Aqua alta


Paulo Sousa,
O debate já tem várias décadas, mas a conclusão é clara. O aquecimento global levará ao desaparecimento das principais cidades costeiras e obrigará ao deslocamento de milhões de pessoas.

 

A única forma de interromper, ou pelo menos atrasar, o anunciado fim do mundo passa por:

1 – comprar um carro de mais de 50.000€ equipado com baterias de litio, explorado nos Andes

2 – acabar com o consumo desenfreado do sistema capitalista

 

Quem tiver dúvidas desta verdade já confirmada por 5.500 cientistas (escolhidos um por um de acordo com as suas convicções climatéricas) veja com atenção o que está a acontecer em Itália:

 

Veneza está alagada!!

 

 

PS: Qual terá sido a explicação para este fenómeno em 1966?

36 comentários em “Aqua alta”

  1. Muito bem visto. Ainda havemos de nos lamentar pela falta de CO2, falta essa que causará o definhamento da agricultura e das florestas…

      1. Como se já não bastassem as temperaturas (Kelvin) negativas, com postais destes é o conceito de cérebro com um número negativo de neurónios que se revela pertinente.

    1. Avaixo o binho;
      avaixo a cerbeja;
      avaixo a aguardente,
      avaixo a vodka;
      avaixo o john walker (grande amigo do cenourinha que é amigo do Santana);
      avaixo o queijo;
      …
      essas terríveis fontes de produção de CO2 que destroem os proletários e enriquecem os do costume – os miseráveis capitalistas e o estado com quem partilhamos.

      Avaixo …

      Smoreira

  2. Não sei qual seja a explicação. Mas é fora de dúvida que a Praça de S. Marcos é um lugar de beleza inigualável. Por tudo mas mesmo tudo, a beleza natural e a criação humana encontraram-se ali, ambas fiéis a um mesmo ideal. Como é fora de dúvida que a cheia não dá saúde a nenhuma das obras de arte que ali estão e são tantas que não consigo enumerá-las.

    1. A beleza que da necessidade levou ao arrojo, e daí à criação de algo único e desafiante da lógica de então e das crenças de agora.
      Sem dúvida um sítio a revisitar antes do fim do mundo.

      1. :)).
        Talvez eu não a revisite. Mas a harmonia que ali se respira é indescritível. Que pena haver gente que desconhece a Praça de S. Marcos, o embalo doce das gondolas paradas e quase adormecidas, as ilhas iluminadas no dia que vai fechando portas, a dolência das primeiras orquestras pairando sob as cúpulas, os cavalos de Alexandria tão vivos e em fogosa alegria que apetece sofreá-los. E aquele extraordinário relógio. E tudo o mais que a praça guarda e mostra.
        Bom dia.

        1. Isso se for às 6 da manhã, naturalmente. E, de preferência, em Novembro ou nas semanas a seguir ao Carnaval. De resto, uma pessoa está mais à vontade na Estação de Metro do Marquês às 18h00.

          1. Digo-lhe que, caso queira a praça deserta para fotografar, no verão, tem de ser às cinco da manhã. Mas eu não preciso da praça deserta, basta-me o movimento normal de qualquer praça. E isso terá depois das sete, quando as luzes começam a acender e as pequenas orquestras dos restaurantes iniciam o percurso nocturno. A essa hora mágica do entardecer, a noite já a debruçar-se sobre Veneza, não há muita gente a olhar as ilhas, as gondolas e o rasto roxo do sol a debruar cúpulas de basílicas e palácios. Há muito chamariz para turistas na Veneza nocturna. E, acredite ou não, isto que digo não interessa à maioria. Mas é espectáculo magnífico.

  3. Pois, é nitidamente uma acção concertada para acabar com o sistema capitalista.
    É ver o pacto social das empresas de energia renovável e aparece lá gente ligada ao esquerdismo internacional.
    Isto do lítio é para arruinar o petróleo árabe/americano.
    Os arquitetos de Veneza foram uns grandes nabos, mais ano menos ano as construções começavam a enterrar-se e a água logicamente subiria. Demorou uns séculos, mas tinha que ser assim.
    Amesterdão irá pelo mesmo caminho, ou quase toda a holanda.
    Grandes nabos todos estes arquitetos.

    1. Sobre o que penso sobre as mudanças da crosta terrestre pode ler o texto linkado.
      Registo também a alteração ao método científico, agora inclui a expulsão de todos quantos hereticamente discordam das conclusões devidas.
      Sobre as cheias de 66, gostava de ler um jornal da época para encontrar o enquadramento religioso de tal fenómeno.

      1. Meu caro, imagine que há um médico que acredita ser o acesso cirúrgico, ideal, para uma colecistectomia, feito pelas costas. A coisa até corre bem. Sabe o que é que acontecia ao médico? Suspensão. Se persistisse, expulsão. Má prática, como má prática haver por aí uns tipos pagos a petrodólares, afirmando o contrário do defendido pelos cientistas, investigadores, das melhores faculdades/instituições mundiais. Diga – me uma faculdade, instituto de referência, que afirme não haver influência humana nas alterações /aquecimento global. Diga uma! Mas como a solução passa por mudar os hábitos de consumo, aqui d’el rei, são comunas. E é assim. Tempos estranhos, estes, em que a opinião de cafeteiros prevalece. Oxalá não sofra da vesícula

        Report details how ExxonMobil and fossil fuel firms sowed seeds of doubt on climate change

        https://www.google.com/amp/s/www.latimes.com/environment/story/2019-10-21/oil-companies-exxon-climate-change-denial-report%3f_amp=true

        1. Quem lhe garante que o LA Times não está para a nova religião do aquecimento global como o Público está para as questões de género?
          Se quiser acreditar que a campanha de descredibilização funciona exclusivamente contra os fiéis da nova religião então boa sorte.
          Não acha piada quando um vizinho compra um Tesla de 60.000€, que vem todo embrulhadinho em preocupações ambientais, mas de facto o que ele está é apenas a mostrar que a vida lhe financeiramente corre bem? Os antigos diziam que o diabo tem muitas caras, e neste caso podemos adaptar sendo agora o capitalismo a fazer de diabo. Ele também tem muitas caras, até se veste de carro electrico. E quem não compra carro electrico não é amigo dos ursos polares.
          Acha mesmo que são os comunas que estão por trás desta mudança de hábitos? Talvez quem tenha o perfil sociológico/psicológico idêntico ao dos comunas de outrora esteja agora na batalha contra a mudança climatérica, porque isso pode servir para destruir a ordem actual e abrir a porta a um mundo novo composto pelo novo homem novo. Aposto nisso.
          Sobre a saúde da minha vesícula, agradeço-lhe os votos e devolvo-lhe a simpatia mas alargada aos demais componentes.
          Um abraço

          1. Um carro com mais de duas toneladas NÃO está carregado de preocupações ambientais – está a fazer “green washing”.

            Quem nos garante que a Terra não está imóvel no centro do universo, ou que os homens pisaram mesmo a Lua? A cada um a liberdade e os prazeres que lhe proporcionarem as convicções epistémicas ao seu alcance: sabeis que um calhau ali no chão existe mesmo porque sois capaz de lhe dar um xuto e um pontapé. Sede optimistas, isso já é um começo.

          2. Eu, que em minha casa é muito raro ter razão, arrisco-mo a acreditar que os terraplanistas são uns gananciosos ávidos em facturar visualizações no Youtube.

          3. Um grande bem haja de alento, caro Paulo Sousa, pela coragem! Vivemos tempos mui perigosos para a busca da verdade! Temo que, no final deste capítulo, a grande vítima seja a ciência básica. Perderemos todos pela rendição à infantilidade!! Querendo aplacar a histeria dos místicos, a quem seguem os nossos adolescentes, alimentamos o seu deslumbramento pelo poder e depois, mais tarde, será mais difícil recentrar a vida colectiva na sanidade do interesse comum. O parto, do ressurgimento civilizador, será sempre mais violento. Há quem se entenda capaz de dominar as bestas pelo logro e apascentamento!!
            Eu sempre desconfiei muito da condescendência!! Não sei!!
            U grande bem haja,

          4. Caro Justiniano,
            Não é boa ideia querer tapar um buraco redondo com uma tampa quadrada, mas não há nada que uma marreta e alguma insistência não se resolva. O Aquecimento Global, que quando toca a nevões muda de nome para Alterações Climatéricas, comprova-se cientificamente recorrendo ao método da marreta.
            O mundo, nas suas diversas facetas, nunca avançou e evoluiu de uma forma constante e regular. A seguir aos avanços seguiram-se retrocessos. É isso que está a acontecer a esta ‘ciência’ feita de fé e de certezas absolutas e anteriores ao teste das respectivas teorias.
            No fundo não posso deixar de me sentir optimista e entusiasmado só de pensar nos avanços científicos que se seguirão a este período idiota e desmiolado. Vai ser altamente.

        2. A Política é a única religião que nos diz que consegue controlar o clima.

          Note-se que a “ciência” que aparece é a que é vetada pelos Jornais, ou seja pela Política. A outra está ignorada.

          Se isto acontecesse outra vez a maior parte diria que tinha sido por culpa humana:

          https://en.wikipedia.org/wiki/Great_Storm_of_1703

          O que mostra o estado de manipulação em que estão as pessoas hoje. Pior que há 2-300 anos..

          Há uns anos o colestrol era mau hoje já há o bom e o mau…
          Problemas de replicação nas ciências são graves, mesmo a Física suposta ciência séria está a auto mutilar-se entrando em teorias que são impossíveis de comprovar. Ninguém fala em replicação nas ciências do clima, porque nem sequer existe…

          O que devemos perguntar é se estamos a assistir ao fim da confiança na Ciência Teórica. Restando só a Prática para podermos confiar.

          lucklucky

          1. “Daniel Defoe thought it was a divine punishment for poor performance against Catholic armies in the War of the Spanish Succession”
            in Wikipedia

            A história repete. A religião é que mudou.

        3. Caro Sr. Volph Valknut
          Envio uma curta lista de várias dezenas que tenho compildasa de cientistas, professores, políticos que são anti-alarmistas em relação às chamadas alterações climáticas, enfatizando que, no essencial, é a Mãe Natureza que produz essas “maldades”.
          • Dr. Don Easterbrook
          • Ivar Glaever (Nobel da Física)
          • Patrick Moore (fundador do GreenPeace)
          • Praegus University
          • Roy Spencer
          • Bob Carter
          • William Happer
          • Murry Salbi
          • Matt Ridley (Science writer)
          • Tim Ball
          • Nir Shaviv
          • Freeman Dyson
          • Prof. Weiss
          • Global Warming Petition Project – Global Warming: 31,487 Scientists say NO to Alarm
          • Fred Goldberg
          • Art Robinson
          • Marc Morano
          • Senador Malcom Roberts
          • Prof. Judith Curry
          • Walt Meyer (NASA)
          • Nathan Kurtz (NASA)
          • Roger Pielke
          • Lawrence Krauss (Physicist)
          • Prof. Molion (Brasil)
          Cumprimentos.

          1. Falta aí o R. Lindzen!! Talvez o mais influente e, simultaneamente, o mais odiado pelos sociologistas do clima!!
            Um bem haja,

          2. O Patrick Moore explica muito bem a forma como o movimento ambientalista foi sequestrado pelos adoradores de bruxas.
            O William Happer, sempre!! Um grande divulgador de ciência, um seríssimo cientista e um divertidíssimo orador, talvez por isso seja tão demonizado pelos sagradores de borregos!!
            Um bem haja,

        4. Calma caro Vorph, as universidades e instituições não têm opinião, têm quem lhes empreste opinião.
          A questão não é, naturalmente, a da influencia humana, ou animal já agora. De boa fé saberá que tal não é uma questão (qualquer fenómeno físico, mesmo quântico, influi em outros fenómenos físicos cuja causalidade foi por esse outro fenómeno colocado em marcha).
          A única questão relevante é a da dimensão antropogénica a qualquer alteração à dinâmica climática. E especialmente o do ciclo do carbono proveniente das actividades humanas.
          Se estiver verdadeiramente interessado poderá contrapor ao tal consenso, em que parece acreditar, a opinião de alguns reputados cientistas que assinam os seus trabalhos individualmente e poupam-se a proclamações e manifestos em defesa do planeta, o que quer que isso seja ou signifique!! Comece, talvez, por R. Lindzen!
          Um bem haja,

        5. Caro Vorph, o exemplo médico é uma falácia empoeirada! As regras, legis artes, não têm nada que ver com a ciência, como bem sabe o caro Vorph. São regras técnicas, consagradas como método convencional fundado por múltiplas razões (técnicas, económicas, humanistas, estatísticas…) com a cobertura da lei na prática de actos médicos!! (Será similar às regras técnicas de engenharia estrutural para edificações e transformação de materiais)
          A ciencia está muito antes disso, e o método não é, graças a Deus, declarado por decreto! Valha-nos isso, por enquanto!!
          Um bem haja,

  4. Muito bom dia.
    Sim, alguma falta de neurónios.
    Quanto a 1966, obviamente,…. BRUXEDO,… he,…he…he…
    António Cabral

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