.
    Porém cheguei a um ponto em que a economia se cruza com a cozinha e esta com a poesia. Um verdadeiro martírio!
    Ao ler-te fiquei com a ideia de três fases:
    1. tirar os livros de onde estão
    2. agrupa-los alfabeticamente
    3. voltar a coloca-los nas estantes.
    Pergunto: com que critério os arrumas na fase final? Assuntos? Nomes? Outro?
    Dá-me pistas…

    1. Minha cara Helena: é precisamente isso que tenciono ir dando conta aqui, dia a dia. Foi uma motivação adicional que encontrei para pôr a livralhada em ordem: à medida que executo a tarefa, vou partilhando os leitores essa evolução, na medida do possível.
      O critério está muito dependente do género de livros que se tem.
      Como a maioria dos títulos da minha biblioteca é de ficção, as maiores divisões virão neste caso. Separo portugueses para um lado, com lugar à parte, e tudo quanto é estrangeiros para outro. Mas hesito se não deixarei espanhóis e brasileiros agrupados por nacionalidades.
      Depois irei arrumar os autores portugueses. Arrumar no bom sentido, entenda-se.
      A ordem alfabética, à semelhança do que sucede nas livrarias, parece-me indispensável quando se tem mais de mil livros. Para facilitar, a todo o momento, a consulta de qualquer autor.
      O ensaio, a história, a biografia, as memórias ficarão para mais tarde.

  3. Meu caro, estou como a Helena Sacadura Cabral, ando a adiar mas qualquer dia vai ser dia…

    Atrevo-me, no que aos espanhóis diz respeito a sugerir mais três nomes : o “meu” Miguel Delibes, Josep Pla e Álvaro Cunqueiro. No site da Casadellibro arranjam-se em conta e penso que na Amazon também e em castelhano.

    E permito-me ainda enviar-lhe isto, com desculpas antecipadas:
    http://youtu.be/FY5NcRH41bg

    Abraço e até uma próxima reunião

    1. Obrigado pela bela surpresa, meu caro Fernando.
      Admiro muito a prosa de Miguel Delibes, embora não tenha de momento nenhum livro dele. Há outro autor espanhol de que gosto também: Pio Baroja. Já procurei, mas no meio desta confusão ainda não consegui encontrar um livro dele que comprei há vários anos: ‘El Árbol de la Ciencia’.

  4. Nunca haverá um critério suficientemente satisfatório para não ser posto em dúvida.
    Como coloquei livros Portugueses e a seguir Lusófonos, nunca me passou a hipótese dos Brasileiros ficarem no seio da América Latina, aliás, se fosse brasileiro, penso que me sentiria que me tinham tirado o principal carácter unificador e identitário do País: a língua.
    Mas vendo bem, penso que os hispânicos da América se devem sentir bem com Cervantes e ficarem junto com os espanhóis, isto depois de ver que os escritores francófonos do Canada se sentem mais próximos de Victor Hugo do que de Shakespeare. A expressão linguística, apesar da sua diversidade, é um factor fundamental na caracterização literária.

    1. Esse conceito de escritor ‘lusófono’ agrada-me. Embora certos escritores da chamada lusofonia estejam mais próximos estilisticamente de autores provenientes de outros idiomas. Mas o critério dominante deve ser esse, o da língua. Eu já desisti de pôr os brasileiros à parte, o mesmo com os espanhóis: os autores devem ser arrumados por língua de origem, ainda que em obras traduzidas para português.

      1. Plenamente de acordo com o seu último parágrafo, Pedro.
        Foi assim que eu fiz na minha minúscula (comparada com a sua) biblioteca.
        Antonieta

  5. Tenho em casa esta edição de “Os Duros Não Dançam” e lembro-me de em adolescente olhar para ela, quando decidi que parte dos livros dos meus pais devia transitar para a minha estante, e pensar “se isto fosse bom não tinha uma capa tão duvidosa – romance barato certamente!” Norman Mailer não era nessa altura um nome que me fosse familiar). E são estes os perigos de uma má capa.

  6. Este género de organização que sugere só é possível se verificada uma de duas situações: ou o local onde se encontra a biblioteca é enorme e tem um número muito considerável de estantes que permita ter espaços em branco para arrumar futuros livros que se enquadrem nas categorias existentes ou não se pretende que o acervo da biblioteca continue a crescer e dessa forma não há problema. De outra forma a biblioteca só está arrumada até ao dia em que chega outro livro.

    A minha biblioteca não está arrumada. Tenho pouco espaço (e por isso está dispersa por diferentes locais e tenho de ter livros empilhados e em segunda fila nas estantes existentes) e pouco tempo para gastar com arrumações nos dias que correm. No entanto, quando um dia a procurar organizar (se não tiver uma grande sala e muitas estantes) creio que vou optar pela divisão entre ficção e não ficção, criando posteriormente um sistema de catalogação por número e uma base de dados no computador.

    1. Ficção e não ficção é um critério básico, embora eu prefira a designação ‘literatura’ para a primeira, englobando assim também a poesia, o teatro e a crónica. Após (ou antes) essa linha fronteiriça, divido também os autores em portugueses e estrangeiros (embora ainda me questione se deva incluir os brasileiros e os angolanos entre os portugueses).
      A minha ideia é reservar uma divisão da casa só para livros – divisão a que chamarei, algo pomposamente, escritório. Mas haverá também livros dispersos por duas estantes no corredor. E no quarto principal também, claro.
      Para que a biblioteca esteja operacional e seja sempre consultável em tempo útil deve estar arrumada, organizada por sectores e de preferência em ordem alfabética de autores. Tudo isto facilita a consulta.

  7. Caro Pedro,
    Instigante colecção de posts.
    O velho e terrível dilema.
    Já não tenho mais espaço e continuo a comprar livros.
    Desde que o Ikea apareceu é difícil encontrar quem faça estantes de madeira, estantes para colocar livros e não para completar a mobília.
    Num bairro de Lisboa encontrei uma lojeca mas pediram-me uma fortuna.
    Também não posso voltar aos tempos em que os livros descansavam em tábuas das obras suportadas por tijolos. Hélas!
    Dar uma ordem à biblioteca é um desejo que me acompanha desde o século passado.
    Volta e meia digo: «amanhã é que vai ser!»
    Não mais chega o dia… receio mesmo que não chegará…
    E obrigado pela recordação de «Broken Bicycles», uma lindissima canção de Tom Waits e que faz parte da banda sonora de um dos filmes da minha vida: «One From The Heart», desse genial, mas por vezes incompreendido, Francis Ford Coppolla.

    1. Genial: é a palavra certa. E, como todos os génios, também tem os seus momentos menos… geniais. Esse filme é um deslumbramento, o disco com músicas do filme é um dos dez mais de sempre, na minha opinião.
      Muitas estantes do Ikea são ilusórias: aquilo é tão frágil que não dá para aguentar muitos livros. Há quem faça estantes de madeira sólida, mas custam os olhos da cara.
      E eu preciso delas bem resistentes, para aguentar livros estacionados em segunda mão.

      Gostei de vê-lo de volta, com o seu irresistível pseudónimo. E agora fiquei a pensar: entre os livros que não encontro inclui-se ‘O que faz correr Sammy?’. Já corri tudo e não o encontro. Este e vários outros.
      Foi isto, acima de tudo o resto, isto que me fez arregaçar as mangas e proceder à vasta arrumação em curso.

      1. No entanto sou visita diária da casa mas comentar por cometar não faz bem o meu estilo.
        Por mera curiosidade, dir-lhe-ei «Que faz Correr Sammy?» é o livro que mais vezes fugiu de casa – não se devem emprestar livros nem mulheres, as mulheres talvez ainda voltem, os livros é que não, disse alguém que agora não recordo o nome.
        Tive de o (re)comprar, vezes que ultrapassam os dedos de uma mão. Mas nunca consegui encontrar a edição primeira da Ulisseia. Há alguns anos acabei por o adquirir, na velha Barateira do Chiado, que já fechou portas, numa impessoal edição dos «Livros Unibolso».
        Não é grande coisa mas é melhor que nada, dado que não tenho inglês suficiente para entrar pelo original dentro.
        Mas, certamente, não conseguiria passar sem ter à mão o cinismo de Sammy, a sua desenfreada corrida de contínuo de jornal a milionário. Um golpe de oportunismo tão comum nos dias que passaram, passam, andam continuar a passar…

        «- Bom dia, Sr. Manheim – cumprimentou ele no dia em que nos conhecemos. – Sou o novo contínuo da redacção, mas não pense que vou aqui «secar» durante muito tempo.

        1. Excelente romance, que bem merecia ser mais divulgado e conhecido. Porque antecipou em várias décadas a mentalidade arrivista do nosso tempo, em que os fins justificam todos os meios para os alpinistas sociais. Essa edição da Ulisseia nunca a conheci: fiquei-me também pela banal versão da Unibolso. Precisamente a que não consigo encontrar. Procuro também o ‘Moby Dick’, na edição Unibolso, sem sucesso até ao momento. E comigo não basta substituir um livro por outro, já que tenho o costume de os sublinhar bastante – como hei-de contar aqui também um dia destes.
          Fala-me você da Ulisseia e vêm-me logo à memória excelentes edições dessa chancela editorial de tão boa lembrança. Julgo que ainda existe, mas descaracterizou-se como sucedeu a tantas outras. Também me deixaram excelentes recordações (e alguns livrinhos cá em casa, como ‘recuerdo’) editoras entretanto desaparecidas, como a Portugália e a Moraes.
          Ora aqui está um tema que merece conversa mais demorada um destes dias.

  8. DRª Helena

    Uma sugestão sugestiva: – Digitalize-os ( cabem em meia duzia de CDR) os de papel ofereço-os à Biblioteca onde tirou a 4 ª classe.
    Né baril?

    1. Meu caro am
      Baril,mesmo. O problema é que a minha escola primária, em Arroios, já desapareceu. Há um ano fiz seguir para Moçambique – terra que amo muito e onde nasceu o meu irmão mais novo – 1000 livros. E não calcula quantos existem ainda nesta minha casa…portanto, digitaliza-los seria trabalho hercúleo!

  9. Caro Pedro,
    Deixo-lhe uma ideia (assim fiz na minha biblioteca): juntar todos os livros publicados originalmente em português. Não me incomodou nada juntar Machado de Assis com Lobo Antunes, Saramago com Mia Couto ou Jorge Amado com Agustina.

    Abraço

  10. Não tenho comentado estes teus posts mas tenho-os lido com enorme interesse. Já arrumei em tempos a minha biblioteca, bem menor do que a tua e dispersa por duas casas, e tenho de fazer isso outra vez mas ainda não encontrei um critério definitivo que me agrade (na verdade isto é mais ou menos uma desculpa, tenho preguiça de me atirar a isso e vou adiando). Uma coisa sei: arrumar livros ao som de boa música é uma excelente ideia e torna a tarefa bem mais agradável. Dás-me uma nova esperança… 🙂

    1. Isso é, Ana. Podes crer. Era uma velha ideia minha: escrever em simultâneo sobre livros e músicas. A arrumação da livralhada serviu enfim de pretexto para isso. É tarefa para um par de semanas. Terminarei com a contagem exaustiva dos volumes (mas tenho ainda cerca de quatrocentos noutra casa, como há dias constatei).
      A parte que me está a dar mais gozo é inventar constantemente novos poisos para enfiar livros quando aparentemente já não sobrava mais espaço algum…

      1. Pedro, e se for sobre livros, filmes e música?
        Eu tenho duas preciosas prateleiras com livros que deram grandes filmes (ou nem por isso), respectivos dvd e algumas bandas sonoras.
        Exemplos: Into the Wild e Out of Africa.
        Antonieta

        1. Sem OST, apenas livro e filme, poderei referir O Leitor, O Grande Gatsby, o Fiel Jardineiro, A Escolha de Sofia, A Amante do Tenente Francês, O Carteiro de Pablo Neruda, Os Despojos do Dia, As Horas, A Estrada.
          Enfim, são tantos…
          Antonieta

          1. Antonieta, mas que escolha de luxo! Vários desses são filmes a que chamo “os da minha vida”. E são, todos eles, dos que não desmerecem os livros que os geraram.

          2. Ana, tudo isto começou em VHS e tem sido muito difícil substituir por DVD.
            E que tal O Mar Adentro, A Morte em Veneza, O Monte dos Vendavais, Expiação, Orgulho e Preconceito,
            Lawrence da Arábia, Dr. Jivago, As Vinhas da Ira, A Leste do Paraíso, A Casa dos Espíritos ou As Neves do Kilimanjaro?
            Bem, vou parar!
            🙂 Antonieta

        2. Eu tenho há muito tempo a intenção de escrever uma série sobre livros e filmes relacionados com essas obras literárias. Comparando uns e outros. Em certos casos, a maioria, os livros são superiores. Mas não faltam filmes superiores aos livros. ‘Vertigo’, de Hitchcock, é incomparávelmente melhor do que o romance de dois autores franceses que lhe serviu de base.
          Só não iniciei ainda esse projecto por ter outras séries entre mãos, Antonieta. Esta agora, por exemplo. E os Grandes Romances, os Grandes Contos e os Livros que Deixei a Meio.
          No próximo almoço de blogue vou propor isso aos meus colegas. Tem mais piada se a série for colectiva.

          1. Lembrei-me agora de outro filme muito superior ao livro. ‘Ter e Não Ter’, de Hemingway, adaptado ao cinema por John Huston, em 1944. O cineasta apostou com o escritor que seria capaz de fazer um grande filme do pior livro dele. E ganhou a aposta.

          2. Eu aqui apenas referi livros e filmes que eu tenho na minha estante, lembrei-me agora dos Reflexos num Olho Dourado e da Rebecca.
            Fico então a aguardar essa nova série, entretanto, tenho bastante com que me entreter aqui no Delito.
            Antonieta

          3. Acho que vou fazer uma espécie de prefácio a essa futura série inserindo-o ainda nesta, Antonieta. Com as sugestões que já me deu, começo a ficar embalado nessa direcção.

          4. Pedro não me fales em colectivas, depois do sucedido ao cadavre exquis em que a inspectora Helena Portas – felizmente este nome nunca foi o meu… – ficou entre os vivos e os mortos!

  11. Pedro,

    eu não posso arrumar livros…
    Pego num para arrumar, folhei-o e começo a reler algumas partes. Pronto! Está arrumada a biblioteca.

    Até à próxima tentativa!

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