Só hoje vejo este “O Barão”, de Edgar Pêra. Se eu pensasse que o Pêra, que é um tipo que eu não encontro para aí há 20 anos, serve para representar algum colectivo que me seja mais ou menos vizinho, ou dele emane, este filme seria a forma de me reconciliar com essa qualquer entidade, com a qual a amargura dos anos passados talvez me tenha azedado o amor. Mas não penso isso, até porque me vão dizendo que o homem não mudou muito e nisso não se terá amarfanhado, e ainda bem que assim é. Porque o filme é sumptuoso, iluminado. E dele. E arrebata-me. Uma apneia, avassaladora. Não sobre a qualquer coisa que me dizem os ecos escritos, mas sobre a vida, o poder. E, acima de tudo, a paixão. Fico, agora, já depois, exausto. Da tal apneia. Reconciliado com qualquer coisa. Com o cinema, talvez. Com a grandeza humana, com toda a certeza, essa que produz coisas destas.
(Nuno Melo, extraordinário)
(Leonor Keil, diva)




está mais q provado que o tempo do Estado Novo, foi uma época de ouro da cultura portuguesa…este regime, à falta de ideias até faz remakes do cinema do Estado Novo…este regime saído do 25 de Abril é simplesmente uma nulidade em todos os apectos…sociais…económicos..culturai s…
como é evidente só me posso rir, e bastante.
e é de fácil demonstração…