Já tinha saudades de estar a 100% na oposição. É muito mais fácil e muitíssimo mais divertido. Estivesse eu protegido das consequências do desvario de António Costa e a possibilidade de passar uns tempos deste lado da barricada, torpedeando políticas insanas, seria quase irresistível.
Aqui entre nós, que (a menos que isto seja lido em voz alta) ninguém nos ouve
escafandro,

Também vou falar baixinho. O José António ao longo da legislatura que terminou, e após ela, não fez nada mais nada menos que esse desgovernozinho que apoiou, isto é, só oposição às políticas que outros lhes sugeriam. E talvez seja por tanto o terem feito que a realidade mostrou que os opositores tinham razão.
Conclusão, a sua oposição e a do desgovernozinho serão bem-vindas, porque sempre confirmarão que a linha errada é a vossa.
Não diga nada a ninguém, pois corre o risco de que esta vossa estratégia, que eu já conheço, seja conhecida e torpedeada por todos.
Calorosos votos para que se mantenham sempre nessa linha tão coerente.
P.S. Envie da minha parte ao PR um carinhoso voto de boa reforma e que Deus lhe proporcione lenha para queimar na lareira. Não vá o frio pregar das suas.
“do desgovernozinho que apoiou, isto é, só oposição às políticas que outros lhes sugeriam”
Ah. Devia então o governo ter seguido as políticas da oposição, derrotada com maioria absoluta em 2011? Seria lógico, sim. Sendo que nos primeiros anos da governação a oposição berrou muito contra a austeridade mas até apresentou poucas ou nenhumas propostas concretas.
“E talvez seja por tanto o terem feito que a realidade mostrou que os opositores tinham razão.”
A sua realidade anda muito estranha. Estas eleições deveriam ter sido ganhas pelo PS com maioria absoluta. Passos conseguiu ganhá-las, Costa conseguiu perdê-las.
“Calorosos votos para que se mantenham sempre nessa linha tão coerente.”
Obrigado. Tentarei.
“P.S. Envie da minha parte ao PR um carinhoso voto de boa reforma”
É melhor enviar-lho o Vento porque os nossos meios de acesso ao senhor devem ser idênticos.
“Devia então o governo ter seguido as políticas da oposição, derrotada com maioria absoluta em 2011?”
Mas não foi mesmo isso que aconteceu? O que aconteceu às promessas eleitorais com que o PSD teve maioria relativa em 2011?
Se tivesse seguido tais políticas não se teria sujeitado ao vexame que uma decisão do Tribunal Constitucional viesse ajudar ao crescimento da economia e dos impostos.
E digo isto baixinho, não vos quero embaraçar.
Quanto às eleições, não me admira esta vossa polémica. Pois é sabido que em matéria de pretender governar contra a norma constitucional vosmicês são especialistas.
É o que eu digo! Às vezes, apetece-me baixar os braços e dizer “Ai querem governar? Força, desisto, é tudo vosso, governem lá”, enquanto me sento no sofá com umas pipocas pronta a ver decorrer uma comédia tragico-cómica perante os meus olhos. Depois lembro-me que até gosto de Portugal e fico masé caladinha…
Pois. José Mendonça da Cruz disse-o talvez melhor do que ninguém no “Corta-Fitas”: lve-se-quem-puder-6181777
http://corta-fitas.blogs.sapo.pt/sa
Os partidos da esquerda eram apelidados até hoje de não quererem governar, quando se disponibilizam a fazê-lo, abicando de muitos dos seus princípios são a desgraça. Desgraça é a democracia em que estamos que não é mais que um faz de conta, onde existe uma comunicação social que manobra, mete medo e não informa. Informem que estamos comandados por grandes interesses económicos que se borrifam para os que têm fome, desalojados, mendigos… e que todos governam para esses interesses e quando vem alguém, disposto a mudar, é o que se vê. Isto não engrandece nada nem ninguém e só pode envergonhar aqueles que não querem políticas mais humanas. Se é para fazerem o que Bruxelas manda, não vale a pena votar-se. Todos que por aqui passam, lêem e é mau demais para ser lido e ser escrito, um jornalista que tem o dever de informar e não de formar opinião e induzir os outros nessa opinião.
“disposto a mudar”
O quê? A realidade? As leis da física? As regras da matemática? Ah, espere, de acordo com o “materialismo dialéctico”, todas elas são construções burguesas, não é?
Com tanta dedicação ao “não há alternativa” acha que vale a pena haver eleições?
Não são pura perda de tempo ou, para si, de dinheiro?
Mas há alternativas. A maioria de pormenor. E uma de fundo. A que o Syriza recusou em Julho.
Com tanta dedicação ao “não há alternativa” acha que vale a pena haver eleições?
Não são pura perda de tempo ou, para si, de dinheiro?
Senhor Abreu: sabe muito bem que a realidade é imutável como a História comprova!
Afinal é jornalista ou político? Se é só político e militante do PSD ou CDS faz o seu dever com os partidos que representa e ninguém tem nada a apontar-lhe. Se não o é e é apenas jornalista, tem o dever de informar e esclarecer a actualidade correctamente, só e mais nada porque se vai além disto falha como jornalista.
Obviamente, nem uma coisa nem outra.
Adenda: para que fique absolutamente claro, nunca fui militante de qualquer partido.
Os partidos das (várias) esquerdas já se disponibilizaram para governar? Wow!
Estava convencido que apenas se tinham disponibilizado para apoiar um governo do Costa…. e assim deixá-lo cair quando melhor lhes aprouvesse… a cada um deles (CDU e BE)… à vez…
Muito gosta a malta de confundir um “governo de coligação de esquerda” com “apoio das esquerdas a um governo do Costa”… é que parece a Estrada da Beiras mas é apenas a beira da estrada…
Certo. Como se pode constatar no link abaixo, sei-o perfeitamente. E por isso dificilmente Costa chegará a PM. Mas já é suficientemente mau que ele admita a hipótese de jogar o jogo do PC. t/da-dieta-comunista-7831590
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.p
Alguma vez terá que se acabar com este rotativismo politico amorfo que nos tem (des) governado nas ultimas décadas. Ora agora governas tu, ora agora governo eu, ora agora governas tu mais eu! Para rotativismo já nos bastou o que o país ” gramou” no sec. XIX durante o período da monarquia constitucional, e durante a 1ª Republica, com as consequências negativas que todos conhecemos ( ou pelo menos alguns conhecem).