É provável que Schäuble repita hoje com Varoufakis a demonstração de falta de respeito que teve há um par de anos com Vítor Gaspar, não se levantando da cadeira de rodas para o cumprimentar. Mas Varoufakis até deverá ler no acto um bom sinal, após deixar abundantemente claro durante a campanha eleitoral grega considerar ter os alemães manietados.
Arrogância e bons sinais
escafandro,

Não percebo é o que ele espera para lançar a bomba atómica. Não pagamos e as pernas dos banqueiros alemães até tremem. Eles que se ponham finos e se cuidem.
A bomba atómica é desnecessária. Basta uma bombinha de mau cheiro (até estamos quase no Carnaval).
Parece-me que é mais os Portugueses que tremem neste caso.
Mas não se pode esperar outra opinião de xenófobos populistas.
Os cães ladram… a caravana passa.
http://www.zeit.de/wirtschaft/2015-02/ya nis-varoufakis-greece-finance-minister-e ng
Nem de propósito, l. rodrigues. Por favor, leia o meu último post.
Quanto ao ditado: uma caravana puxada por cavalos ou por camelos?
Se as faltas de respeito pela soberania dos outros de Schäuble se limitassem a não se ter levantado estaríamos nós bem.
Pode-se ser ordinário a partir de uma cadeira de rodas.
Essa da falta de respeito pela soberania dos outros ainda há-de ser classificada como o “chavão da década”. Os gregos têm total soberania para fazer o que bem entenderem com o dinheiro que possuem – incluindo não pagar o que pediram emprestado. Pelo vistos, quem lho emprestou deve apenas ter soberania para:
– Aceitar não receber;
– Enviar mais.
O seu post é inclassificável, pense-se o que se pensar da pessoa em questão.
Schaubble não se levanta da cadeira de rodas para cumprimentar ninguém.
“Assassination attempt and resulting health issues.
On 12 October 1990, at the age of 48, Schäuble was the target of an assassination attempt by Dieter Kaufmann, who fired three shots at Schäuble after an election campaign event attended by about 300 people in Oppenau.
He injured a bodyguard, and severely injured Schäuble’s spinal cord and face. It was the first attack on a political leader in the new unified Germany.
Schäuble has been paralyzed and has used a wheelchair ever since. The would-be assassin was declared mentally ill by the judges, and committed to a clinic because of psychoneurosis. He was released in 2004.
Meanwhile, Schäuble forced himself back to work within three months, even while he was still living in a rehabilitation unit, learning to manoeuvre while paralysed below the waist. For his last rally in the 1990 elections, Chancellor Helmut Kohl traveled to Offenburg, where Schäuble made his first public appearance after the assassination attempt to a crowd of about 9,000.
In May 2010, on his way to Brussels for an emergency meeting of European Union finance ministers, Schäuble found himself in the intensive care unit of a Belgian hospital, battling complications from an earlier operation and an allergic reaction to a new antibiotic. At that point, the German news media speculated about his resignation, and even his chances of survival.
Fonte: Wikipedia
Meu caro,
A ironia na internet é de facto uma coisa muito complicada.
“não se levantando DA CADEIRA DE RODAS para o cumprimentar”.
Vejo que a sua memória é convenientemente selectiva.
Mas datado de 29 de Janeiro passado às 12.00 está na caixa de comentários do DO um texto com várias coisas terminando com esta:
“Já agora, é pena o cego não ser ministro das finanças. Não por uma questão metafórica mas por o meu lado negro achar piada à ideia de um confronto entre um cego e um deficiente motor.”
Portanto aquilo a que chama “ironia” não passa da confirmação com 6 dias de intervalo da falta de bom senso de alguém a quem pelos vistos não passa pela cabeça que não compensa fazer sorrir 6 patetas que nos leiam se com isso podemos estar a magoar outros leitores que viram as suas vidas darem grandes voltas com problemas destes à sua volta.
Porque é óbvio que, sendo V. uma pessoa inteligente, decerto imaginaria que nem todos lhe perceberiam o alcance.
Isto não são problemas vagos, longínquos e que só acontecem aos outros.
Uma queda mal dada, um atropelamento ou um desastre de viação podem levar qualquer um a ser “deficiente motor” .
Tenho disso na famíla próxima.
E um glaucoma assintomático, uma das doenças mais traiçoeiras que existem e que em 15 dias pode causar danos irreversíveis no nervo óptico pode levar qualquer um a ficar quase ou mesmo “cego”.
Também tenho disso na família próxima.
E portanto se isto pode acontecer a qualquer um também lhe pode acontecer a si, por exemplo, ainda que dar exemplos na internet é de facto uma coisa muito complicada.
Donde se conclui que eu conhecia a condição de Schauble. Resta a questão de você não apreciar humor negro (neste caso, muito mais dirigido a Varoufakis do que a Schauble), o que, até pela experiência que menciona, é um direito que lhe assiste por completo.
Aprecio humor negro mas não o que é feito à custa de eventuais problemas reais que afectam naturalmente muita gente que nos cerca aí na rua.
Os grandes humoristas franceses do princípio do fim do século XIX (Alphonse Allais, Courteline, etc) vivíam do humor negro e ainda hoje os releio com evidente gozo.
Claro que se nós próprios tivermos a experiência por perto isso nos torna mais sensíveis ao que consideramos as “insensibilidades” alheias (pus aspas, cada um é como é e eu não sou decerto melhor nem acho que pior que o JAA, sou só diferente).
Quanto a concluír que Você conhecia ou desconhecia a condição de Schauble só lhe posso responder que não esperava que alguém que mostra as preocupações que mostra noutros campos e o cuidado que põe em muito do que escreve não são compatíveis (para mim) com a falta de preocupação em ír saber porque é que o homem tinha ficado assim, se tinha sido a fazer desportos radicais ou a levar tiros.
Mas aí a culpa é toda minha, as expectativas fui eu que as criei.
De resto quando do episódio “Gaspar” houve muita piada por aí e houve muita gente a contar esta história, tudo isto é mais que sabido e daí também a minha reacção.
Não percebi o seu comentário ao meu.
Se me era dirigida a da “iliteracia” mais o pormenor das maiúsculas talvez o possa ajudar num pequeno raciocínio pois me parece pouco conhecedor da vida.
Para sua informação há pessoas que se deslocam em cadeiras de rodas por razões óbvias de falta de mobilidade – pois a alternativa seria andarem sempre amparadas e com muita dificuldade – mas que se levantam das cadeiras de rodas e conseguem até ír sózinhas desta para o banco do carro ou para um sofá.
As referidas cadeiras são assim um meio prático de deslocação mais rápida e mais fácil.
Se puxar aí um bom bocado pela cabecinha talvez que se lembre vagamente de alguém nestas condições.
Creio que ‘Iliteracia’ estava apenas a salientar o facto de eu estar a par da condição de Schauble. (Quando li o seu comentário também fiquei com a ideia de que estava a criticar a minha ignorância.)
Pois se assim é apresento as minhas desculpas ao comentador/a em questão e vou lá fazê-lo se mo permite.
Se o seu comentário não me era dirigido como sugere JAA apresento-lhe as minhas desculpas pela resposta que lhe dei.
De resto e como o sei comentador habitual (ainda que o “nick” vá variando um pouco…) decerto reconhecerá que assim como me posso exceder sou também o primeiro a pedir desculpa quando considero ter sido injusto.
Acho que queria dizer paralisados e não manietados.
É, talvez fosse melhor. Mas, por um lado, o Schäuble e os alemães não estão totalmente paralisados e, por outro, “manietados” no sentido de “movimentos limitados” acaba por funcionar razoavelmente (acho eu). r
http://www.priberam.pt/dlpo/maniata
Gostava que o Ruben de Carvalho “passasse” por aqui…
Grande 2post”.