O inesperado apoio (e daí talvez não) de Carvalho da Silva a António Costa na corrida à Câmara de Lisboa, para além do próprio apoio em si, pode significar algo mais. Militante comunista, líder de uma importante força sindical, inteligente, simpático e capaz de congregar apoios fora das baias do PCP, Carvalho da Silva veio dizer que o voto útil em Lisboa não é em Ruben de Carvalho e na CDU. A forma sincera e expansiva como Carvalho da Silva manifestou o seu apoio e apelou à mobilização de forças à esquerda na recta final da campanha, vai logo passar em todas as televisões e seguramente que muitos potenciais eleitores da CDU não ficarão indiferentes a tal apelo. Jerónimo de Sousa e Ruben de Carvalho podem continuar a enterrar a cabeça na areia e fazer de conta que não é com eles, mas se Santana Lopes vencer a única certeza é que os 5, 10 ou até 20% de votos que a CDU angariar terão sido úteis para eleger "o candidato da direita" e fazer flores internamente. Contra a opinião de gente como o referido Carvalho da Silva e José Saramago. É capaz de ser muito pouco para justificar aos seus militantes uma derrota para a coligação de direita na principal câmara do país e isso pode bem significar o esgotamento da liderança do bonacheirão Jerónimo de Sousa. Vamos aguardar para ver.
Apoio útil
Sérgio de Almeida Correia,

Entregar de mão beijada a capital a um mentecapto armado aos cucos não faz mal o importante são as posições na cadeira do município . Enfim!
“Simpático” já acho um bocado de mais para o Carvalho da Silva. Mas está visto que não é cego.
Há pouco tempo, eu dava esta eleição como perdida para a cidade. Se Santana ganhou em 2001 contra a esquerda unida e com o CDS a correr contra ele, como não ganharia agora? Ainda assim, decidi-me a suspender a militância abstencionista para votar contra esse inimputável diletante. E entretanto aparecem sondagens que não confirmam a vitória do “menino guerreiro”. Talvez o povo não seja assim tão estúpido como os comunas e como os bloquistas em birrinha sá-fernândica.
Já agora, para que fique claro, o Costa não presta para nada. O problema é que o Santana não presta para nada de nada. Com o Costa temos uma certeza: a cidade vai estar pior daqui a quatro anos. Com o Santana temos outra: daqui a quatro anos, a cidade vai estar oito anos pior.
Bom, mas como dizia o outro, chega de lamúrias. Apetece-me desanuviar esta noite. Acho que vou à Feira Popular…
Quando a falta de vergonha é que está a dar, o gesto em causa não constitui surpresa.
Que se lixem os princípios, não?
Lisboa é uma aldeia onde as pessoas se encontram casualmente nas entradas do metro… e em vez de um bom-dia, normal na província, vão tomar um café juntos.
É o medinho do Santana. Não se percebe. É tudo “óbvio”.