
Não sei o que se passa no Irão/Iraque – e estou certo que não serei o único. Creio que dentro de alguns anos um Oliver Stone mais ou menos o demonstrará, num ritmo mais ou menos trepidante, e com uma visão mais ou menos crítica do sistema americano, e elegendo como herói protagonista e exemplo salvífico um funcionário mais ou menos desalinhado. Trata-se do molde western da (auto)crítica dominante no indústria cinematográfica, de facto seguidora do corberismo de Lampedusa, aquilo mais ou menos do tem que se mudar algo para não se mudar nada …
Dito tudo isto, e face à iraniofilia que grassa na esquerda portuguesa, muito gostei deste cartoon. O autor é o renomado iraniano Mana Neyestani, há anos exilado em França. É evidente o que o eixo BE-PCP-Livre-PS (MES) dele diz ou diria (se o conhecesse): é um “dissidente”, um “agente da Voz da América”.
Os mais novos não se lembrarão desta retórica. Os mais velhos lembram-se, decerto. Dominou durante décadas, de apoio às piores das ditaduras em nome do anti-americanismo e, de facto, da aversão à democracia. Serviu para tudo justificar, para a tantos insultar e perseguir. Continua viçosa, vê-se, pois “”não há nada de novo sob o sol” (Eclesiastes 1:9).

Aquilo no Irão/Iraque nada mais é que um equilíbrio de forças. O Irão, país coeso e homogéneo, procura através dos seus “proxies” evitar uma hegemonia que lhe possa ser fatal. Esta hegemonia não diz respeito somente aos USA nem a Trump: tem outros protagonistas regionais, em uma região onde sobram protagonistas.
Consciente que estes “proxies” iranianos são suficientemente habilidosos, e também consciente que é de todo impossível uma guerra convencional contra o Irão, Trump usa agora a tradicional acção que consiste na decapitação dos cérebros que desenham tão engenhosas estratégias. Portanto, a guerra agora será uma guerra dos serviços de inteligência.
Comumente se afirma – com razão – que a América não é muito inteligente em aprender com os seus erros. Porém, se nenhuma geração poderá ficar refém dos erros passados, na verdade qualquer geração tem de assumir o que herda e procurar gerir a herança: para o bem e para o mal.
Em conclusão, aquilo no Irão/Iraque é matéria presente e não vale a pena atermo-nos ao passado.
Como não há nada de novo debaixo do sol, tudo aponta para o mal. Todavia, nesta matéria, como acima do sol existe bem mais e melhor que o que se apresenta por baixo, talvez possa haver salvação.
Filosoficamente pensando, acredito que o erro é uma forma de aprendizagem. Porém também acredito que só se deva aprender com erros inéditos; e não com os recorrentes.
Quando me dizem que as pessoas idosas são mais sabedoras, geralmente refuto que a idade não revela sabedoria, mas somente lentidão em aprender. Como esta afirmação, a lentidão em aprender, se aplica a todos, jovens e idosos, cada vez mais acredito no erro inédito como forma de aprendizagem e não no recorrente, no tradicional: por viciação do pensamento.
Está mal a educação. Não porque educar seja mau. Mas porque não se ensina que educar é fazer que cada um aprenda a educar-se. Talvez assim se possam quebrar os laços do passado de forma breve.
É isto que a esquerda e a direita não são capaz de fazer.
Pois, como digo acima, falo do meu país e não tanto daqueles orientes. Dito isto, muito concordo com o último parágrafo do seu comentário. Que é – também -sobre este nosso “gasto país”.
Vento, quando se abstem de falar sobre mulheres, ou quando escreve sem citações bíblicas, lê-lo é prazenteiro.
A/C Pedro Correia
Temos aqui matéria para um comentário semanal.
PS:Poderíamos criar, cada um de nós, um apartado postal para recepção de brinde. Este seria pago por todos. Referido brinde resumir-se-ia a uma garrafa de vinho maduro tinto, ou cerveja artesanal (o resto não presta, excepto wisquy do lidl, o tal Queen Margot)
Vorph, o meu caro é um mulherofóbico e um bibiofófico. Você caba de insultar o jpt, pois ele faz uma excelente citação bíblica. 🙂
Vamos lá ao brinde, pois as mulheres também provocam desgaste.
Vento, brindo a isso (o que não dirão de nós …)
Tudo o que se passa por aqueles lados está ligado ao problema Israel-Palestina.
Só os Dubais & Cia estão se ………. para o assunto (Também não sabemos ao certo quem manda no dinheirinho daquelas ‘Las Vegas’)
Isso do “nada de novo sob o Sol” era o Eclesiastes a referir-se ao ADN e mesmo isso vai-se alterando com mais ou menos um milhão de anos. Agora que o Trump ajudou muito os inefáveis aiatolas lá isso ajudou, no cartoon falta o adjunto do morto empenhando a pistola para continuar o trabalho.
Os escritores da Bíblia não anteviam o tal do ADN.
Sim, muita razão, falta mesmo o vice, o tal iznogoud que quer ser califa no lugar do califa
Iznogoud: ai que saudades…
http://www.iznogoud.com/
Eu quando era puto também torcia pelas equipas da URSS. Adorei a vitória do Steua sobre o Barcelona. E tive pena do Drago ter perdido com o porco capitalista Balboa.
Depois um tipo vai evoluindo.. acho.
A gente vai evoluindo, certo. Mas, caramba, um tipo que torceu contra o Rocky Balboa não me parece que tivesse grande futuro, raisparta
Pouco motivado a comentar a tua publicação. É, de vez em quando leio o Esquerda.net (da mesma forma que leio o Observador e não sei o que mais. Em matéria de filhos da puta há sempre aquela para citar: “É um filho da puta, mas é o nosso filho da puta”. Isto a propósito do Irão. Perdão, da Arábia Saudita. Um país dominado por um regime reconhecidamente bem mais filho da puta do que o regime que domina o Irão. Mas a Arábia Saudita é o aliado regional não sei se diga dos EUA ou de Israel. E por falar em filhos da puta bem podia esquecer a Arábia Saudita e ficar-me pela “única democracia do Médio Oriente”. E vem mais a propósito falar dela. Israel é que se péla com o Irão. Não é nosso aliado, mas temos cá uma boa 5.ª coluna deste país. Parece que à custa de caridade. Parece que ser “amigo de Israel” é uma alternativa a ser da Maçonaria ou da Opus Dei. Se não sabias, ficas a saber e, já sabes, se precisares…
Bem, eu não pertenço a nenhum desses partidos (e também não pertenço aos outros) e não respondo por eles.
Ó Teixeira, a gente conhece-se, somos primos ou isso? Esse “tu” vem daí? É que não me lembro …
Só agora é que perguntas? Não sei. Foste tu que me pediste amizade. Tens alguma ideia a esse respeito? Desculpa, mas não me apetece tratar-te de outra maneira. Ou trato-te por tu ou mando-te â merda.
Luís Teixeira Neves: 1) a amizade não se pede, ganha-se; 2) a “amizade” de que fala é a do FB? Então é o dialecto-FB para “ligação” (“link”, dizia-se na era blogal). Os adultos sabem a diferença; 3) Eu “pedi-lhe amizade” nesse tal dialecto? É provável, ainda que – fui confirmar – não conste das minhas actuais ligações. O que é irrelevante, constasse ou não, um “link” nas redes sociais não é uma amizade, um “tuar” … Eu sou muito velha escola, até porque vou velho. Ou seja, não tendo “link” não trato por tu, e custa-me aceitá-lo, ainda por cima quando vem desabrido. 4) ficámos entendidos: eu vou à merda, sou muito bem mandado, e o assunto morre. Na terceira pessoa.
Vai dar lições sobre amizade ao (…). Pode ser? E toma também qualquer coisa para a memória (que está fraca). Quanto a distâncias, é bom mesmo que te mantenhas distante da minha pessoa (física) porque posso (literalmente) ir-te à cara.
E, já agora, o que é que tu sabes sobre vacinas para te atreveres a teceres considerações sobre os “anti-vacinas”?! Foi só para te ambientares?! É fácil, não é?! Dás-te bem com discurso de ódio?! Apanhei-te com escumalha que só transpirava discurso de ódio contra os “anti-vacinas”. Fascistóides. E as tuas palavras foram tão fraquinhas. Parece que estavas a fazer caridade a alguém. (…)! Andas bem acompanhado, andas.
Eisch, acho que você não tomou mesmo a vacina … Já agora, e mantendo-me no cerne dos comentários, não tive a intenção de lhe dar qualquer lição sobre a amizade, apenas lembrei um acertado lugar comum. O que pretendi mesmo – mas parece-me que a tal falta de vacinação impedirá o sucesso do bálsamo proposto -. foi dar-lhe uma lição de português. Enfim, cuide-se, que isso assim não tem jeito.
Estás um gajo reles. Fazes uma publicação reles, dás respostas reles…
Pronto Teixeira Neves, você já aqui desabafou o que entendeu ser-lhe necessário. Não é a primeira vez que vem desatinar, ainda que já há bastante tempo que tal não acontecia. Lamento, como já lhe disse, a doença que o apoquenta e que você publicamente narra e (também) lamenta. Mas não tenho qualquer responsabilidade social que me convoque o acompanhamento dessa maleita. Ficaremos então assim, na terceira pessoa e no silêncio. Ou seja, nem os seus comentários futuros entrarão nem eu os comentarei. Saúde e felicidades, são os meus sinceros votos.
Devo dizer que até não é muito normal que um dos muitos “Autores” que aqui postam no DO, confesse singelamente – no início da sua conversa – que «Não sei o que se passa no Irão/Iraque» mas depois divague sobre o que não só confessou não saber, como se dê ao luxo de apreciar criticamente o que “leu” a outros… sobre o que confessou não saber, e claro, aqui, os outros, invariavelmente, acabam por ser essa miscelânea que só em mentes alucinadas, têm uma linha de abordagem comum da questão em cima da mesa, a por ele chamada “iranofilia”: «o eixo BE-PCP-Livre-PS (MES)»! É assim que e/foi descoberta a «iraniofilia que grassa na esquerda portuguesa»!
A lógica é simples e repete-se a cada “invasãozita” dos “yankees”: quem não a apoia, é evidentemente a favor do regime ditatorial do país invadido, ie, da Ditadura. Já antes, em tempos recentes, houve a “afeganistãofilia”, a “iraquinofilia” e a “sirionofilia”… sim, nada, mas mesmo “nada de novo sob o sol” e aqui o digo, sem querer parecer um daqueles habituais pastores evangélicos que apoiam os esforços “democráticos yankees” recorrendo ao Antigo Testamento, à lengalenga primitiva do Tanakh.
Ó Vaz, nem uma artigozinho da wikipedia para ilustrar essas doutas análises? Que desilusão …