Aqui ao lado, em Espanha, as investigações costumam dar resultados e a relação da Justiça com os poderosos também é um bocadinho diferente. E se «de Espanha nem bom vento, nem bom casamento», que venham os bons exemplos.
Aqui ao lado
oanonimoanonimo,

Não tenho memória de estar a correr algum processo contra um presidente de um qualquer banco português por apresentação de falsas acusações de fraude contra clientes ou por forçar clientes a pagar falsas dívidas. Andarei distraída?
Pergunto isto porque o tipo de ilícitos que está a comparar parece-me que têm uma natureza bastante distinta. Ou não?
um bocadinho distraída 🙂 É que eu não falei apenas sobre processos contra presidentes de bancos por apresentação de falsas acusações de fraude contra clientes. Falo das mega investigações que em Portugal se anunciam e são de parcos resultados. O traço em comum é apenas as relações entre a justiça e os poderosos.
Ok, concedo que sou um bocadito distraída, mas acho que neste caso nem tanto… 🙂 Explico: em Espanha um «poderoso» é condenado porque, muito concretamente, apresentou falsas acusações de fraude e pretendeu cobrar falsas dívidas. Cá (em Portugal), como lá (em Espanha), isto em princípio não chega para transformar um processo num «mega processo». Seria, apenas, um processo «corriqueiro», nada de especial. Por isso a meu ver não indicia uma realidade assim de tão diferente entre os dois sistemas de justiça…
Outra coisa diferente é saber se o que cá se transformou num mega-processo também daria um mega-processo em Espanha, mas isso… 🙂
A questão que se coloca é esta: em Portugal é condenado um poderoso, quando? O que se tem visto é que de mega-investigação em mega-investigação, nada… Logo, em Portugal não seria corriqueiro um processo destes.
Percebo a sua ideia, mas acho que o caso concreto não permite concluir que de Espanha venha qualquer bom exemplo. Só isso.
Repare que o processo para o qual remete a notícia do JN é este: omia/Condena/ex/directivos/Banesto/denun cia/falsa/elpepueco/20091229elpepieco_8/T es
http://www.elpais.com/articulo/econ
Como certamente irá notar, trata-se de um processo «entre poderosos», o que faz toda a diferença. Ou não? 🙂
Por cá, entre poderosos, a coisa seria um bocado mais complicada ainda. Tratar-se-ia de ver quem era o mais poderoso. OU, na melhor das hipóteses, resolver-se-ia o assunto entre aventais… 🙂
..que venha lá então o casamento entre pessoas do mesmo sexo.