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Há dias, a SIC comparou o preço da gasolina em Portugal com o de outros do países europeus, onde ela é mais cara. Estamos no terceiro lugar nesse ranking. O que seria de nós se a austeridade não tivesse já terminado?
Se a SIC cruzasse estes dados com a remuneração por hora de trabalho em cada um dos países, com quem dividimos o pódio, obteria os seguintes detalhes:
Os valores apresentados respeitarão à remuneração média. Se em vez disso, considerarmos o SMN português, pago 14 vezes durante 12 meses, com 22 dias trabalho mensais e oito horas diárias, o valor obtido seria de (775€ x 14 / 12 / 22 / 8) = 5,13€.
Assim, para quem aufira do SMN português e para encher o mesmo depósito com 40 litros de gasolina, será necessário trabalhar 12h51.
Quem está satisfeito com isto, deve aproveitar as próximas eleições para o mostrar. E quem não está, também. Chama-se democracia.

deve aproveitar as próximas eleições para o mostrar
Isso é demagogia. Qualquer que seja o partido que vença as próximas eleições, não quererá alterar fundamentalmente os impostos sobre os combustíveis.
E porquê? Porque, mesmo para os partidos cuja prioridade é baixar os impostos, a prioridade não são os impostos sobre os combustíveis, mas sim outros (o IRS, eventualmente o IMI, eventualmente o IRC). E muito bem, digo eu. Porque, se é para baixar impostos, então baixe-se prioritariamente o IRS e o IRC, não os impostos sobre o consumo, muito menos ainda um imposto que incide essencialmente sobre um produto importado.
É tão demagógico como ouvir um PM dizer que uma vitória autárquica, ou europeia, é um voto de apoio ao governo.
Com o Estado a carregar nos impostos e os carros oficiais a rolar nas horas do catano com o consumo a disparar, isto só pode piorar antes de melhorar.
Não sei quantas horas de trabalho seriam necessárias para ir a Sevilha a 200Km/h ver a Selecção, mas é só fazer as contas.
É mesmo urgente subir os salários em Portugal. Talvez depois não seja necessário ir buscar tantos impostos à gasolina.
Se baixarem os impostos sobre os salários, o rendimento disponível aumenta.
Mas claro, depois não haverá dinheiro para a TAP…
E aqui na terreola paga-se a água mais cara do mundo! Em relação com o salário minimo nacional é a mais cara do mundo!!! O absurdo aluguer de contadores e as taxas extra que misteriosamente variam todos os meses,mesmo o utente gastando menos agua do que no mês anterior acaba muitas vezes por pagar mais do que no mês anterior,incrivel este roubo e ninguem diz nem faz nada contra isto,ninguem!Só eu! País de reles cobardes que papam tudo sem dar um piu! Povo asqueroso dos futebois,cães,gatos,copo 3,taberna,morcela,identidade do genero,feminismo,socialismo podre!
Tudo prá rua já em manifestação em frente á AR pra acabar com toda esta nojeira roubalheira xuxalista! Monhé e selfies expulsos da terreola já ! Já ! É marcar o dia e hora da manifestação e lá estarei! Fim do socialismo podre já!
Ass: Basilio xuxa vira casacas da horta de Sintra
Votar contra eles, pode ser o princípio de qualquer coisa.
Na figura faz-se a mesma demagogia que no post do Pedro Correia mais abaixo: concentra-se no imposto sobre a gasolina (que é de facto muito elevado), em vez de se falar no imposto sobre o gasóleo (que é muito menor).
Eu acho bem que se reduza o imposto sobre a gasolina, sim. Mas o imposto sobre o gasóleo não deve ser reduzido. Os impostos sobre os dois combustíveis devem tender a ficar iguais.
Além do roubo nas finanças pessoais, basta pensar no impacto que os impostos altos nos combustíveis têm na perda de competitividade das empresas exportadoras, para entender em que direcção vamos. Solução do governo? Hidrogénio.
Pensar na perda de competitividade exportadora e pensar em tudo o resto: tudo o resto nas nossas manifestamente irrelevantes vidas. Os custos dos combustíveis, da energia, afectam tudo, do bem mais sumptuário ao mais essencial. Claro que quanto mais caro um dado bem – sobretudo se de procura bem pouco elástica (como os combustíveis, a energia) – melhor para a receita fiscal.
Que é o que interessa.
A pobreza energética, que faz com que os pobres, que são 20% dos portugueses, passem frio de inverno, é também um dos resultados deste esbulho.
E não apenas os pobres. Não o sou, não – definitivamente – se o termo de comparação for o que se tome por português-médio. Mas sei que se pelo tempo frio quiser aquecer a minha casa, fazer nela o que se sabe acontecer lá por fora e com climas bem mais frios: circular em casa, confortavelmente, de “t-shirt” ou camisa, sair de um duche sem o desconforto de sentir frio, a factura da electricidade (em qualquer época um verdadeiro escarro de taxas e afins, independentemente do consumo que reporte) atingirá valores incomportáveis.
Isso é porque a sua casa é mal construída.
Eu tenho uma casa no Porto que passa todo o inverso sem ser aquecida. A temperatura nela mantém-se permanentemente confortável. Porquê? Porque somente tem janelas viradas a sul, e porque as paredes exteriores são de granito com meio metro de espessura.
Lavoura, que as regras, hábitos e práticas de construção são neste país muito questionáveis é uma verdade mais do que conhecida. De há muito e sem pôr em causa a crítica ao absurdo do custo da energia, fóssil ou não, em Portugal (que é, convém não ignorar, o que aqui nos traz a comentar). Em todo o caso note-se que vivo num andar ainda recente, legalmente construído e transaccionado – nem toda a gente, calcule você, pode construir de raiz a sua habitação – o que dirá alguma coisa sobre a legislação e regulamentação sobre a matéria. Só um tipo como você, que não qualifico taxativamente por uma questão de educação, é que pode vir para aqui invocar, como argumento realista de discussão, uma casa com janelas apenas voltadas a sul e paredes de granito com meio metro de espessura como algo de perfeitamente natural, corrente, básico; decerto algo de que o mercado está inundado e só não tem quem não quer.
Um mínimo de bom senso seria bem-vindo. Até de sua parte.
Comece por mudar as janelas e portas da casa, por forma a que nela não entre pinga de ar.
Depois isole as paredes exteriores (incluindo tetos) todas com pelo menos 4 cm (o ideal seria 8) de isolante.
Remeto-o para o que respondo no meu comentário anterior. Eu sei que mesmo com erros de génese (e tendencialmente tão mais numerosos e sérios quanto mais antigo o imóvel) muita coisa pode ser feita para mitigar os seus efeitos. Simplesmente as coisas não podem ser encaradas com a leveza com que você o faz: a viabilidade técnica de algo não é, imagine, condição suficiente para a sua exequibilidade. O nível de vida, o poder de compra são o que são neste país e desde logo depois do saque fiscal e para-fiscal por cá praticado, há investimentos para que não restam fundos. Para muita gente. A grande parte, pelo menos.
Se não pelo que diz, seguramente pela forma como o diz o Lavoura faz-me lembrar aquela breve passagem de S. Fitzgerald: “Let me tell you about the about the very rich…”. Pesquise a coisa na internet, se quiser.
A pobreza energética, que faz com que os pobres, que são 20% dos portugueses, passem frio de inverno, é também um dos resultados deste esbulho.
Disparate. Muitas pessoas (não somente pobres) passam frio no inverno, mas não é devido à pobreza nem devido aos impostos sobre os combustíveis, e sim devido à má construção das casas.
(Lembro-me da minha tia no Porto e do frio que se passava na casa dela, apesar dos aquecedores elétricos. Um horror. Os aquecedores permanentemente ligados mas a casa permanentemente fria. Porque as paredes não tinham qualquer espécie de isolamento.)
É uma solução muita na lógica “Se não há pão, porque é que não comem brioche?”
Este comentário devia dar para por um “gosto”. É que o diálogo que está a acontecer nunca foi tão bem sintetizado.
Vª Exa. sabe perfeitamente que o transporte de mercadorias é feito com camiões a gasóleo. Por isso, se o preço dos bens de consumo aumentar não se queixe.
A carga fiscal no nosso país é simplesmente VERGONHOSA, serve para sustentar muita gente que nem merece o ar que respira e penaliza quem efectivamente produz alguma riqueza. Por isso, demagogos são aqueles que nos governam e aqueles que apoiam este roubo descarado.
Deixe lá, em breve vamos ter milhões de camiões e carros espanhóis a encher as bombas perto da fronteira. É que os espanhóis vão ter de incorporar 4 cêntimos, para o biocombustível, e mais 15 a 30 cêntimos, de impostos, sobre os produtos petrolíferos, onde o gás está incluído. Já sem falar do objectivo de 28000 milhões de euros de receitas das portagens… É que Portugal já tem esses impostos e taxas incluídas, desde 2007, contra o voto dos partidos de direita que queriam fazer como fez a Espanha, sendo o estado a suportar esses impostos. Agora, levaram com o pau de marmeleira, o Chega local… perdão, o PSD local (o PP aceita coligar-se com o VOX, tal como cá o PSD já tem assinadas milhares de coligações com o Chega, onde estão 3400 membros do PSD a aproveitar a onda, tal como acontece em Lisboa onde Carlos Moedas já reuniu com André Ventura e com a direcção do Chega, para incluir algum membro na coligação e Nuno Graciano não avançar para a eleição, tal como já estão a negociar em Almada e em Setúbal), poderá regressar ao governo muito em breve.
Ao mesmo tempo, os empresários portugueses são os que mais usam veículos de passageiros ligados à actividade/empresa, só batidos pelo Mónaco, San Marino, Andorra, Leichenstein e Luxemburgo. Por cada carro de passageiros ligado a uma empresa nacional, são 0,64 em Espanha e 0,71 na França. Só o dobro da Alemanha e já esquecendo países como a Holanda ou Bélgica, onde é mais habitual uma empresa comprar 20 bicicletas do que um automóvel… por isso, há dinheiro para pagar o combustível (a Galp é a empresa mais rentável da Europa em cada tonelada de crude transformado).
Para chegarem aos 28000 milhões de euros em receitas de portagem, vai ser necessário que todos os ministros passem a viver dentro dos BMW apreendidos aos traficantes, sempre a andar sem parar, de norte a sul do país.
Tanta aneira…
“sendo o estado a suportar esses impostos.”
Estou a ver que para si o Estado é que lhe paga o ordenado que leva para casa em imposto não pago.
“já esquecendo países como a Holanda ou Bélgica, onde é mais habitual uma empresa comprar 20 bicicletas do que um automóvel”
Entramos na vigarice. Países com pouco montanhas…
Com nenhuma montanha…
Países Baixos? Outra aberração da parvoíce!
Não será Holanda ou Neederland ?
BENELUX – Bélgica, Neederland e Luxemburgo.
Como é que sabe que me estava a referir à Holanda?
‘Países Baixos? Outra aberração da parvoíce!’
‘Não será Holanda ou Neederland?’
No dicionário de Português-‘Holandês’ procurando Países Baixos a tradução é Nederland (Ne, só com um e), Nederland quer dizer Países Baixos em neerlandês. Na Flandres (Bélgica) fala-se neerlandês vão lá dizer-lhes que estão a falar holandês
Por isso BENELUX é België, Nederland e Luxemburg
Que chatice agora estar a dizer/escrever Países Baixos como os franceses.
BENELUX é uma organização económica de comércio livre entre a Bélgica (BE), Nederland (NE) e Luxemburgo(LU), mais tarde juntaram-se Itália, Alemanha e França deu aso à CEE.
Países Baixos (países ‘lá de baixo’ do Império dos Habsburgos) formados inicialmente pelas províncias da Holanda do Norte e da Holanda do Sul, que depois da guerra dos 80 anos se juntaram as províncias da Frisia, Groninga,Zelândia,Limburgo e outras.
A Holanda ficou assim conhecida devido ao seu comércio marítimo, com criação de colónias, ser feito, principalmente, pelas Província do Norte (Amsterdão) .
Democracia não é isto. Numa democracia o Estado não é o dono do país. Não faz o que quer. Não rouba o seu próprio povo. Não compra jornalistas. Não manipula. Não governa com esquemas e truques. E 60% de imposto no preço da gasosa não é necessário sequer. Nem sequer é natural que isto aconteça. Tal como não é natural a postura e a maneira de “falar” do governo com os partidos, dos partidos uns com os outros e das instituições com as pessoas (não somos cidadãos, isso é cocó republicano. Nós somos pessoas).
Não é o Estado que é dono do país, é PS que é dono do Estado.
Tudo isto estava bem se tivessemos uma excelente rede transportes em qualquer lado do país, sendo os preços altos da gasolina/gasóleo um estímulo para não usar os carros.
Mas o que é certo é termos uma rede de transportes fraca e uns preços de gasolina/gasóleo altíssimos.
Mas com impostos destes, sempre conseguimos “investir” na TAP.
“Tudo isto estava bem se tivessemos uma excelente rede transportes em qualquer lado do país”
Frases feitas é preguiça de pensar?
Quer autocarros parados ou em viagem com 2 pessoas? quer ir as compras de autocarro ?
Isso são frases feitas de quem desconhece que o país não acaba no RALIS.
Tal e qual Trigueiro. Antes da pandemia, comecei a apanhar o transporte publico. De manhã, demorava o dobro do tempo que demoraria de carro; de tarde, 3 vezes mais (o percurso de carro demora 26-35 min). Resultado: para passar esse tempo todo enfiada num transporte publico abarrotado, com mascara, comcecei a usar o carro de novo. As pessoas acham que apanhar 2 transportes publicos diferentes é com uma perna às costas, mas não é…Não é só boa vontade. Se tenho pena de ter deixado de usar o transporte: alguma. Mas o horario que faço a vir de carro para o trabalho deixa-me mais tempo para passar com os meus miudos…É só 1,5h por dia de tempo de qualidade com eles…
Como em muitas coisas na vida, os transportes públicos vistos de fora, são muito diferentes daquilo que se vê por dentro.