Aqui a Troika não toca, que o povo não deixa!


lauraramos,

Cortejo das Mordomas, Viana do Castelo, 2011

12 comentários em “Aqui a Troika não toca, que o povo não deixa!”

  1. Lá tenho marcados uns dias de férias,para finais de Setembro. E espero que a Confeitaria Natário não feche para férias nessa altura…

    1. O guarda costas deve saber (sweat de riscas, coladinho atrás delas). E olhe que as ‘moçoilas’ têm muito pundonor, deviam fazer inveja a muita ‘dama’, e não exactamente pelo ouro…

  2. Permita-me destoar. Considero isto de um profundo mau gosto. Gosto de ver um fio de ouro com uma medalha, num pescoço feminino, com roupa apropriada. Agora, este amontoado de ouro que parece ter acabado de chegar de terras Aztecas, por cima daquela roupa, sem ordem nem critério, é de uma enorme deselegância. É uma outra versão da maison emigrante.

    1. Com certeza que permito, ‘José Ricardo Costa’… Mas acho que sofre de um erro de perspectiva, permita-me também que lhe diga… Tudo o que é património cultural não pode ser apreciado com os olhos do quotidiano. Trata-se de uma tradição, e sob a iconografia do ouro (neste caso) estão sinais interessantíssimos de uma história longa de séculos, com a sua ruralidade mais ou menos sofisticada, que exprime – de forma intransponível para a actualidade! – os valores emblemáticos do povo minhoto: a conquista da propriedade, a exaltação dos frutos do trabalho, o orgulho naquilo a que agora chamaríamos de ‘empreendedorismo’, etc. Isto não é o desfile Moda Lisboa, é uma manifestação histórico-cultural, não confunda as duas estéticas.

      1. Pronto, convenceu-me. Eu tinha visto a coisa apenas de um ponto de vista estético. E, por este lado, confesso, continuo a achar horrível. Mas, atentendo ao que me explicou, o cenário muda de figura e naturalmente que aumenta o seu interesse e “legitimidade”.
        Boa semana!

  3. Já não via o cortejo desde miúdo, mas este ano voltei lá. Duas horas de desfile, com os trajes da região, os grupos de zés-pereiras e bombos e os carros alegóricos, alusivos ao vinho (não faltava sequr uma taberna). Quem não conhece as festas da Senhora da Agonia devia colmatar essa falha rapidamente. Aliás, há mesmo uma música que reza “quem não conhece Viana, não conhece Portugal”.

    1. Areia demais para alguns portugueses, João Pedro. É preciso tirar papel ao rebuçado para saborear. Qualquer dia uma coisa tão singular como esta será tão difícil de perceber como o mandarim, ou então será levada como um fenómeno etnográfico exclusivamente regional (santa ignorância). Que digo eu… como mais um desfile de carnaval qualquer importado do Brasil.

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