Com idas e vindas, saídas e chegadas, lazer e obrigações, é provável que passe por este cartaz no Sábado (dia de reflexão) e no Domingo (dia de eleições) para cima de dez vezes. Por isso, temo. Temo que este apelo, aliás bem insinuante, ao voto do movimento independente Construir a União (CU), acabe por influenciar a minha decisão eleitoral. É que o Augusto tem cara de ser um tipo com quem se podem discutir, com igual desenvoltura, as incidências do último jogo do Braguinha e a adequação dos avisos meteorológicos do IPMA (ex- Instituto de Meteorologia). E o João, bem, o João não engana ninguém. É ou não é o protótipo do gajo porreiro com quem se podem entreter uns fins de tarde de Domingo a beber uns finos e a aviar uns rojões? É. E porque um e outro, o Augusto e o João, são assim, é que sinto esta angústia crescente. Eu preciso de um dia inteirinho de reflexão para decidir em quem vou votar para a minha Junta de Freguesia. E se não chegar, quero dipor de quase todo o Domingo para pensar e chegar a conclusões. Sem pressões nem apelos irresistíveis. Ora, com o cartaz destes dois maduros ao pé da porta, sempre a lembrarem-me o entusiasmante que será votar num projecto político que reúne o melhor dos várioas mundos (bola, meteorologia e tainadas) admito que a minha isenção eleitoral possa ficar gravemente abalada. Por isso, peço encarecidamente à Comissão Nacional de Eleições que me proteja desta minha fraqueza. No fundo, que estabeleça uma relação entre o CU e as calças. E que, assim como proibiu os apelos ao voto nas redes sociais, mande retirar ou tapar o cartaz do Augusto e do João das imediações da minha residência hoje ao final do dia, um bocadinho antes da meia-noite. Caso contrário, temo o pior e declaro desde já que não me sinto responsável pelo sentido que vier a dar ao meu voto.
Apelo lancinante à Comissão Nacional de Eleições
Rui Rocha,


Este apelo a CU faz-me reflectir que sem CU não há-de haver fôlego. É necessário CU para soprar sobre tudo quanto emperra as nossas decisões. Este ofício de CU impele-nos a admitir que devemos soprar para cima e para baixo a máxima popular que define que quem tem CU tem medo. É mentira! Só com CU é que mostraremos o alento que nos sobra para soprar sobre toda a conversa fiada em torno de reflexões. É chegada a hora de mostrar que com CU pode vencer-se todo o medo, deixando patente que alento de CU é grito desesperado e apaixonado pela rejeição de toda a merda.
Não tenho dúvidas de que o Augusto e o João têm no seu comentário matéria mais do que suficiente para várias palavras de ordem do movimento.
um CU muito bem apanhado!
:))
Uns patuscos, Luís.
Não é de Tomar esse CU, pois não?
A verdade é que em matéria de sentido de voto me parece que não devo dar conselhos…
ufa! ainda bem que não sou da freguesia do rui. quando mete cu pode dar em merd…
É uma evidência, Jorge.
” Construir a União com o Augusto e João – CU
É , certamente, a única freguesia do país que faz o apelo directo ( sem tabus) ao casamento homossexual.
Que sejam felizes para sempre!
Sim, é também o que lhes desejo, AM.
E, se bem observo, esses são do CU II, pelo que temo haja CU I, CU III, CU IV, por aí fora. Ou seja, ainda mais CU que Miss Bumbum.
Observa bem, sim. Tudo leva a crer que se trata, de facto, de uma saga.
A cumissão que nem sonhe haver incentivo ao voto só em II CU.
Tratar-se-ia de uma severa e castradora(!)limitação de âmbito sexual(e afectivo).
E não sei,não sei se merecedora de atenção da instância constitucional suprema.
Se não houver despacho atempado tape os olhos ou,em caso de não suportar tamanha violência mediática,não se aproxime,eu farei o mesmo num raio de 900 km.
O fundamental é votarmos em cuonsciência.
É o que farei fora da circunferência com raio de 900 km e centro em CU II.
Dupla pobre mas honesta:
Não distribuem electrodomésticos, aventais nem esferográficas…
Limitam-se a oferecer uns rolitos de papel- higiénico.
Contra o CU só a CDU!
Reflictamos, caríssimo.
Caro Rui,
faz tempo CUe não me ria tanto. Obrigado por este naCU de prosa.
Já valeu a pena, José.